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O “Código” de ERASTO – Evocação de Espíritos
Dr. Iso Jorge Teixeira
isojorge@globo.com

RENÉ GUÉNON (1886-1951)

ERASTO DE CARVALHO PRESTES (1926
- ? )

SEVERINO
DE FREITAS PRESTES FILHO (1890-1979)
No dia 18 de abril/2005
escreve-nos, novamente, um inteligente e estudioso confrade... Após comentar o
nosso artigo neste Portal - “Correspondência
cruzada de Frederich Myers –A Questão
do Método na Ciência Espírita” – ele nos propõe mais uma leitura,
importantíssima, de um crítico do Espiritismo... Vamos ao mail do estudioso e
bem informado leitor:
“
Oi Iso,
Obrigado pela atenção àquele texto.
Não sei se a linguagem oriental que o FM [Friederich Myers] médium foi a mesma
que ele utilizava durante sua vida por aqui. Pode ser que ao recobrar sua
‘consciência extrafísica’ tomou uma atitude oriental predominante ainda em seu
espírito e não do cientista de sua ultima reencarnação por aqui. De qq forma,
ele utiliza termos orientais que já eram usados no Ocidente na época de Kardec.
São termos mais poéticos e menos descritivos, o que não seria esperado de um
investigador cientifico do século XIX, que seguia o modelo cientifico daquela
época. Não há dúvida que o texto levanta questões bastante interessantes como a
dificuldade da comunicação com o médium; além de discordar de vários outros
pontos em relação à DE, mas que estariam mais em acordo com as comunicações
mediúnicas espiritualistas do século XX. Assim, um ‘ramatista’ ou outros
espiritualistas ocidentais com um pé na Índia, se sentiriam bastante a vontade
com as informações de Myers. Em ambos os casos percebemos que a sua informação
de um mundo plasmado pelos desejos é muito semelhante ao conceito de Devachan
(mundo de conseqüências) adaptado por Blavatsky; embora difere deste por não
considerar a possibilidade de se viver num mundo de sonhos bons, mas um mundo
objetivo, também de causas como esse.
Você
já teve conhecimento dos livros do francês René Guénon? Ele foi um dos mais
profundos conhecedores da tradição esotérica, que nada tem a ver com a que nós
conhecemos. Escreveu um livro – O Erro Espírita, nunca traduzido para o
português, onde ele critica, de forma bastante interessante, a doutrina
espírita. Podemos não concordar com suas conclusões, mas não se pode contestar
sua grande cultura e informações interessantes sobre o Espiritismo, que é
desconhecido até da maioria dos espíritas. Sua obra toda pode ser lida pela
Internet em espanhol pelo site:
http://www.euskalnet.net/graal/index2.htm
Lá, entre no texto: “El
Error Espiritista”. É prazeroso
ler um critico do Espiritismo do cabedal de Guénon. Há outras obras igualmente
interessantes de outros autores neste site.
Divirta-se!
Abraços," Mabbo.
MARCOS
MABBO – São Paulo – SP
Não há dúvida,
caríssimo MABBO, de que RENÉ GUÉNON possuía uma cultura admirável, um homem do
século XX que se propôs no seu trabalho “O ERRO ESPÍRITA” a criticar o
Espiritismo e, de fato, ler um crítico do Espiritismo com tal envergadura
intelectual, não desmentida pelo seu currículo, é muito “prazeroso”, como disse
o companheiro MABBO...
A propósito, vamos anotar aqui um breve currículo de RENÉ
GUÉNON, fornecida pelo excelente LUIZ PONTUAL, ”prêmio ESSO de Jornalismo”:
“RENÉ GUÉNON – ALGUNS TRAÇOS BIOGRÁFICOS
ESSENCIAIS
René
(Jean-Marie-Joseph) Guénon nasceu em 1886 em Blois, França. Obtém licenciatura
em matemática e filosofia, lecionando durante alguns anos em Paris e, durante a
guerra, na Argélia. Cedo domina o grego, latim, inglês, italiano, alemão, espanhol,
