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Árvore Boa e Maus Jardineiros**

 

Até que ponto devemos oferecer a outra face aos nossos inimigos?
Basta dizer: “Sou cristão”, para seguir o CRISTO ?

Dr. Iso Jorge Teixeira*

isojorge@globo.com

  

A imagem do terror e o horror conseqüente

11 de setembro de 2001
Ataques terroristas contra as torres gêmeas no
World Trade Center
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Coroação de Espinhos ou Cristo Escarnecido. Hieronymus BOSCH, Galeria Nacional, Londres
Pintura original (à esq.) e Imagem refletida, em espelho (à direita)
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Quotidianamente nossos instintos são, permanentemente, colocados à prova: ora um colega nos humilha, injuriando-nos; ora são feitas propostas indecorosas que exigiram uma resposta agressiva, consentânea com a nossa honestidade; ora tomamos conhecimento de que uma pessoa das nossas relações caluniou-nos, pelo simples prazer de falar da vida alheia; ora chegam a ponto de agredir-nos fisicamente. Que fazer ante tais situações? Devemos “pagar na mesma moeda”, como na lei de talião: olho por olho, dente por dente?...

JESUS respondeu à altura quando ofendido

Disse Jesus que devemos amar os nossos inimigos e oferecer a outra face, quando somos agredidos, ofendidos, humilhados, etc... É extremamente difícil para nós, encarnados, seguirmos as palavras Jesus ao pé-da-letra e é mesmo impossível em determinadas circunstâncias... Contudo, as palavras do Mestre Jesus devem ser interpretadas, pois sabemos que ele falou numa linguagem alegórica, simbólica, figurada; assim foi nas suas parábolas e em suas máximas. Vejamos como Jesus reagiu quando foi humilhado e ofendido, sofrendo agressão física no episódio em que esteve diante de Anás e Caifás:

“O Sumo Sacerdote interrogou Jesus sobre os seus discípulos e sobre sua doutrina. Jesus lhe respondeu: “Falei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no Templo, onde se reúnem todos os judeus; nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que lhes falei; eles sabem o que eu disse”. A essas palavras, um dos guardas que ali se achavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: “Assim respondes ao Sumo Sacerdote? Respondeu Jesus: “Se falei mal, testemunha sobre o mal, mas se falei bem, por que me bates?” Anás, então, o enviou manietado a Caifás, o Sumo Sacerdote” (João 18,19-23).

Mas, Jesus não aceitou ser interrogado por Anás que, a rigor, não era o Sumo Sacerdote, e sim parente dele, Caifás... Jesus não ofereceu a outra face quando agredido pelo guarda de Anás. Ele reagiu à altura, de maneira firme, mostrando que aquela bofetada além de injusta era ilegal.

JESUS admitiu a defesa, mas condenou a vingança

Portanto, oferecer a outra face não significa que Jesus propunha que fôssemos meigos diante da agressividade alheia; ele não propôs nem a intolerância nem a covardia. Por isso, disse KARDEC num trecho do item 8, Cap. XII, de O Evangelho Segundo o Espiritismo:

“(...) Eis por que dizia a lei mosaica: Olho por olho e dente por dente, mantendo-se a harmonia com o tempo em que Moisés vivia. Mas veio o Cristo e disse: “Não resistais aos que vos fizer mal; mas se alguém vos ferir a vossa face direita, oferecei-lhe também a outra”. (...) Deve-se entretanto, tomar essa máxima ao pé- da-letra? Não, da mesma maneira que aquela que manda arrancar o olho se ele for a causa de escândalo. Levada às últimas conseqüências, ele condenaria toda repressão, mesmo legal, e deixaria o campo livre aos maus, que nada teriam a temer. Não se pondo freio às agressões, logo todos os bons seriam suas vítimas. (...) Por essas palavras Jesus não proibiu a defesa, mas condenou a vingança”.

