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Robinson Soares Pereira
Nascido há 146 anos,
o Espiritismo surgiu como o Consolador prometido por Jesus, conforme João
(14:15-17 e 26), para trazer ao mundo a revelação da Boa Nova do Cristo visando
à libertação da Humanidade de dogmas, ao ensinamento de novas verdades, à
correção dos desvirtuamentos na doutrina original do Cristo e à consolação dos
aflitos de todos os matizes.
Sem a preocupação de fazer prosélitos a
todo custo, como ensinava Allan Kardec, o Codificador, a divulgação da Doutrina
Espírita vem crescendo muito através do
Movimento Espírita, graças à tarefa
abnegada de muitos dos seus dirigentes, sobretudo pela necessidade premente da
população de encontrar uma religião segura, sem falsas promessas, ou engodos de
toda a sorte.
Com milhões de seguidores no Brasil e
no Exterior, a Doutrina dos Espíritos Superiores está paulatinamente ocupando
um lugar de destaque nos meios científicos, acadêmicos, artísticos e culturais.
Mas não deixando de avançar na grande camada humilde da população, que é seu
maior objetivo, já que esses são os mais necessitados de consolo.
Ao contrário do que pensam alguns
poucos pessimistas, o Espiritismo tem crescido sim, e muito. O esvaziamento
verificado em determinados agrupamentos espíritas dá-se, não raro, por
dirigentes despreparados para a função de direção de uma instituição espírita,
que acabam arvorando-se como verdadeiros “donos do centro espírita”, afastando
muitos potenciais trabalhadores que, por seu lado, também são incapazes de
superar os melindres para fazerem prevalecer, sobre os seus sentimentos, o
sentimento maior pelo engrandecimento da Causa de Deus.
O Espiritismo, em função do seu
crescimento, tem incomodado alguns dirigentes de seitas e até mesmo de algumas
religiões centenárias, que vêem nele uma ameaça, não à salvação dos espíritas,
como costumam pregar nos seus cultos, mas como uma real possibilidade de perda
de seus fiéis, caso esses descubram o que de fato é o Espiritismo como doutrina
do amor verdadeiro, não discriminatório, nem apelativo, mas de acordo com o
Mandamento Maior da Lei, dado por Jesus (Mateus, 22:34-40).
De outro lado, caminhando junto com a
Ciência, o Espiritismo, em alguns centros de estudo sérios, está colaborando
para desvendar o grande mistério da Ciência do Espírito, que em futuro, já não
tão longínquo como outrora, possibilitará esclarecer os enigmas da vida
pós-matéria e os grandes conflitos do homem vivente no corpo material,
preocupando-se não com o “Ter”, mas com o “Ser” de todos nós: o maior desafio
de conquistarmos a nós mesmos, vencendo primeiro a luta interior contra as
nossas imperfeições, para depois podermos dizer que vencemos o mundo: o mundo
da indiferença diante do sofrimento alheio, do egoísmo destruidor, do orgulho
sem sentido; enfim, das nossas mazelas humanas na busca da angelitude, já que
nascidos de Deus, para Deus estamos voltando.
O Espiritismo tem demonstrado que nos
dias atuais é, sem dúvida alguma, a doutrina mais apta a secundar o movimento
de regeneração da Humanidade na busca de dias melhores.
Fonte:
Revista Reformador – março/2003
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