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Ciência e Paz

 

 

Jornal Universo Espírita

  

"Pace" - paz; "scientia" - ciência; "patientia" - paciência.

Paz, diz o dicionário, "é a cessação da hostilidade. É a tranqüilidade pública, a concórdia". Diz mais, "é a ausência de conflitos íntimos, sossego, descanso".

Ciência, explica a professora Ruth Rocha, "é o conhecimento exato e experimental de certas coisas. É o conjunto de conhecimentos baseados nos estudos". E finaliza: "é ainda o conjunto de conhecimentos coordenados relativos a um dado setor".

E paciência? Esclarece Ruth: "é a qualidade de paciente; resignação. Perseverança tranqüila".

Examinemos com atenção essa definição. Quantas vezes a covardia, o medo e a acomodação são confundidos com a qualidade de ser paciente? A paciência não é a inatividade, trata-se de uma luta constante, mas com a serenidade de quem já compreende que Deus é o regulador de todos os acontecimentos.

Etimologicamente, é quase certo que "pace" e "scientia" não guardam relação com "patientia". Entretanto, mesmo que essa última não seja resultado da conjunção das duas primeiras, até que poderia. Paciência, sem nenhuma dúvida, é a ciência de sentir paz. Trata-se da mais desconhecida da atualidade e, no entanto, necessitamos mais dela do que da astronomia, da política, da economia ou da ciência bélica, de tão alta tecnologia. Ser paciente é manter a paz interior, independentemente das convulsões que nos rodeiam.

Chega-se à conclusão de que a paz almejada não nascerá dos decretos ou acordos entre nações. Ela terá de nascer no coração de cada um. Asserenados os ânimos individualmente, haverá paz nas coletividades.

A dificuldade maior é que essa tarefa é de competência particular. Conseqüentemente, não há como dar procuração e transferir a responsabilidade para os de melhor boa-vontade ou, conforme alguns conceitos, de melhor competência.

Para o aprendizado da ciência de sentir paz, não dependemos de situações especiais. Não são necessárias universidades, nem teremos de estagiar em lugares exclusivos. O lar, o trabalho, a rua, são excelentes campos de experimentação.

Para verificar nosso aproveitamento, comparemo-nos ao verdadeiro cristão. Este é reconhecido porque ensina, sem humilhar; aconselha sem pretender resolver; preocupa-se sem desesperar-se; suporta a dor sem reclamar; é otimista, mas não sonhador; é econômico mas não avarento; ajuda sem esperar retribuição e não exige privilégios.

Tais atitudes só podem ser vivenciadas por alguém que tenha paciência, porque ela significa fé.

Para finalizar: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize". (1)

(1) Jesus. João, 14:27.

 

Fonte: Site do Jornal Universo Espírita em 03/09/205 - www.universoespirita.net

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

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Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

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