Disse ADOLFO BEZERRA DE MENEZES, encarnado, em carta a seu irmão SOARES, católico, dentre outras coisas:

“Se eu não fosse cristão – e cristão convencido, pensa v. que haveria consideração mundana que me fizesse suportar as calúnias injuriosas de que tenho sido vítima? Deus sabe quanta energia me tem sido preciso para conter os ímpetos da minha natureza fogosa, nessas dolorosas conjunturas em que me tenho visto”. (Uma Carta de Bezerra de Menezes. FEB, Rio de Janeiro, 4 ed., 1984 p.12).


1831-1900

Belas palavras de BEZERRA DE MENEZES aos católicos. Belo exemplo de vida, quando encarnado, no campo da caridade. Tais palavras também servem para nós, espíritas... Oferecer a outra face significa despender energia para “conter os ímpetos da nossa natureza fogosa” e praticar a caridade. Se fizermos isso estaremos no caminho para amar os nossos inimigos.

De nada adianta, hipocritamente, usar linguagem melíflua (que flui como o mel) e gestos teatrais pensados, de santarrões para demonstrarmos que somos cristãos, superiores. Jesus não usava linguagem melíflua nem gestos suaves para os fariseus e saduceus, nem ofereceu a outra face, ao pé-da-letra, ao guarda de Anás e Caifás que o esbofeteou. No Sermão do Monte Jesus não se referiu a eles nas Bem-aventuranças, e recomendou: “orai pelos que vos perseguem”!...

Basta dizer: “Sou cristão”, para seguir o CRISTO ?

JESUS ENSINA AS CRIANÇAS
Figura extraída da Homepage Eternal Word Television Network
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JESUS é o guia e modelo. Deu o exemplo não só em palavras, mas em atos

O mapa do tesouro do “Reino dos Céus”

            Mas o que significa “ter JESUS no coração”? Acreditamos que não é a , pura e simples, na obra de JESUS que nos leva à justificação (conforme o postulado de PAULO DE TARSO); como também não é admitir cegamente a letra da Bíblia para julgar-se cristão.

            Disse o Espírito SIMEÃO (Bordeaux, 1863): “ ‘Nem todos os que me dizem Senhor, Senhor, entrarão no Reino dos Céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai que está nos céus’. Escutai estas palavras do Mestre, todos vós, que repelis a Doutrina Espírita como obra do demônio! Abri os vossos ouvidos, pois chegou o momento de ouvir!

            Será suficiente trazer a libré do Senhor para ser um fiel servidor? Será bastante dizer: ‘sou cristão’, para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras.” (ALLAN KARDEC. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. XVIII, item 16).

            Portanto, é através de nossa prática diária, diuturna, que poderemos afirmar que somos cristãos. Seguindo os exemplos de JESUS, certamente, estaremos seguindo o CRISTO.

            Disse, com razão, o grande pensador eclesiástico ERNEST RENAN: “Não há nada mais falso do que a opinião, geralmente acolhida hoje, de ser PAULO o verdadeiro fundador do cristianismo. O verdadeiro fundador do cristianismo é Jesus.” (ERNEST RENAN. Origens do Cristianismo. OS APÓSTOLOS. Liv. Chardron, de Lélo & Irmão, L.da, 3 ed., Lisboa Paris,1925, p. VII).

            Através da vida simples na Galiléia; da exemplificação na prática do Bem; da absoluta certeza da imortalidade e da individualidade da alma após a morte (exemplificadas, inclusive, aos Apóstolos quando da sua “ressurreição”); do perdão irrestrito aos inimigos, inclusive aos algozes na hora de sua desencarnação; através de tudo isso,  JESUS nos ofereceu o caminho, o mapa do tesouro do “Reino dos Céus”!

Compromissos reencarnatórios individuais e coletivos

O uso da força militar contra o terrorismo, num País que se diz cristão, só fará aumentar os débitos coletivos. A destruição das torres gêmeas do World Trade Center e o ataque ao Pentágono constituem um flagelo destruidor produzido pelo homem, cuja conseqüência provável foi a consumação de um compromisso reencarnatório (“carma") coletivo, ceifando vidas de bons e maus nesta encarnação (a propósito, sugerimos a leitura do Cap. VI de O Livro dos Espíritos, de ALLAN KARDEC, especialmente as questões 737-741). Tudo isso exigiria reflexão de toda a Humanidade e não a paixão, com uma declaração de guerra, vingativa, dos EUA.

