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Caminhos para a Libertação de Clara Esperança
Ainda orientações sobre o TOC

 

Dr. Iso Jorge Teixiera

isojorge@globo.com

  

Pecado ou Imperfeição
Disse JESUS: Quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra, e os hipócritas calaram-se...
                                               
(Iso Jorge Teixeira)
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Em mail de 25 de setembro/2005 escreveu-nos uma leitora e, em 02 de outubro/2005 ela voltou a nos escrever informando um pseudônimo por nós solicitado para preservar a sua privacidade, disse ela:

“Caro Doutor,

Tenho 40 anos, sou casada e mãe de três filhos. Leciono inglês em quatro escolas diferentes, acumulando 3 empregos, o que embora sendo muito, no momento me é necessário. Sou espírita há 13 anos e freqüento um Centro aqui em ..........., São Paulo. Sou médium de psicografia e recebo mensagens semanalmente. Nosso grupo é de prática mediúnica e também de estudo, visto que temos ainda muito a aprender.

Porém o que me motivou a lhe escrever esta mensagem, foram alguns artigos seus que li na internet, sobretudo o que se refere ao TOC. Tenho pensamentos invasivos, negativos, constantes, que me convencem de que as coisas não estão bem. Sinto-me então insegura com relação ao meu trabalho, e convenço-me de que vou perder o emprego. Por mais que as evidências digam o contrário, que está tudo bem, que eu estou fazendo tudo de forma correta, me sinto muito mal, com se fosse a pior das criaturas, e estes pensamentos parecem me paralisar, e então creio que tudo começa a realmente sofrer esta influência.

Há dois anos, no auge de uma crise, procurei um psiquiatra que diagnosticou o TOC. A evidência maior eram os pensamentos ruminantes, repetitivos, que se apossavam de meu pensamento. Ele me receitou sulpirida [a Sra. leitora citou o nome comercial] e fluoxetina (para diminuir a ansiedade e melhorar o humor) e indicou-me a terapia de grupo. Freqüentei este grupo por alguns meses mas nunca fui capaz de falar sobre meus problemas com ninguém. Creio que pessoas que não compartilham de minhas crenças não podem compreender minhas aflições. Não sentia a terapia como algo que me fizesse sentido. Os medicamentos eu tomei por quase 1 ano e me fizeram bem. Parei por conta, e acreditei que poderia dominar bem a situação então, já que pelo menos eu já tinha ciência do problema. Achei que o tinha superado. Cheguei até a freqüentar um psicólogo que me disse que eu realmente não precisava tomar medicamentos, e que este comportamento era uma conseqüência de sentimentos reprimidos.

Porém, há cerca de 2 meses eu comecei a me sentir muito triste, desanimada, e os pensamentos ruins voltaram a me dominar, sem que eu tivesse o menor domínio sobre eles. Foi minha pior crise, já que houve a depressão como complicação. Precisei da ajuda de meu marido, meu grupo de orações e também de meu ginecologista que me receitou fluoxetina e me orientou a procurar um psicoterapeuta. Segui sua orientação, e este profissional então aumentou a dose da fluoxetina para 40mg/dia, pois após um mês eu ainda não tinha melhorado. Indicou-me também a terapia de grupo, mas não me adaptei novamente.

Hoje estou melhor, e acredito que vou melhorar ainda mais, mas sinto que preciso da orientação de alguém que me considere em todas as dimensões. Tenho consciência do problema em  meu órgão físico,  mas sinto que há outras ligações além. Tomo a liberdade então de pedir uma orientação para minhas dúvidas:

- O TOC tem causas puramente físicas, ou há outros fatores que podem desencadeá-lo?

- Minhas imperfeições morais têm relação com este distúrbio?

- Os espíritos obsessores é que sugerem os pensamentos invasivos, ou pegam carona nestes?

- Qual é o melhor tratamento?

