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Francisco Rebouças
Não podemos mais adiar a
decisão, de enfrentar com coragem e resignação os naturais e inevitáveis óbices
e as incontáveis dificuldades do caminho de qualquer viajor das parágens
terrenas, a caminho da libertação tão sonhada e buscada por nós.
Urge, vencer o cansaço do
corpo fatigado pela labuta da jornada diária, retirar a pedra que nos fez
tropeçar em caminhadas anteriores, cobrir a cabeça protegendo-a do sol
causticante e da fria chuva dos quais não podemos nos furtar e nem utilizar
como causa de impedimento para conquistarmos nosso ideal de crescimento.
Faz-se mister observemos
as mãos acolhedoras dos amigos do Mais Alto, inspirando-nos e conduzindo-nos à
vitória, insuflando-nos bons pensamentos, para que não deixemos de observar as
coisas boas que uma vida sadia nos pode proporcionar.
Mostram-nos, os tesouros
de que desfrutamos e que nem sempre sabemos tirar proveito para o nosso
crescimento, como o bênção de podermos caminhar com os recursos dos nossos
próprios pés, na busca de ambientes sadios, dos olhos que nos trazem a beleza
da natureza colocada pela sublime Bondade Divina, para nossos momentos de meditação
e reflexão, do ouvido que nos proporciona escutar os sublimes cânticos da
natureza etc. etc...
Não, nos contentemos com a
acanhada visão que nos aguça a busca desenfreada das riquezas da matéria, e
busquemos desenvolver o gosto pelas riquezas das coisas do espírito. Não nos
deixemos envolver pelas notícias nefastas das infelicidades corriqueiras do dia
a dia das nossas vidas, não valorizemos os contratempos e as dificuldades
inerentes a tantos quantos jornadeiam nos mundos de provas e expiações como o
nosso, não destaquemos as notícias funestas da lama e do abismo com que deparamos
a toda hora no momento atual da nossa sociedade.
É, pois, inadiável a
decisão de procurarmos elevar a visão das coisas que nos cercam, pois em tudo
haverá sempre algo de proveitoso a observar, para o aprendizado que nos
enriquece de experiências e nos capacita a ultrapassar o presente momento em
que nos situamos espiritualmente falando, e conseqüentemente nos elevará como
Seres Eternos fadados à perfeição, com a finalidade maior de nos tornarmos Espíritos Puros.
Examinemos, pois, a
situação em que nos achamos cada um, e concentremos nossas forças em proveito
de nossa ascensão, na escala hierárquica da criação, engajando-nos nos
programas redentores no trabalho do bem na Seara de Jesus, e não nos fixemos na
falsa desculpa dos insensatos.
Empenhemo-nos, então, com
afinco e sem receio no trabalho de nosso
auto-aprimoramento intelecto-moral, mesmo que para isso tenhamos que
pagar o alto preço exigido a quem se decida por crescer, renunciando às falsas
ilusões do chamado mundano, e dediquemo-nos com acurada disciplina e submissão
aos preceitos do Mestre de Nazaré, superando nossas próprias inclinações de
modo a seguirmos firmes em busca dos altos cimos da Espiritualidade Superior.
Tomemos como base segura
os ensinos daquele que nos asseverou ser
“o caminho a verdade e a vida”, que mesmo sofrendo a ingratidão dos
homens não se desviou em momento algum, da rota vitoriosa da redenção da
humanidade, oferecendo para esse desiderato a própria vida.
Meditemos,
por isso mesmo, em tudo que ele deixou de exemplo e alistemo-nos no seu
Exército da Caridade promovendo o bem, desligando-nos em definitivo das algemas
que nos aprisionam desde tempos imemoriais, aos turbilhões das inferioridades,
no solo contaminado da iniqüidade e do desamor.
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