            A  vida  do  corpo  é   “um relâmpago na eternidade” (cf. resposta à questão 738-a, op. cit., acima); quando há uma desencarnação em, massa, como a ocorrida, impõe-se uma reflexão espiritual séria sobre os destinos da Humanidade e não sentimentalismos tolos, pieguismos de religiosos de ocasião...

            Segundo o livro “Cartas e Crônicas” do Irmão X, psicografia de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, Cap. 6, o incêndio do circo de Niterói, ocorrido em 17/12/1961, foi uma “dolorosa expiação” dos romanos que reuniram, na recuada noite do ano 177, “mil crianças e mulheres cristãs” num circo, cuja arena foi molhada de resinas e farpas embebidas em óleo, incendiando toda a área e atirando sobre elas velhos cavalos que já não serviam aos seus jogos, tudo isso para comemorar a chegada de LÚCIO GALO, famoso cabo de guerra, que havia se distinguido e desfrutava as atenções especiais do imperador romano (MARCO AURÉLIO). Enfim, a Justiça Divina reaproximou aqueles romanos, responsáveis pelo martírio dos cristãos, depois de passados quase dezoito séculos...

            Fidedigna ou não essa mensagem mediúnica, ela convida o espírita para uma reflexão sobre o significado das mortes coletivas e sobre a Justiça Divina, cujo objetivo não é punição e sim reajuste.

Os EUA e as suas guerras de ocasião

JESUS não proibiu a defesa, mas condenou a vingança... Como espíritas verdadeiros, devemos praticar o bem, sempre! Não devemos pagar o mal com o mal, a fim de que não acumulemos novos débitos para outras reencarnações. Não devemos alimentar maus pensamentos sobre nossos inimigos, não porque pecaríamos pelo pensamento, mas porque criaríamos uma atmosfera fluídica malsã, facilitando a sintonia de ódio com Espíritos encarnados e desencarnados em faixa inferior de evolução. Sempre que pudermos, devemos ajudar os nossos inimigos e quando isso for impossível, devemos ser moderados nas palavras e nas ações . Se conseguirmos isso, teremos dado um grande passo na “escada de Jacó” para nossa ascensão espiritual.

            Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo esforço que faz para domar suas más inclinações, para isso estamos encarnados num planeta de provas e expiações. Sigamos as pegadas do CRISTO, não em palavras, mas em atos, pois “a árvore é sempre boa, mas os jardineiros são maus” (cf. SIMEÃO, in op. cit.).

Jesus expulsando vendilhões do templo- Jacob Jordaens. 1650

A Lei Divina é Misericordiosa, mas que não se prevaleça disso para infringi-la e não se confunda DEUS com JESUS; nem se use o nome de JESUS, hipocritamente, pois ele não foi simplesmente o “meigo Nazareno”, também, ele foi um homem de atitudes: “Sim, sim! E não, não!” e, quando foi necessário, não só “não ofereceu a outra face”, mas também expulsou os vendilhões do Templo com a chibata em punho.

            Não se pode servir a dois senhores: a DEUS e ao DINHEIRO, além disso, o Cristianismo não rima com vingança. Essa a lição que não foi extraída do episódio de horror nos atentados de Nova York e Washington e com a agravante de interesses econômicos óbvios, em relação ao petróleo do Oriente Médio...

Atualmente, centenas e centenas de vidas de americanos e iraqueanos são ceifadas no Iraque e o ataques suicidas, de homens-bomba continuam, quase diariamente e o “motivo”, aparente, apresentado pelo EUA para a invasão do Iraque seria a ligação de Saddam Hussein com o terrorismo e a suposta presença de armas nucleares e químicas no interior do Iraque, que jamais foram encontradas...

