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Educação: Ciência ou Arte?

 

Jornal Universo Espírita

  

"A educação da alma é a alma da educação."
Espírito André Luiz

 

Ao final da Idade Média, período de obscurantismo em que o pensamento humano foi refreado, a Humanidade entrou na Renascença, na qual as artes e a ciência tomaram grande impulso, levando o homem a vislumbrar horizontes novos. Para acompanhar essa eclosão do intelectualismo, surgiu a necessidade de novas escolas e universidades. A partir de então, surgiram as primeiras escolas pedagógicas, tendo como precursores Jean Jacques Rousseau, Pestalozzi e outros. A educação tornou-se uma ciência cada vez mais progressista, surgindo novos métodos e novas escolas pedagógicas; contando com a contribuição de eminentes, pedagogos, entre outros Piaget e Maria Montessori.

Se por um, lado esses trabalhos e a Introdução de novas técnicas as didático-pedagógicas auxiliaram o desenvolvimento intelectual do homem, principalmente nas áreas da ciência a da tecnologia, não conseguiram resolver os problemas sociais, ocasionando um sério desnível entre o Intelectual e o moral. (1)

A cultura grega, sem nunca ter sido uma atitude arbitrária, mas uma idéia amadurecida após uma longa consulta a diversas culturas, costumes e tradições, constituiu-se, através dos tempos, em um elemento importante para a renovação do pensamento humano. É desta fonte que extraímos a seguinte lição, Licurgo, célebre orador ateniense, fora certa vez convidado para falar sobre a Educação. Aceitou o convite, sob a condição de lhe concederem 'três meses de prazo. Tempo esgotado, apresentou-se perante seleta assembléia trazendo consigo dois cães e duas lebres. Soltou o primeiro mastim e uma das lebres. A cena foi chocante e bárbara; o cão avança furioso e a despedaça. Soltou, em seguida, o segundo cachorro e a outra lebre. Aquele pôs-se a brincar com esta amistosamente. Ambos corriam de um lado para o outro, encontrando-se aqui e acolá para -se afagarem mutuamente.

Ergue-se então Licurgo e conclui, dirigindo-se ao seleto auditório: "Eis o que é a educação. O primeiro cão é da mesma raça e idade que o segundo. Foi tratado e alimentado em idênticas condições. A diferença entre eles é que um foi educado e outro não."

Allan Kardec, pseudônimo do professor e pedagogo francês Hipollyte Léon Denizard Rivail, conceitua a educação não como uma ciência e sim como sendo uma arte, único elemento capaz de inverter o desequilíbrio entre o intelectualismo e a moral. "Não a educação intelectual, mas a educação moral", diz ele, complementando: "não a educação moral pelos livros e sim aquela capaz de formar os caracteres", ou seja, os hábitos de ordem e de previdência. (2)

Neste sentido, assim se manifesta o Espírito Benedita Fernandes: "Desejando homens nobres, no futuro, deve-se educar a criança desde hoje. Educar é fomentar a vida sob qualquer aspecto em que se apresente. A abrangência do verbo educar envolve o compromisso espiritual de criar, desenvolver e estimular os valores transcendentes do ser, não se atendendo, apenas, a qualquer programática exclusivista, cuja ótica distorcida limita o vasto campo das realizações", (3) Isto equivale a dizer que "a desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem estar, o penhor da segurança de todos".(2)


Fonte de Pesquisa:

(1) livro: A Educação à luz do Espiritismo. Autor. Lydienio Barreto de Menezes; Edições Celd;

(2) O Livro dos Espíritos - questão 685 - nota de Kardec, Editora FEB;

(3) Livro: Antologia Espiritual, por diversos Espíritos Divaldo Pereira Franco; mensagem no. 8; Editora Leal.

 

Fonte: Jornal Universo Espírita – Agosto/1999

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

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Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

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