- Sendo o pensamento nosso principal veículo na prática mediúnica, como preservá-lo destas contaminações?

- Até que ponto sou responsável pelo desencadear da crise e pela manutenção desta? (Sinto-me muito mal por não conseguir evitar estes pensamentos).

- Estes pensamentos demonstram falta de fé? Serei eu uma pessoa orgulhosa demais, cujo medo de errar, de falhar, levam a esta obsessão?

Doutor, gosto muito de praticar a mediunidade e sinto que ainda tenho muito a desenvolver e não gostaria de ser impedida por este problema. Quero ajudar as pessoas, mas para isso é necessário que eu saiba me ajudar primeiro. Também minha atuação como esposa, mãe e profissional ficam muito prejudicados.

Aguardo suas orientações quanto ao tratamento. Que atitudes devo tomar, que livros ou artigos preciso ler,  enfim qual é o caminho para a minha libertação?

Agradeço muito sua atenção,”

CLARA ESPERANÇA – Prof.ª de SP.

            Antes de respondermos as indagações, específicas, da Sra. Prof.ª  CLARA ESPERANÇA, gostaríamos de tecer alguns comentários sobre um fato, grave, que parece estar acontecendo freqüentemente no tratamento dos transtornos psiquiátricos... Referimo-nos à atuação desastrosa de alguns psicólogos, a quem jocosamente denominamos “pepsicólogos”...

Ação deletéria de um “pepsicólogo”

            Observem, Srs. leitores: a Sra. CLARA ESPERANÇA  estava bem melhor da sua sintomatologia do Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), não obstante, o psicólogo que ela começou a freqüentar teria dito que ela “não precisava tomar medicamentos”!!...

            Agora, perguntamos: qual a autoridade de um pepsicólogo para determinar que uma pessoa com uma doença, e séria doença, suspenda a medicação? Nenhuma! E se a paciente apresentasse o chamado fenômeno “rebote”, pela falta da medicação e fosse levada à morte?... O tal psicólogo não seria o (ir) responsável?... Os psicólogos, por lei, não podem prescrever medicamentos, logo, estão desobrigados do conhecimento da Fisiologia humana e da Fisiopatologia; assim, a fortiori,  também não devem suspender os medicamentos em uso por um paciente, como teria feito o “pepsicólogo” que tratou a Sra. CLARA...

            A conseqüência imediata da suspensão dos medicamentos que a Sra. CLARA estava usando foi a reinstalação dos sintomas do TOC, complicado por uma co-morbidade – a depressão. E agora?: Como ficamos? Ou não ficamos?... Se eu fosse a Sra. CLARA, ou seu familiar, e tivesse prova da ação estapafúrdia desse psicólogo, procuraria um advogado para, eventualmente, processá-lo criminalmente.

            Estamos destacando este episódio, aqui, porque parece que ele vem se repetindo em todo o nosso País, não é um fato isolado...

Orientações sobre o TOC

            Obviamente, não examinamos a Sra. CLARA ESPERANÇA, por isso, a nossa orientação será em tese, para que possamos esclarecer outros leitores com problemas semelhantes...

            Em primeiro lugar, ressaltamos que o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma das mais graves neuroses, não só por seus sintomas psíquicos incapacitantes, como pela dificuldade de tratamento medicamentoso imposta pela doença em si. Felizmente, a melhora da paciente tem sido evidente, através do uso da medicação apropriada. Por que, então suspendê-la? Devido à incompetência do “pepsicólogo”?... Só para se ter idéia da gravidade da doença: há casos de TOC em que se recomenda a chamada “psicocirurgia”, para aqueles casos refratários ao tratamento psicoterápico e medicamentoso. A seleção para este tipo de tratamento obedece a critérios muito bem especificados pela Organização Mundial da Saúde (cf. artigo “Neurocirurgia psiquiátrica” , Seção ATUALIZAÇÃO, escrito pelo psiquiatra SALOMÃO RODRIGUES FILHO –  revista do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, Ano XX, N.º 155, maio/junho/julho/2005, pág. 8-9).

