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Dr. Iso Jorge Teixeira
isojorge@globo.com

No dia 04 de junho/12005 novamente
escreve-nos a nossa jovem e estudiosa leitora, disse ela:
“Olá
Dr. Iso, Li o seu artigo "DA GLÂNDULA PINEAL À SENSIBILIDADE ESPIRITUAL
(II)", achei interessante, e decidi lhe escrever o que penso e o que
consigo entender sobre o assunto:
"Os Espíritos se comunicam
através do pensamento". André Luis nos diz que os espíritos emitem ondas
mento-eletromagnéticas, ou seja, uma onda eletromagnética (onda pensamento) que
é emitida pela mente.
A mediunidade é a faculdade de
comunicação dos espíritos, ela (mediunidade) detecta as ondas pensamento, onde
se processa a mensagem, daí;
*O
pensamento é dirigido para o cérebro perispiritual, na forma de onda
eletromagnética modulada, e vai mais precisamente para a glândula Pineal
(Epífise).
Onda
modulada é quando se ajusta sua amplitude ou sua freqüência. A modulação dessa
onda pensamento que se dirige para a pineal perispiritual, tem por objetivo
facilitar a detecção e a transformação dessa "onda eletromagnética"
em outra, só que em "onda elétrica". A pineal perispiritual é
constituída de vários tipos de cristais, um deles é o iodeto de sódio (Nal), o
qual permite acontecer a transformação de onda eletromagnética para onda
elétrica equivalente, por meio do fenômeno de ionização.
André
Luiz diz que a epifise não desempenha apenas a função de criar
força eletromotriz e conseqüentes potenciais magnéticos para fornecê-los em
certa direção, mas também todo acervo de recursos dos modernos emissores e
receptores de radiofreqüência e de televisão.
Então
a pineal trabalha como um decodificador, um transdutor de televisão, que
transforma as ondas eletromagnéticas em ondas elétricas ou (pulsos elétricos).
E também executa o processo inverso, ou seja, transforma ondas ou pulsos
elétricos provenientes dos órgãos do corpo perispiritual em ondas
eletromagnéticas.
Agora
gostaria de saber a sua opinião, se concorda ou discorda com o texto acima, e
porquê!!! Obrigada. Muita paz!!!”
MONIQUE GAVIOLI - Cerquilho- SP
Bem,
já escrevemos 2(dois) artigos sobre a glândula pineal, um deles publicado neste
Portal e no PORTAL DO ESPÍRITO, o qual é
referido pela nossa jovem leitora... Dispensamo-nos, por isso, de repetir
alguns aspectos que abordarmos no referido artigo, ao qual remeto os Srs.
leitores; não obstante em função da pergunta da leitora, vamos enfatizar alguns
aspectos já publicados...
Aspectos fisio (lógicos) da
glândula pineal
A
glândula pineal, também chamada “epífise do encéfalo”, era pouco
conhecida em suas funções e até bem pouco tempo tem sido considerada como um “órgão em involução”. Ela pesa cerca de 140 a 200 mg; portanto, é uma glândula
bem pequena e comumente CALCIFICADA, sugerindo ser verdadeira a idéia de
que é um órgão em involução, “em
extinção”. Vejamos o que nos diz a respeito o célebre livro de eminentes
fisiologistas:
"(...) Sabe-se, a partir da
anatomia comparada, que a glândula pineal é um remanescente vestigial do que
era um terceiro olho na parte de trás da cabeça, em animais inferiores.
(...)" (GUYTON & HALL.
Tratado de FISIOLOGIA MÉDICA. Edit. Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro,
1997, p. 922).
Estudos
recentes vêm demonstrando a "participação" da pineal no controle das
atividades sexuais e de reprodução, especialmente, no que diz respeito ao
aspecto dos chamados “ritmos
circadianos”.
A pineal e o esoterismo
Do
ponto de vista “esotérico”, a
glândula pineal funcionaria como um "terceiro
olho", isto é, como uma zona - um chacra - localizada acima e entre os
olhos, zona esta que seria responsável pelas nossas “intuições transcendentes”, pela nossa “expansão de consciência”.
Certamente, há uma assombrosa coincidência ante a
admissão, pela remota Antigüidade, da função da pineal como “terceiro olho”, misticamente
concebida pelos esotéricos e a existência,
real, de um 3.º olho remanescente, fotossensível, nos animais inferiores;
entretanto, a nossa discordância na concepção esotérica é o fato de querer-se “materializar” um aspecto do Homem que é
eminentemente “espiritual” e, em
pleno século XXI, atribuir-se funções espirituais, “misticamente”, a uma “glândula” com funções ainda obscuras, mas, certamente, com caráter FÍSICO e QUÍMICO indubitáveis, isto é,
nada espirituais... A pineal vista por antigos
filósofos
Acreditamos
em que a glândula pineal não é a
"sede da alma", como muitos confrades advogam, andreluisistas em
geral, baseando-se em leitura ligeira de PLATÃO e de DESCARTES; porque, a
concepção platônica de “imortalidade da
alma” não tem nenhuma relação com aspectos materiais, ela é eminentemente “metafísica”, basta que se estude a DOUTRINA DAS IDÉIAS do filósofo grego...
