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Jornal Universo Espírita
Neste momento em que todos os setores da
sociedade voltam sua atenção para as questões que culminam por abalar as
estruturas sociais, econômicas, culturais e morais, é notória a revolta da
população em geral.
Buscando a realidade dos fatos, a visão
sociológica tem-nos mostrado que os crescentes desajustes sociais e até mesmo
da criminalidade, estão associados ao enfraquecimento das Instituições,
especialmente a da Família e a da Religião. Quando os valores ético-morais
encontram-se em decadência, a sociedade conseqüentemente desestabiliza-se. A
frágil respeitabilidade pelo homem, pela sua dignidade, pela vida, em face ao
desequilíbrio das Instituições, cria condições favoráveis para que vicejem as
agressões, os desajustes, os crimes, a desonra.
Assim, a sedimentação da Família nos
elementos da honradez e do equilíbrio, sem os quais perder-se-ão os preceitos
do amor e do dever para a promoção da mais ampla integração, torna-se
primordial para a preservação da Sociedade.
Quanto à Religião, é inegável que sempre
exerceu papel preponderante, basicamente por ter em seus princípios a crença em
Deus, na imortalidade da alma e na justiça divina. Entretanto, "a fé cega
não é mais deste século"(1) , portanto, a formação religiosa deve estar
fundamentada no Amor, ensejando, desta forma, a visão otimista da realidade, da
imortalidade em sua real dimensão e, sobretudo, da Justiça plena de Deus.
No modo de conduzir a educação, esclarece
Vinícius (2), encontra-se a chave do problema cuja solução o momento atual da
Humanidade reclama. Dentro deste contexto, enquanto o modo de educar
considerado falso, ou seja, o autoritário, impondo princípios e doutrinas,
avilta o caráter, neutralizando as melhores possibilidades individuais, o
processo natural ou verdadeiro conduz o educando à liberdade, contribuindo para
a construção de uma sociedade digna, onde a ciência, a filosofia, a moral e as
artes possam conviver sob atmosfera propícia.
Para finalizar: "Eu sou a luz do mundo,
sou a verdade, sou o pão que desceu do céu - proclamou o Senhor.
"Esparzir luzes, revelar a verdade,
distribuir o pão do Espírito - tal a obra da educação, tal a missão do Redentor
da Humanidade.
"Trabalhemos, pois, com ardor e
entusiasmo, pela causa da educação da Humanidade, começando pela infância e
pela juventude desta Terra de Santa Cruz". (2)
Bibliografia:
01.
Allan Kardec, "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap XIX, item 7,
editora FEB;
02.
Vinícius, "Em torno do Mestre", Editora FEB.
Fonte:
Site Universo Espírita em 23/08/2005
- www.universoespirita.net
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