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Amilcar Del Chiaro Filho
São tantas as notícias ruins que
destacam violências, assaltos, crimes de morte, violências sexuais, corrupções
políticas, impunidades para os poderosos, que as pessoas vão se fechando em
suas casas e até esquecem de compreender, sorrir, amar, partilhar a vida.
Mas será que a vida é feita
somente de coisas ruins? Não! De modo algum. A vida, no estágio evolutivo em
que nos encontramos, é feita de coisas más e outras boas. Mas o nosso objetivo
não é a de falar de coisas negativas, e sim de solidariedade, bondade,
fraternidade, amor partilhado.
Ah, o amor! Como poderemos viver
sem ele? É o amor de Deus que sustenta o universo. É o amor universal que faz
com que espíritos superiores, isentos das reencarnações em mundos inferiores,
se corporifiquem em mundos como o nosso, para cumprir missões de extraordinário
valor.
É por amor que uma mulher
carrega no ventre, durante nove meses, uma nova vida, e dá a luz entre dores,
para depois beijar aquele pequenino ser, apertá-lo ao peito e dizer com emoção:
- Meu filho! Meu amor!
É por um amor transcendente que
um pai ou mãe abraça um filho de mente obnubilada pela deficiência mental,
olhar aparvalhado, boca semi-aberta, e exclama com unção quase sagrada:
- Meu tesouro. Vida da minha
vida.
Há, os que, por amor, sobretudo
por amor, se dedicam a curar, a educar, a indicar rumos, e chegam a sacrificar
a própria vida em holocausto ao amor.
Alguns manifestam o seu amor
plantando flores. Outros compõe músicas, fazem versos, criam leis, varrem as
ruas, constroem casas...
Não importa que existam crimes e
dores enquanto existir o amor, e este amor for partilhado.
Partilhar o amor? Como podemos
fazê-lo? Comece devagarinho. Olhe bem dentro dos olhos do teu filho, não
importando a sua idade, e diga:
Eu te amo!!!
Faça o mesmo com o seu cônjuge,
ou com os pais, avós, irmãos. Mas não olhe sem enxergar. Deixe que a tua visão
penetre a epiderme e alcance as profundezas do ser e ali irá descobrir
espíritos imortais, que vieram de outras vidas, seres que amam, que guardam
medos, ódios talvez, mas que estão ao teu lado, permutando energias. Tente
compreendê-los e partilhar com eles o teu amor.
Jogue para longe a tristeza.
Desanuvie o semblante. Confie em Deus. Confie na vida. Confie no amor. Não
tenha medo de amar, mas não cultive um amor possessivo. Ame pelo prazer de
amar, e mesmo que você se machuque, terá valido a pena.
Sendo você espírita, maiores
razões terá para ser alegre e partilhar o amor. Você sabe que é imortal, criado
por Deus simples e ignorante, mas com todas as potencialidades das perfeições.
Você deve saber que o amor não morre, porque os que te precederam na grande
viagem estão ao teu lado, simplesmente porque te amam. Seja forte. Partilhe o
teu amor. A vida precisa do teu sorriso.
Fonte: Site de Amílcar Del Chiaro -
www.guarulhos.tur.br/sol
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