O
filósofo RENÉ DESCARTES, este sim, defendeu a tese de que na pineal estaria a “sede
da alma”; nos últimos dos seus trabalhos publicados durante sua vida, saiu
a lume, em novembro de 1649, poucos meses antes de sua morte (cf. IVAN LINS.
DESCARTES – Época, vida e Obra. Liv. São José Edit., 2 ed., Rio de Janeiro –
GB, 1964, p. 340). Esta última obra foi intitulada “Tratado das Paixões da Alma”.
Aqui e numa carta a MEYSSONIER, médico de Lyon, disse DESCARTES sobre a pineal:
“A razão que me leva a crer seja essa glândula a ‘sede da
alma’ é não encontrar, em todo o cérebro, nenhuma outra parte que não seja ‘dupla’
[grifos nossos]. Ora, não vendo senão uma única cousa com os dois olhos, não
ouvindo senão um mesmo som com os dois ouvidos, e, enfim, não tendo nunca senão
um pensamento ao mesmo tempo, é absolutamente necessário que as impressões, que
nos chegam através dos olhos, dos ouvidos, etc., se unam em alguma parte do
corpo para serem aí consideradas pela alma.”
E o grande filósofo conclui a sua argumentação:
“Ora, não podemos encontrar nenhuma outra nestas
condições, em toda a cabeça, senão a GLÂNDULA PINEAL, que se acha, além
do mais na situação mais adequada para esse fim, isto é, no meio, entre todas
as concavidades, sustentada e cercada por pequenas ramificações das carótidas,
que trazem os ESPÍRITOS – (a)- ao cérebro”.
(a)- Os
espíritos, na concepção de DESCARTES, eram as partes mais sutis e voláteis do
sangue (cf. op. cit., p. 341).
Enfim, as idéias de RENÉ DESCARTES, apesar de arrojadas
para o seu tempo, baseadas “anatomicamente”, demonstram que o grande
sábio errou redondamente, pois sabemos hoje que a glândula pineal não é a única
que não é dupla, pois também a HIPÓFISE é ímpar, única, no centro do
cérebro... A propósito, disse JULES SOURY sobre DESCARTES neste particular:
“Tal sábio pode ter errado, tanto quanto Aristóteles, no
atinente à sede da alma. Fez, contudo mais, a propósito da teoria das
sensações, das paixões e da inteligência, do que os mais exatos anatomistas e
os fisiologistas de qualquer tempo.” (cf. op. cit., p. 340).
Portanto, prezados confrades, a tese quanto à “localização
da sede da alma” não têm nenhuma sustentação na realidade anatômica nem
fisiológica, errou o filósofo DESCARTES, erram os andreluisistas neste
particular...
A pineal e a concepção
espírita
A
ALMA - Espírito encarnado - não tem
localização precisa em nenhum órgão de nosso corpo [a propósito, sugerimos que
se leia, com atenção, as respostas das questões 140 e 141 de O Livro dos Espíritos (OLE)] e,
especificamente, a questão 146 de OLE é bem esclarecedora, na qual KARDEC
pergunta:
A ALMA TEM, NO CORPO, UMA SEDE DETERMINADA
E CIRCUNSCRITA ?
E a resposta da Espiritualidade Superior não nos deixa
dúvidas:
— NÃO. Mas ela se situa mais
particularmente na “cabeça”, entre
os grandes gênios e todos aqueles que usam bastante o “pensamento” e no “coração”
dos que “sentem” bastante, dedicando
todas as suas ações à Humanidade.”(grifos
nossos).
Conclui-se, doutrinariamente, que a alma NÃO deve ser localizada,
anatomicamente, pois neste particular não há nenhuma relação entre cabeça e coração. Além disso, não devemos confundir fluidos vitais (MATÉRIA quintessenciada) com Espírito (cf. resp. à questão 146-A de OLE).
Outros confrades querem atribuir à pineal a função de "centro
da mediunidade", baseados em informes mediúnicos, não-controlados pelo criterium
da concordância universal dos ensinos dos
Espíritos. Também esta é uma “teoria”
que, a nosso ver, não tem nenhuma sustentação “científica e filosófica”...
Se a mediunidade baseia-se nos "fluidos" perispirituais, e na sua
combinação, por que “localizá-la”?
E, numa glândula?! “Materialmente”!!
O
padre QUEVEDO afirmava haver um “local de
captação hiperestésica” de sons, estímulos visuais, etc. - que independeria
de distância; tal local seria o “epigástrio”,
ou seja, aquela região conhecida popularmente como “boca do estômago”. Dizia o
"parapsicólogo", inconseqüentemente:
"(...) A
importância do epigástrio deve ser destacada em Parapsicologia. A hiperestesia
é especialmente freqüente nesta região do corpo." (QUEVEDO,
OSCAR GONZÁLEZ. A Face Oculta da Mente. Ed. Loyola, 6 ed., São Paulo, 1965, p. 59).
A tese do padre QUEVEDO é literalmente “indigesta” e a dos confrades,
relacionando mediunidade com glândula
pineal, acima referida, muito se assemelha à do padre, difere somente na “localização”...
