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Marcelo Henrique
No
meio especializado espírita de nossa atualidade, qual seja o fórum de debates
entre os dirigentes da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo
(ABRADE) e suas filiadas estaduais (ADEs), principalmente através de uma lista
via internet (abrade@grupos.com.br), surgiu a
polêmica: fazemos divulgação ou comunicação (social) espírita? Qual conceito é
o mais abrangente?
Independentemente
dos resultados que advirão do Fórum Paulista de Comunicação Social Espírita
(cuja ampla cobertura estará nas páginas de nossa próxima edição), resolvemos
antecipar algumas idéias para contribuir com o debate.
Inicialmente,
poder-se-ia conceber como gênero a Comunicação lato sensu, isto é, o
processo pelo qual as idéias (ou sentimentos) são transmitidos para outros
indivíduos, possibilitando a interação social. Duas espécies, ou vertentes, podem
daí derivar: a Comunicação Social (Jornalismo) e a Divulgação. A Comunicação
Social, assim, é técnica de divulgação, calcada na utilização de diversos instrumentos
(meios), como o livro, o jornal, a revista, o rádio, a internet, entre outros.
Divulgação, por sua
vez, compreende toda e qualquer iniciativa tendente a fazer o indivíduo ter
contato com idéias (ou sentimentos), comportando desde a relação inter-pessoal,
próxima, com o uso do diálogo (verbal e não-verbal), passando pelos diversos
mecanismos de transmissão de informações, jornalísticos ou não, até chegar aos
meios como um comício, uma passeata, uma mega-conferência, e, é claro, a
transmissão de dados via internet.
Traçado tal
paralelo, observa-se que a primeira, evidentemente, consiste na atividade
profissional daqueles que exercem o jornalismo, preferencialmente os que
cursaram o ensino superior, tendo se graduado na área. A segunda, muito mais
ampla e abrangente, inclui todo e qualquer indivíduo que trabalhe em prol da
disseminação do conhecimento espírita.
Divulgar, contudo,
ao contrário do que possa parecer, não significa fazer adeptos ou tornar os
seres espíritas, mas disponibilizar o conteúdo da teoria espírita, fazendo
conhecer os princípios básicos de sua filosofia, influenciando os homens a
repensarem seus conceitos, sua vida, seus ideais. Mostrar ao povo que o
Espiritismo existe, para que ele serve e porque se pensa desta ou daquela maneira.
Deste modo, os
recursos necessários para a (boa) divulgação são: preparo teórico, bom-senso,
ética e raciocínio lógico. Assim, qualquer pessoa pode habilitar-se a ser um
divulgador da doutrina, sem ser necessariamente um especialista na área da
comunicação.
Em termos de ABRADE
há algumas áreas, setores ou funções nitidamente privativas de comunica-dores -
profissionais do ramo jornalístico. Mas, há outras que podem (e devem) ser
preenchidas por outros profissionais, o que dá um amplo espectro para a
participação de variadas áreas do conhecimento humano, a chamada
multidisciplinaridade.
Deste modo,
aproveitando os potenciais de cada um, enriquece-se sobremaneira o conjunto,
advogando a tese de que, em termos de divulgação da mensagem consoladora do
espiritismo, todos os companheiros - com suas variadas vertentes de formação
profissional - são bem-vindos.
Esperamos,
então, por você, também!
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