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Elio
Mollo
O homem vem,
através dos tempos, procurando o seu desenvolvimento, porém, a maioria ainda
caminha tão materializada que não consegue enxergar além da matéria conhecida.
Ao longo dos
tempos, grandes espíritos reencarnaram na Terra para ampliar a visão humana,
mas foram poucos aqueles que compreenderam a maneira de enxergar melhor e
poucos os que usaram essa visão para o bem da humanidade.
Dentre esses
grandes Espíritos, Moisés foi um que desenvolveu leis, através do auxílio divino,
modificando costumes prejudiciais ao relacionamento homem com Deus e homem com
seu semelhante.
Sócrates, lendo a
frase "homem conhece-te a ti mesmo", no templo de Delfos, a compreendeu,
a usou, a desenvolveu e a difundiu.
Jesus, com sua
brandura, ensinou o homem a amar a Deus e ao seu próximo como a si mesmo,
dizendo que estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas.
Além disso,
ensinou-nos a sermos perfeitos como o Pai Celestial, mostrando que, conhecendo
a verdade, o homem se livra das amarras da ignorância deixando o caminho livre
para a sua subida evolutiva. Mostrou também, de forma taxativa, que isso é
conseguido através do processo de reencarnação, dizendo que é preciso nascer de
novo, além de outros ensinos importantes que o homem pode utilizar para o seu
crescimento espiritual.
O tempo continuou
e vieram outras criaturas mostrar que o Homem não está só no Universo e é só
acordar para ver.
Porém, o homem,
sonolento, orgulhoso e prepotente não quer abrir os olhos. Assim, tropeça, bate
a cabeça e se machuca em qualquer obstáculo que se põe em seu caminho. Todavia,
a Providência Divina insiste em acordá-lo e ampliar sua visão para que não se
machuque mais.
Foi para tanto
que no século XIX, fenômenos espirituais surgem por toda parte de forma mais
insistente: pancadas e ruídos nas paredes, mesas que giram e que se suspendem,
que batem em letras para formar frases, etc.
Denizard
Hippolyte León Rivail – nome conforme certidão de nascimento – convidado a
comparecer em sessão onde mesas giravam e outros fenômenos ocorriam, vendo que
não havia truques passou a observar e a estudar tais fenômenos, e não contente
com isso concluiu que esses fenômenos eram provocados nada mais nada menos por
seres que viveram na Terra e que agora faziam parte do outro mundo, ou seja:
tinham feito sua passagem pela Terra fisicamente e após a morte física passaram
para o outro lado da vida – aquela que é espiritual e eterna – e começou a inquiri-los
buscando aprofundar seus conhecimentos.
Estudou os
fenômenos seriamente, colheu provas e, através de respostas dadas às suas perguntas,
foi organizando todo o material colhido e codificando os ensinos dados por
esses seres.
Assim, a 18 de
abril de 1857, com o pseudônimo de Allan Kardec, nome sugerido por um Espírito
que tinha sido seu amigo em uma encarnação passada, nas Gálias, como druida,
faz o lançamento para iluminar e ampliar a visão de toda a humanidade de o
"O LIVRO DOS ESPÍRITOS".
Conforme o dizer
de José Herculano Pires, "com o lançamento de o “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”
raiou para a humanidade a Era do Espírito.
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