Em nosso modo de entender, ambas são errôneas e sem nenhuma “constatação” científica...
As
teses do Dr. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA, de São Paulo, por exemplo, não resistem
a uma análise com o mínimo de “rigor científico”... Muito citado no
movimento espírita como “cientista” e “pesquisador da pineal”, suas afirmações,
as mais banais, são CONTRADITÓRIAS e, por vezes, PSEUDOCIENTÍFICAS... Assim,
ora ele diz que a pineal “não se calcifica” (cf. resposta numa
entrevista a PAULA CALLONI DE SOUZA , do IPPB (Instituto de Pesquisas Projeciológicas
e Bioenergéticas), na Internet, quando perguntado: “É verdade que a pineal se
calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade?”
”Não,
a pineal NÃO SE CALCIFICA – afirmou o Dr. SÉRGIO FELIPE - ;
ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a
ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na
pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos,
pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem
mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético.(...)”. E ora o Dr.
SÉRGIO FELIPE afirma o contrário, isto é, que a pineal “se calcifica”, como
aconteceu em sua entrevista na Cidade do Porto, Portugal, publicada no JORNAL
DE ESPIRITISMO (órgão da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal
– ADEP, ano I , n º 2, Janeiro / Fevereiro de 2004, pág. 11, quando perguntado
se “A glândula pineal altera-se com a idade”? Eis a resposta do contraditório
pesquisador:
“De
facto, ocorre a biomineralização da glândula pineal, ELA CALCIFICA-SE.
(...)”.
Tal contradição é inconcebível num homem que se diz
“pesquisador”!! Mas, não é só isso, seus argumentos são “pseudocientíficos”;
por exemplo: ele afirma que teria encontrado “cristais de apatita” na pineal
em suas “pesquisas científicas”, como se tivesse descoberto a pólvora!... Ora,
a APATITA é, por definição, “fosfato de CÁLCIO NATURAL, hexagonal, contendo
flúor e cloro, que se encontra nas rochas eruptivas ou metamórficas e no TECIDO
ÓSSEO”, basta que se consulte um bom dicionário ou uma boa Enciclopédia... Ou
seja, a APATITA é componente NATURAL de QUALQUER tecido ÓSSEO, ou seja, é um
sinal de CALCIFICAÇÃO. Portanto, a PINEAL CALCIFICA-SE, SIM, e isto é um
indício relevante de que a glândula está em INVOLUÇÃO... Basta que se
radiografe o crânio de uma pessoa para que lá encontremos a PINEAL,
calcificada; ou seja, a componente APATITA na pineal é conhecida há muitos anos,
não é resultado de pesquisa recente e muito menos do pesquisador Dr. SÉRGIO
FELIPE DE OLIVEIRA... Não há nada de místico nos cristais de apatita, como as
elucubrações contraditórias e pseudocientíficas do Dr. SÉRGIO FELIPE faz
pressupor aos desavisados...
“CIENTIFICISMO” ESPÍRITA
Agora, a leitora MONIQUE bate na mesma tecla, trazendo
uma concepção, baseada em informes de ANDRÉ LUIZ, “cientificistas”...
Vejamos o que nos disse o Dr. ALBERTO MESQUITA FILHO, um
médico, profundo conhecedor de Física, sobre o texto da jovem leitora:
“A Física da atualidade não responde a estes questionamentos,
nem com respeito à comunicação entre espíritos, nem com respeito à telepatia.
Não digo que isso seja impossível, digo apenas que tudo indica que ainda não se
conseguiu caracterizar fisicamente nenhum órgão humano capaz de agir como
antena captadora e/ou transmissora de informações eletromagnéticas ou de alguma
outra natureza. Eu estudo troca de informações elementares (eletromagnéticas e
gravitacionais) entre partículas, mas não imagino como isso poderia se traduzir
em trocas de pensamentos a distância entre seres humanos e/ou entre entidades
espirituais. O problema não está na transmissão propriamente dita (pois isso já
é feito pela tecnologia) mas na gênese e na recepção dos sinais [como um
pensamento se transformaria em informações em condições de serem transmitidas
sob a forma de ondas eletromagnéticas ou de outro tipo qualquer?]”.
Aí está Srs. e Sras.: como não sou físico, procurei a
opinião de uma pessoa abalizada sobre o assunto, atualíssima, e o Dr. ALBERTO
gentilmente nos atendeu...
Ora, ANDRÉ LUIZ nos fala de uma hipótese arrojada sobre a
PINEAL (ou EPÍFISE) e de uma Física, supostamente avançada, em 1945, no livro
“MISSIONÁRIOS DA LUZ”. Abstração feita do seu orientalismo, com a admissão de
“corpos espirituais”, perguntamos nós: se hoje não temos respostas CIENTÍFICAS
a questionamentos, terrenos, a respeito da comunicação TELEPÁTICA, que
açodamento seria esse de ANDRÉ LUIZ, em 1945, isto é, há 60 anos, em vir
“revelar” algo da Ciência material (que cabe aos cientistas terrenos estudar) e
que até hoje não encontrou respaldo científico, nem material nem
espiritual?!...