            Não conhecemos trabalho realmente científico em que se preconize a “terapia de grupo” para o paciente com TOC.

Bem, a Sra. CLARA disse ter lido alguns artigos nosso na Internet, no entanto, não o sabemos se leu todos os que escrevi sobre TOC, por isto remeto-a e os Srs. leitores, que não o leram ao artigo intitulado “Noções Gerais de Tratamento do TOC - Transtorno Obsessivo-compulsivo: Componentes físicos, psíquicos e espirituais”. Publicado no Portal TERRA ESPIRITUAL, que pode ser acessado no link : http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo1308.html ; neste artigo há desenvolvimento de respostas a algumas perguntas semelhantes formuladas pela Sra. leitora... Não obstante, vamos transcrever o que julgamos útil, do ponto de vista espírita, em relação à nossa opinião pessoal sobre o TOC. Dissemos ali:

            TOC e Auto – Obsessão

“Do ponto de vista espírita, a obsessão é vista, doutrinariamente, como a ação persistente, maléfica, de um Espírito sobre o de certas pessoas (cf. §7 º.- Da Obsessão e da possessão – OBRAS PÓSTUMAS de ALLAN KARDEC. FEB, Rio de Janeiro, 13 ed., 1973, p. 67 –68).  No entanto, KARDEC admite a possibilidade de auto–obsessão, quando esclarece:

"Cumpre dizer que amiúde se atribui aos Espíritos, maldades de que eles são inocentes. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio indivíduo (os grifos são nossos). As contrariedades que, de ordinário, cada um concentra em si mesmo, principalmente os desgostos amorosos, dão lugar com freqüência, a atos excêntricos, que fora errôneo considerar-se fruto da obsessão. O homem não raramente é o obsessor de si mesmo."(os grifos são nossos)- (op. cit. p. 72).

AUTO-OBSESSÃO
Auto – obsessão não é uma obsessão propriamente dita, pois não há dois Espíritos em sintonia
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Ou seja, a auto – obsessão não é uma obsessão propriamente dita, pois não há dois Espíritos em sintonia, o "obsessor de si mesmo" é aquele cujos atos absurdos derivam do Espírito do próprio indivíduo. Cremos que as pessoas com TOC poderiam ser enquadradas como auto – obsidiadas.

Inconvenientes quanto à participação de doentes em reuniões mediúnicas

            Agora bem, admitindo-se ser a pessoa com TOC uma “auto-obsidiada” seria aconselhável ela participar de reuniões mediúnicas? A nosso ver a resposta é NÃO!... Quando a pessoa está com sintomas obsessivo-compulsivos, ela precisa de ajuda. Se ela não consegue ajudar a si própria, como conseguiria ajudar os outros (encarnados e desencarnados)?!...

            Diz a Sra. CLARA que não consegue “falar sobre seus problemas com ninguém”... Seus eventuais desafetos desencarnados não teriam conhecimento desses seus “problemas”? Provavelmente, sim! Eles, então, não manipulariam nas sombras esses seus segredos? Possivelmente, sim! Enfim, estamos tentando demonstrar a inutilidade da participação de uma pessoa doente em uma reunião mediúnica e até o perigo nesta participação...

            Em “O Livro dos Médiuns”, tratando dos “inconvenientes e perigos da mediunidade” (Cap. XVIII, item 221), leiamos a 4.ª pergunta e resposta:

            Haverá pessoas para quem esse exercício [da mediunidade] seja mais inconveniente do que para outras?

            R- Já eu disse que isso depende do estado físico e moral do médium. Há pessoas relativamente às quais se deve, evitar todos as causas de sobre-excitação e o exercício da mediunidade é uma delas. (Ns 188 e 194)”. – grifos nossos.

