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Jornal Universo Espírita
"O dever é a lei da
vida"
Lázaro ( O
Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 7.)
Em todos os tempos
não nos têm faltado lições assinalando os caminhos para o crescimento
espiritual, tendo como base a esfera natural da convivência. Entre tantas, a
sempre oportuna lembrança do grande precursor João Batista: "- É necessário
que Ele cresça e que eu diminua."
Paradoxalmente,
ainda avesso à solidariedade, o homem faz da convivência - conseqüência natural
do ser sociável - o grande entrave para as conquistas no âmbito das realizações
superiores.
"É necessário
que Ele cresça...", significa que somente com a propagação do cristianismo
restabelecido na integridade de seus conceitos é que a Humanidade saberá
aplicar a lei de justiça, amor e caridade.
"... e que eu
diminua", necessidade para que qualquer agrupamento consiga conviver
fraternalmente e ao mesmo tempo atingir os propósitos estabelecidos. Para
tanto, humildade, tolerância e renúncia constituem-se em valores
indispensáveis.
Neste sentido,
esclarecedora é a mensagem do nobre seareiro Francisco Spinelli, intitulada
"Aos Espíritas Gaúchos". (1)
Ensejando-nos
profunda reflexão, Francisco Spinelli discorre sobre os valores básicos que
devem nortear as relações dentro do Movimento Espírita, conclamando-nos, desta
forma, para a conscientização dos deveres.
Promovendo breves
interregnos, evidenciamos os tópicos enunciados pelo autor:
Vigilância:
"A área de
serviço cresce, concitando os trabalhadores ao desdobramento da ação. Todavia,
as dificuldades naturais do momento multiplicam-se, apelando para a vigilância.
Vigilância que se converta em prudência e atenção, a fim de que as surpresas
desagradáveis não gerem a cizânia nem a dissensão. Estamos convidados à
realização superior com união de propósitos e respeito mútuo, sem o que falecem
os ideais legítimos da fraternidade em prejuízo do trabalho."
Ordem e Harmonia:
"Cresce a
sequóia, milímetro a milímetro, e se constitui o universo de partículas de
ínfima estrutura no campo da energia. A pressa é questão desconhecida nas páginas
da Natureza, e, nas programáticas da vida, o tempo desempenha papel de
relevante importância. A precipitação produz desequilíbrio, e o marasmo retarda
a marcha do progresso. Em tudo, estão presentes a ordem, a harmonia e o bem
como objetivo final."
Perseverança e
Compreensão:
"Quanto mais
largo o trato de terra a cuidar, maiores devem ser o afã e os desvelos do
agricultor. Da mesma forma, em nossa esfera de produção, impõe-se os valores da
perseverança bem como do devotamento com altas doses de compreensão, a fim de
que a colheita de resultados não se faça mesclar com espinhos e pedras
pontiagudas. Sem dúvida, torna-se imperioso apresentar o Espiritismo e vivê-lo,
conforme nô-lo ensina a Codificação e o delinearam os Espíritos Superiores e o
mestre de Lyon. Escoimar o Movimento Espírita das heranças e atavismos
sociológicos e antropológicos é um dever que nos cabe a todos, encarnados e
desencarnados, que encontramos na fé raciocinada o roteiro se segurança para a
felicidade. Façamo-lo, porém, com os cuidados com que se extirpam as ervas parasitas
presas ao cerne das árvores produtoras, sem o risco de, ao erradicar aquelas,
virmos a danificar as últimas."
Estudo:
"Estudemos
corretamente e divulguemos com sabedoria a Doutrina, atraindo as criaturas
desorientadas e famintas, de forma a iluminá-las interiormente com a fé
libertadora e consolá-las com as explicações a respeito da causalidade dos sofrimentos
humanos..."
Alento:
"Os amigos
não prosseguem a sós. Os companheiros que os procedemos na bendita causa e em
nossa Casa, estamos laborando com todos, fiéis ao dever da solidariedade que
nos une como irmãos que nos devemos amar, mesmo quando pensamos de maneira
diversa."
Concluímos com as
considerações do Benfeitor Emmanuel, alertando-nos para o cumprimento das
obrigações: "Não devemos especificar os deveres do espírita cristão,
porque palavra alguma poderá superar a exemplificação do Cristo, que todo o
discípulo deve tomar como roteiro de vida."(2)
(1) Antologia Espiritual - Divaldo Pereira Franco, Espíritos
Diversos, Editora LEAL.
(2)
O Consolador - Francisco Cândido Xavier, Espírito Emmanuel, Editora FEB.
Fonte: Site do Jornal universo Espírita -
www.universoespirita.net
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