E os cristais?... Os cristais e o rochedo
A leitora MONIQUE fala em “cristais de iodeto de
sódio”!... Não encontrei isto nas obras de ANDRÉ LUIZ, não obstante gostaríamos
de fazer um reparo ao texto da jovem confreira: a glândula pineal NÃO É
“CONSTITUÍDA” de cristais... Como qualquer glândula, ela é constituída de
células; os cristais se formam nela, como o de APATITA, denunciando a sua
calcificação, a sua involução.
São cobiçados presentes que
representam o amor quando doados de uma pessoa à outra. Usados como jóias,
trazem inúmeros benefícios aos usuários, tanto físicos como espirituais.
Irradiam constantes e suavemente uma força vital positiva. Os textos orientais
declaram que um centímetro de cristal eqüivale à irradiação de um metro de
energia, ou seja, atuam como amplificadores.”
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¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨ PODER DOS CRISTAIS ?
Os que acreditam no poder
transcendente dos cristais, certamente, não são espíritas... ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
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Será que o Dr. SÉRGIO
FELIPE acreditaria nesse poder fantástico de “irradiação de energia” dos
cristais? A APATITA também se encontra nos rochedos eruptivos, como dissemos...
Os que acreditam no poder transcendente dos cristais, certamente não são
espíritas... A propósito, leiamos a resposta à questão a) do item
283, Cap. XXV, de “O Livro dos Médiuns”, de ALLAN KARDEC:
“EVOCA UM ROCHEDO E ELE TE
RESPONDERÁ. HÁ SEMPRE UMA MULTIDÃO DE ESPÍRITOS PRONTOS A TOMAR A PALAVRA, SOB
QUALQUER PRETEXTO.”
Enfim, caríssimos leitores,
é essa a minha opinião sobre a tese dos andreluisistas, mas como a confreira
MONIQUE achou interessante o nosso artigo sobre pineal, vou citar novamente um
trecho, que talvez a confreira não ficou atenta a ele:
“Concluindo, é nossa opinião, a GLÂNDULA PINEAL é um órgão
em involução, em EXTINÇÃO no Homem; pois na evolução física deste, ela vem
perdendo, progressivamente, as funções que exerciam e exercem nos animais
inferiores. É um órgão de “pouco
peso” no Homem, tanto anatômica quanto fisiologicamente e isso nos parece
mais ou menos claro, pois a sexualidade e reprodução do Homem atual não
precisam ser controladas por um órgão; o Homem possuindo o “livre-arbítrio”, não necessita de CIO
e pode, perfeitamente, controlar a reprodução e a libido...
A
Providência Divina é sábia e um órgão em extinção em vez de, aparentemente, contrariar
a perfeição divina, vem confirmar que tudo se liga e se encadeia,
harmoniosamente, na Natureza...

Como
disse o Espírito VERDADE no cap. VI, item 5 "in fine", de “O
Evangelho segundo o Espiritismo”:
"Espíritas:
amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo".
O
Espiritismo rasga o véu da ignorância e consola o coração dos homens.”
O
“cientificismo” de ANDRÉ LUIZ tem levado muitos confrades a deduções
estapafúrdias, em relação à Física, especialmente a Física Quântica; por isso,
achamos útil reapresentarmos, aqui, um artigo nosso publicado no JORNAL
ESPÍRITA (órgão da FEESP) – (JE, abril/2002, ÚLTIMA PÁGINA),
ligeiramente modificado e ampliado em alguns pontos...
“Referindo-se
ao nosso artigo "Deficiência mental X Mediunidade (...)" (JE,
fev./2002, p.8), no dia 07/02/02 o Sr. ARNALDO QUERCI, de Tatuapé –São
Paulo voltou a escrever-nos uma carta muita longa, que a omitiremos aqui pela
sua extensão...
Em
busca de Novos Horizontes
Com
"40 anos de mediunismo", o Sr. QUERCI tem mais experiência “prática” do que nós, contudo, na
"ciência convencional" (o correto seria Ciência tradicional ou
oficial) temos conhecimento “teórico-prático”
desde 1968 e, com base nela e no estado atual de nossos conhecimentos a melhora
dos “deficientes mentais” é praticamente NULA.
Admiramos a busca do Sr. leitor por novos horizontes,
sinceramente. São de homens com a mente aberta de que o Espiritismo necessita,
contudo, não nos parece correto denominar a ciência de
"convencional": um conhecimento é “científico” ou não é.
Concordamos,
claramente, em que a evolução científica, com melhor conhecimento, talvez um
dia possa solucionar a grave questão das “deficiências
mentais”: quando a Providência Divina julgar não ser ela mais necessária para
“reajuste” espiritual.
INDETERMINAÇÃO QUÂNTICA – Erro grosseiro e
pernicioso
Temos
conhecimento precário de Física Quântica...