            Parece-nos que a Espiritualidade foi bem clara na resposta acima, mas isto não vem sendo observado na maioria de nossos Centros Espíritas.

Sentimentos de insuficiência e insegurança – A imprecação de JESUS

Os sentimentos constantes de insuficiência e insegurança vividos pela Sra. CLARA são característicos das pessoas com personalidade obsessivo-compulsiva, ou melhor, personalidade anancástica; e a Sra. CLARA demonstra estes aspectos quando diz em relação ao seu temor de perder o(s) emprego(s):

            “(...) Por mais que as evidências digam ao contrário, que está tudo bem, que estou fazendo tudo de forma correta, me sinto muito mal, como se fosse a pior das criaturas. (...)”.

            Bem, mesmo que isto não sirva de consolo à Sra. CLARA, gostaríamos de dizer a ela que todos nós, TODOS, eventualmente temos maus, péssimos pensamentos... E lhe digo mais: não se envergonhe de trocar idéias com pessoas que confie muito, pois elas provavelmente já abrigaram muitos  pensamentos semelhantes ao da Sra. leitora, em algum momento de suas vidas. A diferença é que elas não se sentem “a pior das criaturas”, eis a diferença... Procure confiar mais em si mesma e deixe o perfeccionismo de lado, porque não existe ninguém perfeito, exceto DEUS e mesmo Ele não é uma criatura, e sim o Criador.

            Só conseguimos extirpar as nossas imperfeições VIVENDO a vida, isto é, vivenciando tudo o que ela possui de bom  e de mau, sem maniqueísmo, é claro. Não se iluda, Sra. leitora, não há um só ser encarnado isento de imperfeições e foi por isso, a nosso ver, que os fariseus, hipócritas, calaram-se e não apedrejaram a mulher pecadora ante a imprecação de JESUS: ¾  Quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra!...

Respondendo à leitora

            Bem, agora vamos responder as perguntas especificadas da Sra. CLARA ESPERANÇA:

            1- O TOC é uma doença que apresenta componentes causais físicos, psíquicos e espirituais (ver nosso artigo referido mais acima);

            2- Certamente, Sra. CLARA, suas imperfeições morais têm relação com o seu distúrbio, mas as imperfeições morais não se aniquilam com um abrir e fechar de olhos... Na maioria das vezes elas existem desde outras encarnações e exigem tempo para serem modificadas, às vezes, até em outras encarnações;

            3- A nosso ver, não são os espíritos obsessores os que sugerem os “pensamentos invasivos” no TOC, eles “pegam carona”, como disse a confreira; daí a importância da pessoa não se preocupar excessivamente com os maus pensamentos, porque os obsessores só “pegam carona” quando há sintonia perfeita entre ele e o obsidiado e não será um mau pensamento, pura e simplesmente, que irá determinar tal sintonia, pois se assim fosse TODOS nós seríamos obsidiados.

Nunca devemos nos esquecer de que TODOS possuímos um Espírito-Guia. Não estamos sós, à mercê de nossos desafetos desencarnados, embora a responsabilidade pelos nossos pensamentos e atos seja toda nossa;

            4- O melhor tratamento do TOC é aquele que leva em consideração os aspectos físicos, psíquicos e espirituais. No seu caso, Sra. CLARA, parece que a situação não está tão séria assim, pois o tratamento medicamentoso está sendo bem eficaz;

            5- A melhor forma de preservar o nosso pensamento das contaminações nas manifestações mediúnicas é continuar a viver quotidianamente praticando o Bem, SEGURAMENTE. Procure dar boas aulas, Sra. CLARA, não são necessárias ótimas aulas, e não se amofine quando não conseguir ministrar boas aulas, o que não se consegue hoje, certamente, será conseguido mais adiante. Não deixe o seu tempo estagnar, deixe-o transcorrer livremente, com as coisas boas e más que sempre existirão e regozije-se do Bem que a Sra. conseguir praticar e não enfatize o que possui de maus pendores, todos os possuímos e a Sra. não é melhor nem pior do que ninguém neste aspecto;