Os EUA optaram pela vingança, são maus jardineiros; a sementeira é livre, mas a colheita está sendo obrigatória, como prevíamos em nosso artigo em outubro/2001 e continuará sendo, se não houver o mínimo de sensibilidade espiritual dos dirigentes e do povo americano, que se dizem “cristãos”... No caso, não será a chibata de JESUS, especificamente, quem entrará em cena, mas os fenômenos da Natureza, que são mais fortes que todo o poderio tecnológico, além das várias vidas que são ceifadas diariamente, numa “guerra” absurda, estritamente de interesses econômicos, assistida por uma comunidade internacional indefesa, perplexa, mas pusilânime. Não obstante, a ambição americana não tem limites...

Epílogo

Quando concluíamos este artigo (dia 07  de julho/2005), recebemos um mail de um grande amigo, o Dr. VICTOR LEONARDO, o Cel. LEONARDO, Coronel Médico da Reserva Remunerada da Aeronáutica, repassando a seguinte notícia, em meio à onda de escândalos, com informações de recebimento de vultosas propinas por políticos (o chamado “mensalão”) e a provável conivência do Executivo nacional brasileiro:

“EUA no Paraguai

O governo de Assunção acaba de autorizar o estacionamento de tropas norte-americanas em seu território. Pela primeira vez teremos bases estrangeiras permanentes na América do Sul, na estratégica região da usina de Itaipu.”

MAURO SANTAYANA da Agência Carta Maior

“Com os olhos em Roberto Jefferson, não estamos atentos ao que se passa ali, no Paraguai. O governo de Assunção acaba de autorizar o estacionamento de tropas norte-americanas em seu território. Pela primeira vez teremos bases estrangeiras permanentes na América do Sul, e em região estratégica continental. Nessa tríplice fronteira se encontra a maior represa do mundo, a de Itaipu, de cuja energia todo o território paraguaio e grande parte do território brasileiro dependem. A região é também das mais férteis do mundo e se encontra mais ou menos na eqüidistância dos dois oceanos. Temos relações historicamente difíceis com o Paraguai, desde a guerra contra López.”

Prosseguindo, diz o renomado jornalista:

“Os revisionistas procuram culpar o Brasil pelo conflito, mas a isso fomos levados pelo fechamento do Rio Paraguai aos nossos barcos e, em seguida, pela invasão de grande parte do território do Mato Grosso. Não coube ao Brasil a iniciativa da agressão. É certo que o genro do Imperador Pedro II foi particularmente cruel com a população derrotada e, talvez por isso, tenhamos cedido em tudo nas nossas relações com o país vizinho. Não sabemos se o Paraguai nos comunicou essa decisão perigosa. É provável que não. A submissão paraguaia aos Estados Unidos é tão forte que este colunista, há quarenta anos, ao descer em Assunção, encontrou o aeroporto tomado por tropas formadas, ao lado de colegiais que agitavam bandeirolas norte-americanas. Procurou saber o que ocorria: o funcionário do Departamento de Estado que cuidava dos assuntos do Paraguai estava chegando em visita oficial a Assunção.”

A seguir, o bem informado jornalista explica:

“Conforme divulgou a revista Newsweek, logo depois de 11 de setembro, o sub-secretário da Defesa, Douglas Feith, sugeriu a Bush a invasão da tríplice Fronteira por tropas aerotransportadas, a fim de capturar membros da Al Qaeda e ocupar permanentemente a região. Alguém achou melhor a invasão do Iraque, mais viável politicamente. Tudo isso nos leva a pensar um pouco no que nos está ocorrendo. É bem provável que Washington tente retirar vantagens da crise interna. Um país dividido, conforme a velha advertência de Lincoln, é presa fácil para os seus adversários.

Em seguida, ele levanta uma hipótese bem coerente e plausível:

 “Como os Estados Unidos não podem viver sem guerras, e estando suas tropas escorraçadas do Iraque, não seria de admirar se viessem a nos agredir sob o pretexto da presença de muçulmanos em Foz do Iguaçu. Tudo isso deve convocar a nossa reflexão, a fim de esclarecer logo as denúncias que atingem o governo e o Partido dos Trabalhadores, a fim de que possamos nos organizar para a eventual defesa da soberania territorial do Brasil. Temos, ali, o exemplo histórico de provocações e de ocupação de nosso espaço soberano.

