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Adeilson
S. Salles
Em viagem de divulgação doutrinária pelo interior de
São Paulo, conversando fraternalmente com os confrades da cidade de São Manuel,
tomamos conhecimento do trabalho ali realizado. Todos os anos os espíritas da
referida cidade se reúnem para no dia de finados irem até o cemitério da cidade
e distribuir mensagens espíritas. Idéia simples, mas de muito alcance, pois,
para aqueles que acreditam que vão encontrar no cemitério da cidade seus entes
queridos, a mensagem espírita poderá lhes trazer grande consolo e
esclarecimento. Contagiado pela idéia dos seareiros de São Manuel, pensamos em
empreender essa tarefa em nossa cidade. Quantas criaturas transitam no mundo
acreditando que seu ente querido está ali em meio aos mausoléus erguidos pela
parentela. Atentemos para a questão 321 de O Livro dos Espíritos para um
entendimento a luz da razão.
Questão 321 – O dia da comemoração dos mortos é, para
os Espíritos, mais solene que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que
vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?
“Os espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da
Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o fazem noutro dia qualquer.”
– Mas o de finados é, para eles, um dia especial de
reunião junto de suas sepulturas?
“Nesse dia, em maior numero se reúnem nas necrópoles,
porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo
pensamento. Porém, cada Espírito vai lá somente pelos seus amigos e não pela
multidão dos indiferentes”.
Quanta informação nessas questões, quanta luz a
Doutrina Espírita pode levar aos que se encontram no mundo sem fazer a menor
idéia do que é o Espiritismo.
As reflexões convidam os espíritas a que com sorriso
nos lábios e uma mensagem nas mãos oferecer a mensagem de imortalidade segundo
os preceitos espíritas. Imaginemos o que uma idéia como essa, pode levar de
consolo a tantos que choram ao lado de um mausoléu. Se dentre as inúmeras
mensagens distribuídas, duas pessoas despertarem para a luz que nos felicita a
alma. Quanto jubilo? Se esclarecer, que ao invés da vela no cemitério melhor
seria ascender à luz da oração para envolver aqueles que já retornaram a pátria
da verdade. Se orientar, aos que choram ao lado dos despojos carnais, sobre a
continuidade da vida no consolar aos corações em lágrimas na tarefa singela de
espalhar a Doutrina dos Espíritos, na Vida que prossegue...
E caso haja essa compreensão prossigamos com
determinação e humildade a semear as bênçãos da paz à luz da razão.
Sem dúvida nenhuma no dia de finados, os corações
estão suscetíveis a receber a semente do amor, na lembrança que conforta, na
busca de entender a própria morte.
Avante seareiros! A dor ainda habita em meio a nós; e
somente o esclarecimento pode secar as lágrimas dos que acreditam que seus
entes amados estão ali enterrados.
Dia virá, em que muitas mães tomarão conhecimento da
mensagem consoladora, e poderão ouvir no cadinho de seus corações saudosos, os
filhos queridos que já se encontram no mundo espiritual. Dia virá, em que os
homens, através do equilíbrio psíquico experimentarão o contato com os seres do
além, ouvindo-os no recesso de sua alma, sentindo-os vivos dentro de seus
corações. A morte não mata o amor, quando o corpo cair e o espírito despertar
de volta ao lar lograremos percebe-los ao nosso lado dando-lhes o que eles
necessitam de nós, nosso amor, mas principalmente nosso equilíbrio.
O tempo é agora, sigamos o belo exemplo de nossos
confrades que já fazem a hora e não esperam acontecer.
Fonte: site da USESP em 30/10/2005 - www.userp.org.br
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