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Iaponan Albuquerque da Silva
Na intimidade do átomo,
molécula ou célula, dos reinos mineral, vegetal ou animal, vige a grandiosidade
da Inteligência Divina, plasmando a organização do Micro ao Macrocosmo,
pacientemente provando a presença de DEUS em toda a Criação.
I - INTRÓITO
É fato comum a todos nós o sabermos da existência de
pequenas vilas, de cidades agitadas pelo labor de seus habitantes e de
verdadeiras megalópolis, estas últimas frutos diretos das multifárias atividades
humanas, com as quais buscam freneticamente a satisfação dos seus mais variados
intentos.
De modo geral, atores e participantes desses
redemoinhos humanos dificilmente se apercebem da necessidade absoluta de se
ligarem ao Pai Criador, nele buscando paz íntima, reconforto espiritual ou
orientação para seus destinos.
A dinâmica da vida, a busca pela supremacia, o desejo
de ganho muitas vezes transfundindo-se em ambição desmedida, a preocupação de parecer e aparecer ao invés de simplesmente ser, levaram o homem da craveira comum a investir em si
mesmo, e a desprezar o contato com DEUS.
Triste miopia espiritual que vem afetando grande
parte da Humanidade.
Não há tempo para que seja divisada, em tudo e em
todos, a augusta presença de DEUS - poderosa e imanente - conclamando-nos à
compreensão de suas Leis.
A geração de hoje é resultado de inúmeras outras de
antanho, que se perdem na diáfana noite dos milênios sem fim, sempre constantes
em sua morfologia somática, formando uma cadeia inumerável de populações, que a
despeito de suas mais desencontradas metas e modus vivendi,
guardam sempre a condição primordial de serem catalogadas como seres homo sapiens.
A partir dessa classificação antropológica, que
caracteriza e entroniza cada um de nós como detentor da Razão, conseqüentemente
rei no Plano Criado, não seria absurdo, posto que necessário, o dever de nos
reportarmos aos chamados “mistérios da Criação”, especialmente à Genética, a
fim de que nos compenetremos de que o ser vivente de hoje é o somatório de
vários fenômenos proporcionados pela Natureza, para sua existência,
permanência, mutação e evolução, através dos milênios.
II - A FILOSOFIA DA CRIAÇÃO
É clássico e notório o saber-se que a concepção no
reino animal tem seu início na junção do espermatozóide com o óvulo feminino.
A fecundação reflete não somente a atuante e estuante
força da Natureza, na busca de perpetuação da espécie, mas igualmente, e de
forma inequívoca, a Lei Maior de DEUS, que através do automatismo, do desejo ou
do amor, faz perpetuar as espécies, a fim de que elas se multipliquem e se
aprimorem.
Sem dúvida, poderia parecer à primeira vista que a
única finalidade da multiplicação dos seres seria a de cobrir a Terra de seres
viventes, dando ensejo ao funcionamento das leis genéticas, incluindo, por
exemplo, a prevalência do mais forte, através do processo seletivo.
Concepção multiplicação, mutação e seleção, todos
esses fenômenos têm sido estudados exaustivamente, há séculos, para que melhor
se conhecessem as leis que regem a Natureza.
Esforços ingentes, labores incalculáveis sempre
buscaram insistentemente o porquê da Vida, seus mais difíceis e intrincados
meandros, na permanente porfia entre a ignorância e o saber. Ignorância e saber
humanos que se digladiam como feras acuadas ante a superioridade da Sabedoria
Divina, que muitas vezes os pesquisadores negam, afoitos e presunçosos,
erguendo altares ao seu próprio ego.
Todas as instâncias do
saber humano periclitam em suas bases, sem o convívio permanente e necessário
com o Hausto Divino.
A supremacia da Divindade é fato inconteste a
estadear-se no Plano da Criação, do micro ao macrocosmo.
A esse respeito, cumpre-nos prazerosamente consultar
“O Livro dos Espíritos” que, no capítulo III da 1ª parte - Da Criação - Formação dos
Mundos, diz-nos:
“O Universo abrange a
infinidade dos mundos que vemos e dos que não vemos, todos os seres animados e
inanimados, todos os astros que se movem no espaço, assim como os fluidos que o
enchem”.