            6- Por si só, a Sra. CLARA não conseguirá evitar seus maus pensamentos. Como eles são doentios, a Sra. precisa de tratamento médico, psiquiátrico. Não obstante, poderá adotar a seguinte conduta quando tais pensamentos “invasivos” sobrevierem, dizendo para si mesma: ¾  Eu não sou a pior das pessoas por ter este pensamento. A Sra. CLARA estará sendo verdadeira, pode estar certa disso;

            7- Não, Sra. CLARA, seus “pensamentos invasivos” não demonstram falta de fé, demonstram que há uma doença a ser tratada. Não sabemos se a Sra. é “orgulhosa”, pois não a conhecemos. Não obstante, a nossa opinião como psiquiatra é a de que não há orgulho na pessoa com TOC, há sim uma alteração na vivência do tempo, isto é, o tempo na pessoa com TOC está estagnado e, por isso mesmo o “mundo do obsessivo” é povoado de “fantasmas” de coisas sujas, ruins, imperfeitas, daí a idéia de perfeccionismo encontrada não só na Sra. CLARA, como em quase TODOS os obsessivos.

Epílogo

            Finalmente, Sra. CLARA, apesar de “gostar muito de praticar a mediunidade”, sugiro-lhe que só o faça, quando não estiver assediada pelos tais “pensamentos invasivos”, pois, com eles, sua prática mediúnica não conduzirá a nenhum benefício, nem para os desencarnados nem para os encarnados e, pior do que isto, será causa de “sobre-excitação” cerebral e, portanto, será prejudicial para a Sra. mesma.            E isso pode ser parcialmente demonstrado quando a Sra. afirma que seu papel de esposa, mãe e profissional ficam prejudicados devido aos sintomas do TOC. Seu papel como médium não ficaria, também, prejudicado?...

            Cremos que o seu caminho para libertação, Sra. CLARA, deve ser traçado pela Sra. mesma e, é claro, com a ajuda de um psiquiatra, que faça também psicoterapia, além do tratamento medicamentoso. Ingira seus medicamentos, mesmo que tenha de ser por toda a sua vida terrena (acredito que não será necessário chegar-se a este ponto) e só suspenda a medicação com autorização médica. Sabemos não ser fácil manter-se por longos anos em tratamento medicamentoso, mas, se for necessário e para uma boa qualidade de vida, por que não?

            Seria também útil que a Sra. leitora recebesse passes em um Centro Espírita sério. O seu organismo deve estar necessitando de energias “revigorantes”.

            Finalmente, VIVA  sua vida, com projetos-futuros e enfrente as adversidades de cabeça erguida, orgulhosamente, e não se autodeprecie por suas eventuais falhas. Como diz o pensamento atribuído a ROOSEVELT: “O único homem que não erra é aquele que nunca faz nada”.

Aprenda a valorizar as suas virtudes, isto é muito importante, não é egoísmo nem orgulho como muitos espiritólicos costumam divulgar. Sobre isto há um pensamento, infelizmente muito verdadeiro, atribuído a BEETHOVEN: "O Homem aprendeu a escrever os defeitos no bronze e as virtudes na água".

Faça alguma coisa por si mesma e, sinceramente, vejo no seu caso sinais de uma CLARA ESPERANÇA de uma vida melhor para a Sra. e toda a sua família.

            Esperamos que o conteúdo deste nosso artigo sirva de consolação e contribua com uma Clara Esperança para todos os nossos eventuais leitores que sofram de problema semelhante ao da nossa leitora.

            Amém!...

 

* Médico. Psiquiatra. Prof. Livre - Docente de Psicopatologia e Psiquiatria da  Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Coordenador do Curso de Especialização em Psiquiatria (FCM - UERJ).

 

 

 

 

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