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Jornal Universo Espírita
Breve parece-nos ser a nossa existência e,
na multidão que a Humanidade enfeixa, desaparecem os nomes e apagam-se as
lembranças.
É incontestável, entretanto, que alguns
projetem-se na História e seus feitos sejam recordados pelas gerações.
Cientistas ou charlatães, estadistas ou ditadores, pacifistas ou guerreiros,
homens e mulheres de todas as raças e civilizações, ideologias, filosofias e
religiões, compreendidos, admirados ou censurados, reprovados e anatematizados.
Outros, porém, escolheram por registrar seus
nomes no rol imperecível dos educadores, procurando mais servir do que ser
servidos e, então, edificam suas obras. Seus cometimentos estão na razão do
caráter probo, e, neste longo caminho da arte de educar, exemplificam a fé e o
amor. Jornadeando pelas planícies da Sabedoria, o brado do Espírito Imortal,
livre da sede de honrarias, perpetua-se na glória de servir, vivendo,
testemunhando e transformando sonhos em realidade. São conhecedores da máxima
que diz: "O mundo que criamos é o mundo em que vivemos", senão
vejamos:
"O homem que se esforça seriamente por
se melhorar assegura para si a felicidade, já nesta vida. Além da satisfação
que proporciona à sua consciência, ele se isenta das misérias materiais e
morais, que são a conseqüência inevitável das suas imperfeições. Terá calma,
porque as vicissitudes só de leve o roçarão. Gozará de saúde, porque não
estragará o seu corpo com os excessos. Será rico, porque rico é sempre todo
aquele que sabe contentar-se com o necessário. Terá a paz do espírito, porque
não experimentará necessidades fictícias, nem será atormentado pela sede das
honrarias e do supérfluo, pela febre da ambição, da inveja e do ciúme.
Indulgente para com as imperfeições alheias, menos sofrimentos lhe causarão
elas, que, antes, lhe inspirarão piedade e não cólera. Evitando tudo o que possa
prejudicar o seu próximo, por palavras e por atos, procurando, ao invés, fazer
tudo o que possa ser útil e agradável aos outros, ninguém sofrerá com o seu contato.
(...) Vivam juntos alguns homens, animados desses sentimentos, e serão felizes
quanto o comporta a nossa Terra. Ganhe assim, passo a passo, esses sentimentos
todo um povo, toda uma raça, toda a Humanidade e o nosso globo tomará lugar
entre os mundos ditosos." (1)
Espiritismo: lavoura do trabalho, da
dedicação e, sobretudo, do amor.
* Abril - 1857: O Livro dos Espíritos
* Abril - 1864: O Evangelho Segundo o
Espiritismo
"Exaltando a Era Nova que se aproxima,
repetimos como os cristãos primitivos em referência a Jesus:
"- Salve, Allan Kardec, aqueles que te
amam e te desejam servir, te homenageiam e saúdam!" (2)
(1) KARDEC, Allan. Credo
espírita, in Obras Póstumas. Edição original em francês, Paris, 1990; versão
brasileira, FEB, Rio de Janeiro, 1944.
(2) FRANCO, Divaldo Pereira, pelo espírito Vianna de Carvalho. Atualidade do
Pensamento Espírita. LEAL, Salvador, 1998.
Fonte:
Site
Jornal Universo Espírita - www.universoespirita.net/
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