Como disse – JUSTAMENTE – o ilustre
físico, prof. CARLOS B. IMBASSAHY, respondendo ao Sr. OSWALDO CASAGRANDE: "Devia haver uma lei que proibisse as
pessoas de escreverem acerca de assuntos que ignoram e inventam (...)" (JE, fev./02,p. 6); por isso, pouco
poderíamos acrescentar sobre Física quântica, no entanto, diremos (sem medo do
confrade IMBASSAHY mandar prender-nos, se a lei existisse) que não há dúvida de
que HEISENBERG deu um tiro mortal no “mecanicismo-materialista”,
abrindo novos horizontes para pesquisas, inclusive as não - materialistas.
Ao
findar-se o ano 1900, MAX PLANCK, também Prêmio Nobel de Física (1918), concebeu
a Teoria dos Quanta, que conduziu ao
“princípio
da incerteza quântica”; admitindo-se, então, um “probabilismo” em oposição à noção
vigente de “causalidade”. Em
1927 o jovem HEISENBERG propôs o princípio
da indeterminação quântica. Como
disse o nosso mestre da Psiquiatria NOBRE DE MELO:
"Esse ‘princípio de indeterminação’, como
HEISENBERG logo se afoitara a designá-lo, está visto que não tardaria a ser
transposto, com o mais interessado açodamento, para outros domínios da
realidade imediata, começando por instigar e reacender no âmbito da psicologia
a velha querela entre livre-arbítrio e determinismo e acabando por configurar
ameaça de uma completa e substancial subversão dos paradigmas do pensamento
científico" (A .L. NOBRE DE MELO. Psiquiatria I. Civ. Bras./MEC,
1979,p. 39).
Enfim, o livre-arbítrio é uma atitude “espiritual” do homem ante
o mundo, mas não podemos negar o “determinismo” no trabalho “científico” experimental, como disse o
mestre NOBRE DE MELO: "Vale recordar
que, por mais de uma vez, o próprio EINSTEIN veio a manifestar sua crença em
um 'Universo lógico'. 'Não
posso acreditar que Deus jogue dados com o Universo', dissera ele, de certa
feita. E não raro, chegar mesmo a exteriorizar sua esperança de que a indagação
científica e a reflexão filosófica possam levar o homem, algum dia, ao
conhecimento da realidade última".(NOBRE DE MELO, op. cit., p. 43).

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"CONSIDERAÇÕES SOBRE A INCERTEZA
- Espaço Cinetífico
Cultural - Home Page de ALBERTO
MESQUITA FILHO
Se o leitor não conseguiu entender a importância da determinação simultânea da
posição e da velocidade, um exemplo simples poderá convencê-lo. Imagine um
automóvel numa estrada entre as cidades A e B. Conhecendo a posição e a
velocidade num determinado instante ser-lhe-á possível estimar a hora da
chegada, digamos em B. Conhecendo apenas a posição ou apenas a velocidade, o
tempo da chegada estará indeterminado. No caso de partículas a situação é ainda mais drástica pois a estrada não
é conhecida; ou seja, uma partícula move-se num espaço tridimensional e quando
dizemos velocidade estamos nos referindo não apenas a um trajeto percorrido em
determinado tempo mas também à direção e ao sentido (ou seja, a trajetória a
percorrer, isto é, a estrada). Então, ao determinarmos exatamente a posição de
uma partícula, e sendo o princípio da incerteza verdadeiro, não poderemos saber
quase mais nada sobre a partícula. Entendam que a matéria é formada por partículas elementares; e estas
movem-se intensamente. Se conseguirmos localizar a posição de uma partícula em
relação a outra, não poderemos dizer como ela se move; sequer saberemos a
trajetória mas apenas um ponto desta. Por outro lado, se conhecermos o movimento
num dado instante, não saberemos onde ela se localiza e portanto não teremos
dados completos sobre a trajetória. E o que o princípio da incerteza retrata é
nada mais do que: É impossível conhecer a estrutura íntima da matéria, pois
é impossível saber como as partículas elementares se interagem.
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Não
conheço bem o trabalho de GELL MANN, entretanto, atribuir-se "vontade
própria" a uma partícula (o quark)
é, no mínimo, o que chamaríamos de “animismo
materialista”. Levar o princípio do “indeterminismo
quântico” de HEISENBERG a ilimitadas conseqüências, é um açodamento, as
quais o próprio MAX PLANCK condenou veementemente, mais tarde, como nos
esclarece novamente o mestre NOBRE:
"O mais
significativo, entretanto, é que também o próprio PLANCK tenha vindo, mais
tarde a exprobrar e condenar a precipitação dos que, com apoio em seus achados
e conjecturas, logo se puseram a negar terminantemente a existência de toda
certeza, o que qualifica de 'erro grosseiro e pernicioso '. Mesmo
porque – escreve ainda PLANCK – isso excluiria da Física o conceito de necessidade
absoluta e, conseqüentemente, as leis dinâmicas, estritamente causais, a que se
devem os maiores progressos de atomística." (NOBRE DE MELO, op. cit., p. 43).
Enfim, esperar a cura de doenças mentais graves ao sabor
da "indeterminação quântica" e
do "livre-arbítrio de partículas" será cair no “indeterminismo radical”, que
transformaria os médicos e médiuns em aprendizes de feiticeiros.
NÚMERO
DE CURAS FANTÁSTICO ?
