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Elaine Curti Ramazzini
O jornal americano USA Today
publicou, em 21 de dezembro, matéria que aponta que as crianças até 7 anos de
idade evoluem com ajuda de seus amigos e que alguns dos companheiros mais úteis
podem ser os imaginários, segundo sugere um novo estudo divulgado pela
psicóloga da universidade de Oregon, Marjorie Taylor, e a co-autora Stephanie
Carlson, na última edição da revista Developmental Psychology (Psicologia em
Desenvolvimento).
A psicologia do desenvolvimento explica que até essa faixa etária as crianças
se encontram na fase mágica, da fantasia, é há procedimentos terapêuticos de
algumas linhas psicológicas que se utilizam dessa fase para auxiliar a criança
a controlar os esfíncteres, a vencer medos, a ganhar outo-estima e a sentir-se
cada vez mais segura e confiante.
Tais procedimentos têm ajudado sobremaneira pequenos a enfrentar as
dificuldades do crescimento e a resolver conflitos emocionais.
Marjorie Taylor chega a comentar, no artigo, que as reações quanto à existência
dos amigos imaginários variam de pais para pais. Há aqueles que ficam
entusiasmados, pois acreditam que “o filho tem um amigo melhor que o seu filho”
(sic). E há outros, como é o caso de uma de uma mãe cristã fundamentalista, que
levou uma bíblia à profissional, dizendo que estava sempre rezando para que o
demônio saísse de seu filho.
O que pode ocorrer nos meios espíritas é tomar –se à fase mágica por
mediunidade ou entender que, sendo a mediunidade inerente ao ser humano e que
tem surgido em todos os tempos, tudo deve ser tratado como obsessão (examine
–se Mateus 17:14 a 18, o caso do menino lunático, e o No Mundo Maior, de André
Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o caso do menino paralítico de
nascença, vítima de perseguições espirituais de duas entidades perversas que o
martirizam).
À luz do Espiritismo, entendemos melhor o mecanismo da mediunidade e os
processos obsessivos em criança têm conotações obsessivas ou de doenças
físicas. Analisemos os primeiros trabalhos desenvolvidos por Allan Kardec na
comunicação com o mundo espiritual. O codificador utilizou médiuns, ainda
meninas, para levar a efeito a sua tarefa. Nos Estados Unidos, em 1848, as
irmãs Fox eram meninas quando receberam a primeira mensagem espírita através da
tiptologia.
Diante de situações em que não saibamos distinguir o que é fase mágica do que é
mediunidade, o melhor a fazer é agir “com naturalidade, sem levar a criança a
um desenvolvimento precoce e nem supor que pelo fato de serem médiuns naturais,
terão no futuro missões grandiosas, mas tão-somente tarefas abençoadas no campo
da mediunidade com Jesus...”
Em O Livro dos Médiuns, cap. XVIII, em resposta à questão 221, item 6, lemos
ser perigoso desenvolver a mediunidade nas crianças, pois seus organismos são
fracos e delicados e sua imaginação ficaria “sobreexcitada”.
Num mundo com alta tecnologia (computador, viagens espaciais, robôs, filmes de
ficção cientifica), as crianças se deliciam com o Shrek, com os Pokémons, e com
os super-heróis que são capazes das mais incríveis maravilhas. O que não dizer
também dos poderes dos amigos imaginários surgem e depois desaparecem.
Artigo Mediunidade em
Crianças, de Lucy Dias Ramos, publicado na revista O Médium, da AME – Juiz de
Fora, ano 73, nº 640. Nov. /Dez. de 2004.
Fonte: Site Feal em 31/08/2005 – www.feal.com.br
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