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Ismael Ramos das Neves
Alguns freqüentadores das sociedades espiritistas
solicitaram-nos escrevêssemos um artigo que abordasse a orientação espírita
acerca da paz de espírito.
O assunto, pela sua transcendência, merece profundas
reflexões.
Ouvindo os mentores espirituais que nos orientam de
mais perto e pesquisando a própria bibliografia espírita, chegamos à conclusão
de que, para termos uma vida espiritual com plenitude de paz e tranqüilidade,
precisamos aprender a ajudar o próximo. O entendimento fraterno é a chave de
nossa felicidade.
Se semearmos flores ao redor dos nossos passos,
teremos sempre um jardim de meigas afeições a preencher de ventura os nossos
corações!
O auxílio ao próximo abrir-nos-á o caminho de nossa
integração com a prática do Evangelho do Senhor Jesus - roteiro de redenção
para nossas almas!
Quando o Divino Mestre nos recomendou amar o próximo
não apenas nos ofereceu uma orientação libertadora, mas, de igual modo, nos
descerrou a fórmula misericordiosa, com a qual nos desembaraçaremos do
labirinto de nossos próprios erros multisseculares.
Assim, se desejamos paz para os nossos corações,
saibamos oferecer o melhor de nós mesmos em favor daqueles irmãos que vão
conosco, na jornada da existência, conduzindo dificuldades maiores do que as
nossas. E ajudando a diminuir a dor do próximo, aliviaremos a nossa própria
dor. Se pudermos, ofereçamos um copo de água a quem tem sede, uma palavra de
esperança a quem estiver triste, um sorriso ao desanimado, um pedaço de pão ao
faminto, um livro nobre ao desorientado, uma prece ao agonizante, um enxoval ao
recém nascido pobre, um prato de sopa àquele que bate à nossa porta estiolado
pela desnutrição.
Muitas vezes, não temos o dinheiro suficiente para
erguer grandes obras assistências nem dispomos dos recursos e da influência
para solucionar os casos mais complexos de miséria e dificuldade. Contudo, se
guardamos no íntimo o desejo de ajudar, podemos mobilizar as condições ao nosso
dispor para atenuar o problema do próximo. Lembremo-nos do óbulo da viúva. Se
fizermos a nossa parte, a Misericórdia do Senhor propiciar-nos-á outras fontes
de felicidade e de socorro, porque Deus, que nos criou e que nos ama, para nos
socorrer, “tem caminhos que nós desconhecemos”.
O Senhor Jesus nos ensejou a bênção da paz, quando
nos disse:
“A Minha paz vos dou”.
Trabalhemos, meus irmãos.
Ajudar o próximo é a recomendação do Excelso
Benfeitor. A Parábola do Bom Samaritano encontra-se referenciada no Evangelho
de Nosso Senhor Jesus não apenas como a descrição de um ensinamento isolado
para as nossas vidas, mas, sim, como um programa básico de redenção do homem,
porque é da lei que nos amemos uns aos outros, para sermos realmente felizes.
Relembremos o mandamento maior: “Amar a Deus sobre
todas as coisas, e o próximo, como a si mesmo”.
A nossa paz individual seria inócua e vazia se
realmente não estivesse alicerçada na felicidade de nosso vizinho!
Ajudemos sempre, e a vida sorrirá para nós, em
cânticos de felicidade e beleza!
Trazendo Jesus em nossos corações, trabalhemos,
juntos, pela tranqüilidade do Mundo, e a paz será uma constante em nossas
vidas!
Fonte: Revista Reformador – maio/2005
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