E complementa o seu artigo de grande interesse para os brasileiros, opinando:

“Os Estados Unidos, hoje, mais do que nunca, estão desrespeitando todas as regras de convívio internacional, a ponto de o mais submisso governante europeu, Sílvio Berlusconi, ver-se obrigado, na última sexta-feira (1º), a pedir explicações oficiais ao embaixador norte-americano pelo fato de a CIA ter seqüestrado um clérigo muçulmano em Milão e o haver transferido clandestinamente para fora do país. A Justiça italiana determinou a prisão dos 13 agentes da CIA envolvidos no episódio.

Se assim agem contra um país da União Européia com o qual têm as relações mais fraternas ao longo da História, que podemos deles esperar quando nos encontramos fragilizados pela crise, e pela entrega de setores estratégicos aos estrangeiros, durante o governo neoliberal de Fernando Henrique, quando disputamos com o Paraguai a vassalagem a Washington?”

(Mauro Santayana, jornalista, é colaborador do Jornal da Tarde e do Correio Braziliense. Foi secretário de redação do Última Hora (1959), correspondente do Jornal do Brasil na Tchecoslováquia (1968 a 1970) e na Alemanha (1970 a 1973) e diretor da sucursal da Folha de S. Paulo em Minas Gerais (1978 a 1982). Publicou, entre outros, "Mar Negro" (2002) “).

           O artigo acima foi publicado no cmi (Centro de Mídia Independente) em 05 de julho e republicado no site da  Agência Carta Maior em 07 de julho/2005.

Desculpem-nos, Srs. leitores e leitoras, por introduzir assunto político internacional em nossa Coluna; mas, como puderam observar, o assunto também é de grande interesse do nosso ponto de vista: os EUA são um País cristão?

E nós, ficaremos parados, inertes, ante a ação deletéria do EUA? Os nossos governantes e nosso povo, atuará como “vaca de presépio” em todos esses episódios, em nome de uma falsa tolerância?!... E as nossas Forças Armadas estão atentas a toda essa avalanche de informações políticas, internas e externas? A propósito, lemos na Homepage do amigo VICTOR:

“SI VIS PACEM, PARA BELLUM.”  ("Se queres a paz, prepara-te para a guerra" – lema da dissuasão).

Dirão alguns que devemos “orar”... Certamente, não devemos dispensar a prece, mas ser espírita e ser “cristão” não significa cruzar os braços ante um perigo iminente. Os dirigentes de nosso País precisam responder à altura, por vias diplomáticas, a ameaça americana e nossas Forças Armadas devem envidar esforços junto à Chefia da Nação para que não soframos o que sofreu o povo do Afeganistão e do Iraque, antes que seja tarde demais e nosso País seja transformado numa arena e sejamos repasto para a ambição dos dirigentes americanos com a conivência de seu povo, pusilânime, quando o assunto é Guerra...

O alerta do jornalista MAURO SANTAYANA não nos pareceu alarmista , e sim muito equilibrado e ponderado. É hora dos verdadeiros espíritas se pronunciarem, firmemente, sem “chororô”, como diria o confrade ROBERTO MUMME (o BOB)... Como afirmou KARDEC (op.cit.):

“(...) Não se ponde freio às agressões [dos maus], logo todos os bons seriam suas vítimas”.

 

* Médico. Psiquiatra. Prof. Livre - Docente de Psicopatologia e Psiquiatria da  Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).   Coordenador do Curso de Especialização em Psiquiatria (FCM - UERJ)

 

** Este artigo é uma fusão realizada pelo autor dos artigos já publicados “Ódio e Vingança – Hipocrisia e amor autêntico – ATÉ QUE PONTO DEVEMOS OFERECER A OUTRA FACE AOS NOSSOS INIMIGOS  (O SEMEADOR, n.º 774, julho/2001, Última página -  ANÁLISE) e ”Basta dizer: ”Sou cristão”, para seguir o Cristo?” – ÁRVORE BOAS E MAUS JARDINEIROS” -  (O SEMEADOR, n.º 777, outubro/2001, Última página – ANÁLISE) para publicação no Portal TERRA ESPIRITUAL e outros sites da Internet.

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

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