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José Reis Chaves*
O profeta Elias, o Tesbita, viveu na época
do rei Acabe e Jezebel, cerca de 8 séculos a . C. Desapareceu numa nave de fogo
(disco voador?) subindo para o espaço, segundo seu discípulo e sucessor Eliseu,
pelo que uns acham que Elias não desencarnou. Mas para a Bíblia ninguém escapa
da morte: "Porque tu és pó e ao pó retornarás." (Gênesis 3,19).
Ademais, "Carne e sangue não podem
herdar o reino dos céus" (1 Coríntios 15,50). Veremos, nesta matéria, que
João Batista, o Precursor, é a reencarnação de Elias. E essa palavra só foi
criada por Kardec na segunda metade do século 19. Por isso, jamais poderia
estar na Bíblia, na qual aparece, porém, com o nome de ressurreição
("palingenesia"), ação de ressurgir ou surgir de novo. Na Antigüidade
usava-se também o termo renascimento.
Muitos judeus acreditavam na metempsicose
(ressurreição do espírito em corpos de animais e em plantas). Daí São Paulo ter
dito que as carnes não podem se misturar (1 Coríntios l5,39). O espírito humano
pode vir como animal, isto é, com inteligência de um animal, mas sempre em um
corpo humano, como o ensinam o Espiritismo e uma boa parte do Budismo moderno.
Com essa questão das carnes, Paulo só
poderia estar chamando-nos a atenção para a ressurreição (reencarnação) do
espírito humano na carne humana, pois em outras passagens, ele e outros autores
bíblicos sempre ensinam que a ressurreição é do espírito: "Temos um corpo
da natureza e outro espiritual. Ressuscita o corpo espiritual(1 Coríntios
15,44). A conhecida ressurreição da carne não é da Bíblia, mas do Credo. Há 3
tipos de ressurreições do espírito: no mundo espiritual, após a morte do corpo,
nos corpos humanos que nascem (reencarnação) e aquela no mundo
espiritual, em definitivo, no final dos tempos. Paulo disse que o homem morre
uma vez só (Hebreus 9, 27). Mas ele se referiu ao homem fenomênico (corpo da
natureza), e jamais ao espírito (corpo espiritual) que é imortal.
Para o povo judeu, o Batista era a ressurreição (reencarnação) de um dos profetas:
Elias, Jeremias etc. (Mateus 13, 16 e 14). E João negou que fosse o Elias. Mas
Jesus o contradisse, quando, de certa feita, falando sobre Elias, os discípulos
entenderam que se tratava de João Batista (Mateus 17, 13). E de outra vez,
disse do Precursor: "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias que
estava para vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." (Mateus 11, 14 e 15).
O Papa São Gregório Magno (590 a 604) proclamou também que o Batista foi
reencarnação de Elias (Homilia 7, "In Evangelio",
Patol. Lat., vol.76, Col. 1.100). Malaquias 4,5 cita também Elias como sendo o
Precursor, confirmando o que Jesus disse em Mateus 11,14 e 15.
E eis mais um exemplo de reencarnação, entre
muitos que há na Bíblia : "Somos de ontem, e nada sabemos." (Jó,
8,9)!
*Autor de "A Face
Oculta das Religiões" (adotado para trabalho pela USP), Ed. Martin Claret,
entre outros livros.
Fonte: Site do grupo de Apologética em 25/11/2005 -
http://geocities.yahoo.com.br/apologia_gae/assuntos_biblicos/ elias_e_o_precursor.htm
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