Mais adiante, de maneira genérica, ainda em “O Livro
dos Espíritos”, em Formação dos seres vivos, como
resposta à questão 43, responderam os Espíritos:
“No começo tudo era caos,
os elementos estavam em confusão. Pouco a pouco cada coisa tomou o seu lugar.
Apareceram então os seres vivos apropriados ao estado do globo”.
Nesta incursão à gênese da Criação, feita de forma
humilde e despretensiosa, sente-se a grandeza das Leis Divinas a coordenar
fatos e princípios. Não há vácuo no Plano Criador.
O que se nos parece sem vida ganha cor; o estático
aparente apenas mimetiza a dinâmica sempre atuante.
Ao leitor espírita ou espiritualista não há como
conceber um Universo sem DEUS, ou o Acaso gerando formas e situações.
O Acaso é o nada e o nada não existe.
Eis porque é lógico, crível e até científico
chegar-se à CRIAÇÃO, com DEUS a presidi-la.
Na publicação “Ciência Ilustrada” da Editora Abril
Cultural Ltda., sob o título O homem descobre o Mundo, que versa sobre a matéria “Ciência é saber ver um Universo claro e
exato”, deparamos com bela foto de uma esponja que na simetria do seus esqueleto
“fixa o padrão de sua espécie”. “Na simetria do 'esqueleto' da esponja da foto,
o padrão da espécie está indelevelmente fixado.
Em cada geração a mesma forma se repete graças aos
mecanismos genéticos.
Compreender uma estrutura conhecer suas leis gerais é
também fazer Ciência”.
A cada passo, ante a imensidade daquilo que foi
desvendado no campo da Ciência, e diante do que falta desvendar, vê-se
claramente - como numa operação matemática - a presença de DEUS e a negação do
acaso.
A Doutrina dos Espíritos, que é Filosofia, Ciência e
Religião, traz em seu bojo salutares esclarecimentos, que não infirmam as
descobertas científicas, antes as iluminam e ampliam, imprimindo-lhes o sinete
da Presença Divina em tudo e em todos.
Compreende-se de uma vez por todas, que a Criação não
é obra do Acaso, que o vazio nela não existe, e que os reinos mineral, vegetal
e animal se agitam e reproduzem, mercê de Leis Sábias e absolutamente equânimes,
com vistas ao povoamento e perpetuação das espécies em todos os departamentos do
Planeta.
III - HEREDITARIEDADE: APENAS UMA LEI DA NATUREZA?
Alguns menos avisados hão de querer julgar que ao
Espiritismo e aos espíritas faltam-lhes o mediano senso de crítica, responsável
por uma análise mais perfeita dos fatos, das pessoas e das coisas.
Dentre os que seriamente aderiram ao Espiritismo,
desde a sua origem, encontram-se dos simples operários aos homens notáveis pelo
saber e pela cultura.
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“Na Doutrina Espírita
aprendemos a amar, mas igualmente a estudar, para enfrentarmos a Razão face a
face”
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Quem conhece a História do Espiritismo sabe muito bem
que, afastado o aspecto burlesco das comunicações iniciais das mesas girantes e
falantes, ficou a mensagem, a seriedade, aquilo que fala à alma e ao coração, a
sapiência sem peias, e, junto a tudo isso, a nata da inteligência francesa, sem
sombra de dúvidas, protagonizada no mestre lionês - Hippolyte León Denizard
Rivail (Allan Kardec) e todos os que àquela altura o acompanhavam, conquistando
a Doutrina dos Espíritos - mais adiante - inúmeros cidadãos de invejável
cultura que a História registra como marcos inconfundíveis de grandes vitórias
(vide a obra de “Allan Kardec”, em 3 volumes, autoria de Zêus Wantuil e
Francisco Thiesen, Editora FEB). Essa obra é, inquestionavelmente, uma
extraordinária e meticulosa pesquisa bibliográfica.
Ser espírita, portanto, não é somente ser deísta,
crer na imortalidade da alma, admitir-lhe as comunicações, modificar-se
interiormente, mas, de igual maneira, buscar a Verdade através do Saber.
Na Doutrina Espírita aprendemos a amar, mas
igualmente a estudar, para enfrentarmos a Razão face a face.
O fanatismo pode rondar os nossos arraiais, mas não
os penetra, pois dele somos a própria antítese.
Eis por que nem sempre andamos de mãos dadas com
certas afirmações que, a despeito de serem consagradas, respeitamo-las, mas não
as endossamos.