O
Sr. QUERCI refere-se à esquizofrenia
com "um número fantástico de
curas" que corroborariam também “curas” de “deficientes
mentais”. Desculpe-me o Sr. QUERCI, mas uma afirmação bombástica como essa
além de “anticientífica” está
totalmente “fora da realidade” e, o
que é pior, é provável que tenha obtido
tal informe através de afirmações de leigos e não de cientistas renomados como
os que citou... Certa vez, uma médica suíça, tradutora de um livro do médium
DIVALDO PEREIRA FRANCO para o Francês, afirmou-nos ter ouvido em Encontros de
Medicina Espiritual que haveria “mais de
90% de curas de esquizofrênicos pelo tratamento espiritual”!!!!... Então,
dissemos a ela: se tivéssemos conhecimento de um tratamento (qualquer que
fosse) que tivesse uma eficácia “em
somente 50% de casos de esquizofrenias”, seria “um achado científico” e o publicaríamos pelos vários cantos do
mundo, seria realmente FANTÁSTICO, mas, para isso precisaríamos:
1.º)- diagnosticar bem as esquizofrenias – vários alunos
nossos, médicos, no Curso de Especialização em Psiquiatria têm dificuldades em
fazer o diagnóstico diferencial;
2.º)- entender o que significa "cura" nas
esquizofrenias;
3.º)-
avaliar bem se a melhora é temporária e se foi devida ao nosso tratamento
espiritual ou a um eventual tratamento medicamentoso associado.
Enfim Sr. ARNALDO, o caminho é, de fato, estudar,
pesquisar, estudar sempre, recuar jamais! A boa resposta não seria só esta,
seria procurar pôr em prática tal
estudo e isso parece que o Sr. tem feito, parabéns; contudo, temos de ter a
prudência de não generalizar uma aquisição de conhecimento ainda rudimentar e
de resultados ainda incertos. No entanto, podemos repetir com EINSTEIN, sem
medo de errar: Não podemos acreditar que
DEUS jogue dados com o Universo!...
Enfim, é preciso muito cuidado com as doenças das pessoas
e que não se julgue precipitadamente e que prevaleça a razão na leitura de livros pueris como “Violetas na janela”, um livro que é produto de conceitos deturpados
da Doutrina Espírita; pois as respostas às questões 253 e 254 de “O Livro dos Espíritos” são bem claras,
basta lê-las e entender que foram ditadas por Espíritos Superiores... Corre-se
o risco, portanto, da mesma natureza do erro dos materialistas: negando-se o aspecto físico das doenças e a causalidade
orgânica, adotando-se o princípio da indeterminação quântica radical e, negando-se,
conseqüentemente, o determinismo
científico da Ciência oficial.
NÃO
RECONHECIMENTO DO ESPIRITISMO PELA CIÊNCIA OFICIAL
Recebemos
mail do dia 06/02/02 dizendo: "Caro
Dr. Iso, há algum tempo venho lendo suas matérias no ‘Jornal Espírita’ e devo dizer-lhe que
as aprecio muito. Entretanto, a matéria de fevereiro de 2002 me deixou muito
intrigado: apesar da coerência da análise da estudante Bianca em relação à
problemática da sua paciente, vale ressaltar que o raciocínio utilizado toma
por base conceitos aceitos exclusivamente pela Doutrina Espírita. Não tenho a
intenção de criticar a conduta da Bianca, mas como conciliar um aconselhamento
médico com conceitos ainda não aceitos pela comunidade médica em geral?
Nos
meios espíritas é comum ouvir-se, a todo momento, que a Doutrina Espírita está
sendo cada vez mais aceita pela Ciência. Também sou estudante de Medicina e
tenho contato próximo com a Ciência aceita nos meios acadêmicos e de acordo com
o que vejo, acho que esse reconhecimento está ainda muito longe de ocorrer. Por
isso fiquei intrigado com essa matéria. Ainda não tive o prazer de passar pela
Psiquiatria, mas creio que também nessa especialidade há um consenso entre os
profissionais em relação aos diagnósticos que podem ser dados para as afecções
mais comuns e também em relação aos tratamentos indicados para estas doenças.
E, com certeza, o diagnóstico de obsessão e o tratamento de desobsessão não
vigoram entre eles!
Gostaria
de conhecer a sua opinião em relação a isso. Como pode o médico agir dentro de
suas crenças sem ferir a ética médica? Um abraço
PAULO
Respondemos preliminarmente ao jovem acadêmico de
Medicina e solicitamos algumas informações, então, disse ele:
"(...) Mesmo
que a hipótese tradicional tenha sido levantada, aí entra uma outra questão: se
o paciente se tratar pelo método tradicional e também em um Centro Espírita e
conseguir uma melhora de seus sintomas, como saberemos qual foi o tratamento
que o ajudou? A Ciência se utiliza de estudos randomizados para esclarecer
questões como essa, mas eu nunca encontrei na literatura nenhum trabalho desse
tipo envolvendo tratamentos espíritas (eu digo espírita porque já encontrei
estudos desse tipo utilizando grupos de outras crenças).
