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Vitor R. Costa
vitorrc@brturbo.com
A Medicina cataloga, em seus compêndios
de patologia, uma série de enfermidades perfeitamente diagnosticadas e tratadas
mediante sofisticados recursos científicos. As diversas especialidades
permitem a identificação das patologias clínicas e cirúrgicas, passíveis de
serem corrigidas através dos procedimentos clássicos colocados ao alcance da
prática médica.
A maioria dos problemas de
saúde, cuja etiologia dependa de agentes infecciosos do tipo vírus ou
bactérias, aos poucos vai sendo dominada, graças ao surgimento de novos
medicamentos e recursos capazes de restaurar a saúde.
Portanto, é inegável a valiosa
contribuição da Medicina
clássica na profilaxia e controle de um vasto número de enfermidades
orgânicas.
Um detalhe,
entretanto, é preciso ressaltar. A ciência lida com fatos palpáveis, passíveis
de serem aferidos em laboratório. Aquilo que foge aos parâmetros impostos pela concepção
cartesiana, torna-se difícil de ser ajuizado em campo experimental, por
insuficiência da metodologia de pesquisa, e finda relegado a um segundo plano,
como acontece com as patologias de ordem espiritual.
Tal raciocínio é necessário,
quando se trata de examinar um paciente suspeito de um distúrbio espiritual. O
fato de a ciência estruturar-se em bases materialistas
e, não levar em consideração a existência da alma, dificulta qualquer
iniciativa que vise o confronto com a outra realidade.
Mesmo diante das patologias
mentais, o critério científico é puramente organicista, pois se fundamenta na análise das
substâncias químicas, a exemplo da serotonina, dopamina, acetil-colina e
outras, cujas alterações são responsabilizadas pelo desencadeamento de certas
psicoses encontradas em considerável contingente populacional.
Diante de tal postura
acrescentaríamos o seguinte comentário: as alterações metabólicas dos
neuropeptídeos que circulam no sistema nervoso, equivalem ao “como” o processo psico-patológico se
instala no campo consciencial, porém não corresponde à “causa” real da enfermidade, cuja
origem se encontra na dimensão extra-física, precisamente, no perispírito, - eis a chave da
questão!
A visão mecanicista do
ser impede qualquer tentativa de incursão no psiquismo de profundidade,
dimensão imaterial responsável pela verdadeira origem da maioria das
enfermidades conhecidas, especialmente, as de natureza psiquiátrica
*LIVRO: ENFERMIDADES DA ALMA
EDITORA DPL
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