Vejamos, por exemplo, o problema da Hereditariedade,
capitulado no campo da Biologia, mais especificamente na Genética.
Transcreveremos do ótimo livro didático “Biologia
Moderna” (Maria Luiza Beçak e Willty Beçak - volume 2 - Livraria Nobel S.A. -
1975), o que se lê na página 11, encimado pelo subtítulo Herança e Meio:
“Um dos problemas mais
antigos em Biologia é o estudo das causas fundamentais, que condicionam a grande
variabilidade existente entre os seres vivos. Plantas e animais apresentam
grande variedade de caracteres relacionados à cor, tamanho, forma e atividades
fisiológicas.
As causas fundamentais que
condicionam a variabilidade biológica são a hereditariedade e o ambiente.
Genética é a ciência que estuda as semelhanças e as diferenças entre seres
vivos e as suas causas. É a ciência que estuda a hereditariedade e o ambiente.
(...)
Resultando os caracteres
tanto da influência de herança, como do ambiente, a hereditariedade não implica
que os filhos sejam necessariamente idênticos aos pais. Indivíduos com igual
patrimônio hereditário poderão ser diferentes, quando se desenvolvem em meios
diversos. (...)
JOHANNSEN, em 1911, propôs
o termo "genótipo” para designar a constituição hereditária, (...) e
“fenótipo” para designar a aparência de um indivíduo, ou seja, a soma total de
suas peculiaridades de forma, tamanho, cor, comportamento externo e interno.
(...)
O que o indivíduo herda é o
genótipo e não o fenótipo."
De posse dessas informações, fica o indivíduo que
somente deseja saber, restrito ao aspecto meramente didático e prático, ciente
de que somos, inapelavelmente, no campo físico, o somatório de contingências
hereditárias, aliadas aos problemas de meio ambiente, etc. Enfim, herdamos por
genotipia e nos modificamos através de processos outros, que nos levam à
fenotipia.
Em que pese o nosso mais profundo respeito por todas
essas conceituações científicas, grande parte delas irrefutáveis, cumpre-nos
lembrar que não podemos encarar o problema da hereditariedade somente sob o
frio aspecto com que ele nos é mostrado pela Ciência. Há que se perquirir,
perguntar, estudar, levantar hipóteses acerca do fenômeno da hereditariedade,
que está inserido no Plano da Criação Divina.
Exatamente aí, neste campo em que se cruzam os
fatores materiais e espirituais, é que está o cerne da questão.
Ocorre que, ao sermos informados por aqueles que
residem no Além, vemo-nos obrigados por uma questão de consciência, a expender
conceitos que nem sempre se afinizam com outros já conhecidos e consagrados. No
caso em apreço, sem dúvida, é a Ciência Espírita em ação.
Sobre hereditariedade, herança morfológica, etc.,
vale lembrar ensinamentos valiosos de André Luiz, médico que foi na Terra, ora
vivendo no Plano Espiritual, em sua obra “Evolução em dois Mundos”,
psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira editado pela FEB.
À guisa de antelóquio dessa obra, sob o título Anotação, ensina-nos Emmanuel:
"O Apóstolo Paulo, no
versículo 44 do capítulo 15 de sua primeira epístola aos coríntios, asseverou,
convincente:
-Semeia-se corpo animal,
ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual”.
Ao espírita não há como fugir à conceituação da
existência do corpo animal e do corpo espiritual, sendo que aquele é posterior
ao segundo.
A existência do Espírito eterno, imortal, e sua
configuração perispirítica, profundamente estudada nas obras espíritas, faz-nos
atentar para o fato de que a vida, ou seja, o ser configurado sob as vestes
carnais, não é somente reflexo de leis naturais fixadas sob o império da
hereditariedade.
Cada indivíduo, cada ser vivente, deixa os estreitos
limites onde é analisado, para surgir como junção de dois elementos - corpo e
espírito – distintos porém entrelaçados, agindo e reagindo reciprocamente.
Na obra “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne,
encontramos esta jóia de informação científica, que bem explica a junção
espírito-matéria e suas conseqüências, sob o título A utilidade fisiológica do
perispírito:
“Estabelecemos de
princípio, por experimentações espiríticas, que os Espíritos conservavam a
forma humana e isto não só por se apresentarem tipicamente, assim, como porque
o perispírito encerra todo um organismo fluídico-modelo, pelo qual a matéria se
há de organizar, no condicionamento do corpo físico”.