Se o
Sr. fosse apresentar um relato desse caso em um congresso psiquiátrico, como o
Sr. acha que seria recebido pelos seus colegas não-espíritas ?
Desculpe-me
por tantas perguntas, mas é que eu acho importante que os médicos que acreditam
na Doutrina Espírita tenham uma norma de conduta em casos como esse e,
sinceramente, eu ainda não saberia dizer como agir, sinto-me angustiado por
isso. Agradeço sua atenção".
Após uma segunda resposta em que concordávamos em
inúmeros pontos, disse o jovem confrade e futuro colega:
"(...) Sei que
estas questões são complicadas e por isso mesmo fico angustiado quando noto que
em muitos Centros Espíritas há uma visão generalizada de que a Ciência e, em
especial, a Medicina aceitam os conceitos espirituais nos tempos atuais.
Os
espíritas, no afã de verem as palavras de Kardec se concretizarem, acabam
enganando a si mesmos, através desses conceitos que circulam livremente pelo
meio espírita (inclusive a mídia escrita) e que em verdade não correspondem em
absoluto com a realidade!
Eu,
particularmente, conheci o Espiritismo antes de ingressar no Curso de Medicina.
Por incrível que pareça, a cada dia que freqüento uma aula ou das Cadeiras
clínicas ou mesmo Cadeiras básicas, encontro mais concordâncias entre a Ciência
"oficial" e os conceitos emitidos por Kardec. Mas, até que esses
conceitos tornem-se práticas normais, há uma longa caminhada. Os espíritas
devem ter muita paciência em relação a essa questão.
Fico
feliz em poder ter tido essa conversa. Ainda tenho muitas outras questões
palpitantes com as quais me deparo, às vezes, na Faculdade e que não tenho
opinião formada.
Agradeço
a atenção
PAULO ROBERTO MIZIARA YUNES FILHO
São
Paulo – SP
Todo o inteligente e prudente arrazoado do jovem
estudante da Faculdade de Medicina da USP é louvável, ele partiu do nosso
artigo “Um caso sugestivo de influência e
contágio espiritual” (JE,
fevereiro/02,p. 8). Concordamos quando diz que nas Faculdades de Medicina não
há um mínimo de consenso entre os profissionais sobre a Doutrina Espírita e,
por isso mesmo, a estudante BIANCA não deixara de levantar a hipótese
diagnóstica tradicional e indicou tratamento psiquiátrico, portanto não ferira
a ética.
As
idéias e indagações do jovem acadêmico MIZIARA além de pertinentes são muito
importantes e de grande interesse. Ao questionar a dificuldade de
estabelecer-se a eficácia de um tratamento tradicional e um
"tratamento" espiritual ele está pleno de razão, aliás, também há
dificuldade de estabelecer-se quem é quem numa PSICOTERAPIA (psicanalítica, por exemplo). Por que tal dificuldade?
Porque nas psicoterapias lidamos com fenômenos essencialmente “subjetivos”,
daí a dificuldade de um estudo sério. E a dificuldade de avaliação de um
"tratamento" espírita é muito maior, pois lidamos com o LIVRE-ARBÍTRIO
dos Espíritos... Por isso, ficamos pasmados com a ingenuidade ou com a
prepotência de algumas pessoas ao afirmarem que o tratamento espiritual
“curaria 90% dos casos de esquizofrenias”... Tais pessoas ou nunca viram um
esquizofrênico para avaliar a gravidade de um caso ou as afirmações são tão
ingênuas, às vezes levianas, que propiciam armas aos Espíritos “materialistas”.
Também é preciso não se cometer o "erro grosseiro e
pernicioso" ao se inferir da "incerteza quântica" o princípio da indeterminação quântica,
pois, sem a Ciência material não há
progresso espiritual na Terra; se o Espírito não tivesse necessidade da matéria
para seu aprimoramento, para que estaríamos encarnados?! (a esse respeito
leia-se a resposta à questão 132 de O
Livro dos Espíritos). Contudo, o homem não é meramente um “organismo”, há nele um Princípio
Espiritual, que os cientistas materialistas – que são esmagadora maioria –
negam.
Se apresentássemos o caso descrito pela estudante BIANCA
(JE, fev./02,p.8) num Congresso
psiquiátrico e estivéssemos na Idade Média, certamente seríamos queimados
vivos. Hoje, não seríamos queimados vivos materialmente, mas simbolicamente
sim! Assim, na apresentação de nossa Tese à Livre-Docência na Faculdade de
Ciências Médicas da UERJ – que não era de conteúdo espírita – só pelo fato de
citarmos KARDEC, en passant, isto
quase nos custou uma reprovação...
O jovem PAULO ROBERTO MIZIARA, pelo seu discernimento, é
um exemplo de bom-senso a ser seguido pelos jovens e por aqueles mais velhos
que se desviaram da Doutrina Espírita por descaminhos sedutores, sem base
científica sólida.
EPÍLOGO
Gostaríamos
de concluir, citando KARDEC: "Se é
certo que a utopia da véspera se torna muitas vezes a verdade do dia seguinte,
deixemos que o dia seguinte realize a utopia da véspera, porém, não
atravanquemos a Doutrina de princípios que possam ser considerados quiméricos e
fazer que a repilam os homens positivos." (OBRAS PÓSTUMAS de ALLAN
KARDEC. Edit. FEB, 13 ed., Rio de Janeiro, 1973, p. 348).