Consultando-se a citada obra “Evolução em dois
Mundos”, cuja leitura recomendamos, nela encontraremos resposta adequada à
extensa linha de quesitos que se possa propor, enfocando corpo e espírito. A
bem da verdade, essa obra é um extraordinário vade-mécum a quem desejar
conhecer a gênese dos Espíritos, e, conseqüentemente, da matéria.
Nela se aprende que o chamado “elo perdido”, que
medeia entre formas rudimentares do ser vivo e outras mais adiantadas foi
resultado da intervenção dos Mentores espirituais na alteração psicossomática
de formas que viveram na Terra, dando prosseguimento ao Plano Criador, sempre
se justapondo o corpo carnal à matriz espiritual.
IV - A QUESTÃO DA HEREDITARIEDADE PSICOLÓGICA
Levantamos aqui uma propositura, que nos parece bem
interessante, sobre a questão da hereditariedade e psicologia humanas.
É exatamente aí, e mais do que nunca nesta questão,
que se sente a presença do Espírito, agindo e reagindo, atestando-se fruto de
si mesmo, segundo a já citada afirmação do Apóstolo Paulo. É a
presença inequívoca do Espírito no Plano da Criação.
Subtraindo-se às injunções de todo o processo
genético, desde a fusão do espermatozóide com o óvulo até às linhas
cromossômicas, que tipificam morfologicamente o ser, permanece imune a presença
do ser espiritual, na sua caminhada evolutiva em busca da Luz e da Perfeição.
Atado mas não escravo, resguardando suas
características próprias, ele (O Espírito) busca sua movimentação própria no
que concerne ao psiquismo, dando margem à formulação de questionamentos a seu
respeito.
A sua presença, que guarda certa independência, há de
espantar aqueles que tudo julgam sob o critério único do imediatismo
fisiológico.
Dentro da literatura espírita são clássicas e
inúmeras as citações a respeito do problema da hereditariedade, principalmente
a de origem psicológica. Vejamos algumas.
Na obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”,
autoria de Léon Denis, no capítulo XV, que trata das vidas sucessivas, das
crianças-prodígio e da hereditariedade, encontramos:
“Podem-se considerar certas
manifestações precoces do gênio como outras tantas provas das preexistências,
no sentido de serem uma revelação dos trabalhos realizados pela alma em outros
ciclos anteriores. (...)
Cada encarnação encontra,
na alma que começa vida nova, uma cultura particular, aptidões e aquisições
mentais que explicam sua facilidade para o trabalho e seu poder de assimilação,
por isso dizia Platão: 'Aprender e recordar-se'."
Seguem-se, na mesma obra, inúmeras citações que
comprovam, à saciedade, que o ser espiritual preexiste à matéria, mantém suas
características de evolução, e foge aos liames da “ditadura escravizante” das
leis genéticas, estereotipadas na hereditariedade. Esta, se é total na
genotipia e quase o é na fenotipia, deixa de sê-lo no campo psicológico.
O Espírito não é fruto da carne.
Após essas oportunas e esclarecedoras afirmações, não
há como contestá-las, mas apenas referendá-las, sob a ótica da Filosofia e
Ciência Espíritas. Vai-se fechando, dessa maneira, o elo necessário à grande
corrente do Saber Espiritual, que nos aponta a existência e preexistência do
Espírito, a manifestar-se no jogo da vida sem clausura total nas leis da
reprodução.
Aproveitando a idéia de tempo que nos veio à mente, é
de se notar que os Espíritos de Luz, fiéis mensageiros do Senhor, continuam
insistindo na tese contrária à legitimidade de uma herança psicológica.
A Federação Espírita Brasileira, através de seu
Departamento Editorial, publicou em 1989 a obra “Temas da Vida e da Morte”,
pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo Pereira
Franco, na qual encontramos matéria alusiva à hereditariedade psicológica,
inserida sob o título Tendência, aptidões e reminiscências:
"É evidente que os
processos da reencarnação se fazem mediante as leis de afinidade espiritual,
por impositivos anteriores, o que resulta em identificações e choques nos clãs,
onde se reencontram seres simpáticos, ou adversários que o berço volta a
reunir. (...)
As aptidões e tendências só
raramente correspondem às leis de hereditariedade, especialmente hoje, quando
as opções para a conduta e a ação se fazem um leque imenso de possibilidades,
ensejando a identificação do homem com suas próprias realidades. (...)
Eis por que as tendências,
as aptidões humanas, sem descartar-se a contribuição dos genes e cromossomas,
procedem das experiências do passado, em que o espírito armazenou valores que
lhe pesam na economia evolutiva como poderosos plasmadores da personalidade, da
inclinação para uma como para outra área de conhecimento, para a vivência da
virtude ou do vício."
Eis considerações exatas, perfeitas e atuais, sobre o
assunto em tela, enumeradas do Plano Espiritual.
Um fato nos preocupou seriamente: o da longevidade das
informações.
Mas como já ficou claro que o tempo não passa em vão,
e é iconoclástico como sempre o foi, ele poderia ter derrubado antigos mitos
e opiniões. Veja-se, por exemplo, essa nota da Editora da FEB (1952), inserida
antes do índice da obra “A Evolução Anímica”, de Gabriel Delanne, onde o Autor
trata da Hereditariedade
Psicológica:
“Devemos lembrar ao leitor
que esta obra foi publicada em 1895. Muitos conhecimentos científicos aqui
expostos sofreram, no correr dos anos, sua natural transformação e progresso, o
que, entretanto, não invalidou o vigor e a firmeza dos conceitos espiritistas
emitidos pelo Autor, mas, antes vieram afirmá-los cada vez mais”.
Compulsando ambas, a nota editorial e a mensagem da
obra “Temas da Vida e da Morte”, deixamos para trás nossas preocupações sobre a
possibilidade de serem longevos ou ultrapassados os estudos espíritas sobre o
assunto Hereditariedade, mais especificamente Hereditariedade Psicológica.
Considerando-se que, há cerca de um século, os
Espíritos iluminados mantêm o mesmo pensamento sobre o assunto, há que
aceitá-lo como certo.
Com Kardec aprendemos que a “universalidade dos
ensinos” dá-nos a certeza da veracidade.
No caso em apreço, verifica-se que Delanne fez
publicar sua obra em 1895, na qual apreciou a hereditariedade psicológica, e hoje, um século após os conceitos espíritas por
ele emitidos, são corroborados na obra “Temas da Vida e da Morte”, do Espírito
Manoel Philomeno de Miranda.
Em face dos nossos limitados conhecimentos, cremos
não haver mais nada a acrescentar ao tema em estudo.
Os Espíritos de Luz, Vanguardeiros da Eterna Verdade,
continuam nos alertando para a necessidade de amarmos e estudarmos.
E certo será que burilando-nos internamente no campo
das Virtudes, e estudando, por certo chegaremos à meta a que nos propusemos.
Referências Bibliográficas:
(Pela ordem de apresentação do
trabalho.)
- KARDEC, Allan. O Livros dos
Espíritos, parte 1ª, Cap. III, Formação dos
Mundos, 79ª ed. Rio de Janeiro; FEB,
1997, 495p., pp. 64-65.
- Ibidem, questão 43.
- Ciência Ilustrada, Editora
Abril Cultural Ltda., 1969, p. 11.
- BEÇAK, Maria Luiza e BEÇAK Willy, Biologia
Moderna, volume 2, Livraria
Nobel
S.A.,
1975.
- XAVIER, Frnacisco C, e VIEIRA,
Waldo. Evolução em dois Mundos, pelo
Espírito André Luiz, 15ª ed. Rio de
Janeiro. FEB, 1997, 224p.
-DELANNI, Gabriel. A Evolução
Anímica, 8ª ed. Rio de Janeiro; FEB,. 1995, 256p.,
p
37, Cap. I.
- DENIS, Léon .O Problema do Ser,
do Destino e da Dor. 19ª ed. Rio de Janeiro
FEB, 1997, 416p., p. 236.
DELANNE, Gabriel. A Evolução
Anímica, 8ª ed. Rio de Janeiro; FEB 1995, 256p.,
pp. 230-231.
FRANCO, Divaldo Pereira. Temas da
Vida e da Morte, pelo Espírito Manoel
Philomeno de Miranda, 4ª ed. Rio de
Janeiro, FEB, 1996, 160p., pp. 42-43.
Fonte: Revista Reformador – julho/1998
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