A
frase famosa de EINSTEIN: "A MECÂNICA QUÂNTICA ESTÁ A IMPOR-SE. MAS UMA
VOZ INTERIOR DIZ-ME QUE AINDA NÃO É A TEORIA CERTA. A TEORIA DIZ MUITO, MAS NÃO
NOS APROXIMA DO SEGREDO DO VELHO (THE OLD ONE). EU ESTOU CONVENCIDO DE QUE
“ELE” NÃO JOGA DADOS.”, apareceu numa carta a MAX BORN datada de 12 de dezembro
de 1926. Não era uma rejeição da teoria estatística. Ele tinha usado a análise
estatística no seu trabalho sobre movimento browniano e sobre o efeito
fotoelétrico. Mas ele não acreditava que, na sua essência, a realidade fosse
aleatória.
Não
obstante, STEPHEN HAWKING, genial cientista, mais recentemente, reafirmando a
INCERTEZA QUÂNTICA disse: “tudo indica que Deus é um grande jogador. 0
universo pode ser imaginado como um gigantesco cassino, com dados sendo
lançados ou roletas sendo giradas a todo momento. Talvez o universo não tenha
limite no espaço e no tempo". Ele que, inicialmente, admitiu a
possibilidade da existência de outros universos, perdeu a aposta numa
comunidade científica e em 21 de julho de 2004,
reuniu a imprensa e descartou sua crença de que os BURACOS NEGROS pudessem dar
passagem a outros universos. Enfim, sua concepção filosófica fatalmente
modificou-se...
©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©© ESTRUTURA DA MATÉRIA
Se o princípio da
incerteza for verdadeiro da maneira como enunciado por HEISENBERG, o que o princípio
da incerteza retrata é nada mais do que: É IMPOSSÍVEL CONHECER
A ESTRUTURA ÍNTIMA DA MATÉRIA, POIS É IMPOSSÍVEL SABER COMO AS PARTÍCULAS
ELEMENTARES SE INTERAGEM.”
Dr. ALBERTO MESQUITA
FILHO ©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©
O Dr. ALBERTO MESQUITA FILHO, a quem
não conhecemos, um homem com um eruditismo e cultura admiráveis, com uma Home
Page – ESPAÇO CIENTÍFICO E CULTURAL - verdadeiramente sensacional, cujo
endereço é : http://www.ecientificocultural.com/indice.htm
ensina: “O que o princípio da incerteza retrata é nada mais do que:
É impossível conhecer a estrutura íntima da matéria, pois é impossível
saber como as partículas elementares se interagem.”...
Lamentavelmente, os “novidadeiros”
espíritas, sem o mínimo de conhecimento científico, aventuram-se em teorias
sobre o PERISPÍRITO, “fundamentando-se” na Física “moderna”, no princípio de
incerteza de HEISENBERG... O perispírito é “semimaterial”, diz a Doutrina dos
Espíritos, isto é, constituído de matéria quintessenciada... Se, de acordo com
incerteza quântica de HEISENBERG, podemos concluir que é impossível conhecer-se
a estrutura íntima da matéria!! Perguntamos aos novidadeiros heisenberguianos:
como ficamos? Ou não ficamos?
Como EINSTEIN, não acreditamos que a
realidade seja aleatória, e que DEUS jogue dados com o Universo... A nosso ver,
isso só ocorreria se o Dono do cassino
usasse dados com faces iguais.
Acreditamos haver um DETERMINISMO
DIVINO e CIENTÍFICO, o que não invalida a INDETERMINAÇÃO humana, isto é, o
LIVRE-ARBÍTRIO, especificamente humano. Sendo DEUS a INTELIGÊNCIA SUPREMA,
CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS (questão 1 de “O Livro dos Espíritos”), a sua
obra da Criação não pode estar sujeita a “incertezas”...
Temos denunciado em nossas Colunas,
na Internet, o despenhadeiro para o qual querem levar o Espiritismo, através de
concepções místicas, espiritólicas e até “cientificistas”, como aquela referida
pelo Sr. QUERCI e a de ANDRÉ LUIZ. Para os autores delas convém repetir a frase
completa atribuída a EINSTEIN:
"HÁ DUAS COISAS INFINITAS: O
UNIVERSO E A TOLICE DOS HOMENS, MAS NÃO TENHO CERTEZA DO QUE AFIRMO SOBRE O
UNIVERSO."
São
essas as nossas reflexões finais para os internautas, que não as fizemos em
nosso artigo no JE. Espero que, com a eventual leitura delas, o erudito
Dr. ALBERTO MESQUITA FILHO, a quem não conhecemos; que o grande amigo e confrade
prof. CARLOS DE BRITO IMBASSAHY; assim como o nosso brilhante confrade amigo de
Portugal, Doutor em Astrofísica, LUÍS DE ALMEIDA, “experts” no assunto,
perdoem-me e não me mandem prender, he
he he...
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