sânscrito, hebraico, árabe e mais tarde, o chinês, mantendo conversação com
seus interlocutores europeus e orientais em suas próprias línguas, para desconcerto
de muitos deles, ao constatarem um francês dominar com maestria a língua e o
espírito de civilizações distantes.
O mais decisivo em sua formação, sem dúvida, foram os
dados doutrinais obtidos por via oral diretamente de representantes do
hinduísmo (Escola de Shankara), do Islã (tariqah do Sheikh Elish El Kebir, da
linha Alkbariana) e do Taoísmo (por intermédio do filho espiritual de Tong Sou
Luat, eminente mestre Taoísta).
Muito cedo (com apenas 22 anos) seus escritos constituem
força de autoridade incontestável, pelo inédito dos esclarecimentos e pontos de
articulação até então desconhecidos do orientalismo oficial vigente. Guénon
desmascarou conclusivamente dezenas de impostores, desde os grosseiros aos mais
pretensamente refinados, angariando para si, de um lado, a grata surpresa e
agradecimento dos que buscavam o oriente autêntico e, de outro lado, o ódio e
perseguições de uma imensa maioria surpreendida em suas falsas bases e
artimanhas.
O mais eminente reconhecimento de valor partiu de
autoridades orientais. Marco Pallis nos relata a perfeita ortodoxia de suas
exposições constatada por lamas tibetanos; Ramana Maharshi denominou Guénon
como "The Great Sufi" ; os verdadeiros mestres taoístas mais de uma
vez designaram Guénon como o único ocidental nos últimos séculos que conseguiu
captar e transmitir o verdadeiro espírito do Taoísmo.
Mas, o que diz Guénon ele próprio? "Todo o mérito
desta obra está na doutrina oriental autêntica ali contida; meu trabalho é
apenas transmiti-la da maneira mais clara e exata ao meu alcance".
René Guénon (seu nome muçulmano era Shaykh 'Abd al-Wâhid
Yahyâ ) morreu em 1951 no Cairo, para onde havia se mudado em 1930, sem nunca
ter voltado à Europa.” (Fonte:
Instituto René Guénon de Estudos Tradicionais – Internet – Texto de LUIZ
PONTUAL).
Enfim , RENÉ GUÉNON possuía uma cultura admirável, um
homem do século XX que se propôs no seu trabalho “O ERRO ESPÍRITA” a criticar o
Espiritismo e, de fato, ler um crítico do Espiritismo com tal envergadura
intelectual, não desmentida pelo seu currículo, é muito “prazeroso”, como disse
o companheiro MABBO...
Infelizmente,
nas suas críticas – muitas delas verdadeiras no que se refere ao Movimento
Espírita de ontem, e de hoje, – o culto RENÉ GUÉNON omitiu uma figura
importante do Espiritismo e o que ele tem de mais importante, a Codificação;
tal omissão pareceu-nos inconcebível, exceto, se GUÉNON fosse ALLAN KARDEC
reencarnado, mas esta é uma hipótese improvável que passou pela nossa mente,
embora ele tenha o perfil do mestre lionês, tanto intelectual, quanto
moralmente e o “Espiritismo” que RENÉ GUÉNON critica não é o de KARDEC, mas o
NEO-ESPIRITUALISMO, como veremos...
Os termos ESPIRITISMO, ESPÍRITA e ESPIRITISTA foram
neologismos criados por ALLAN KARDEC para diferenciá-los do então
ESPIRITUALISMO ou NEO-ESPIRITUALISMO, termos muito genéricos... À época de
GUÉNON, e ainda hoje, fez-se muita confusão entre estes termos, apesar das
explicações sempre sensatas de ALLAN KARDEC. Assim, aqueles que estabelecem um SINCRETISMO
do Espiritismo com várias seitas esotéricas e teosóficas, por exemplo, com a
Teosofia fundada por Mme. BLAVATSKY, esquecem-se ou fingem esquecerem-se de que
o Espiritismo possui MÉTODOS próprios, que não se afastam das Ciências
Naturais, mas não se confundem com os utilizados por estas e combate firmemente
o misticismo e a magia, no mundo contemporâneo, que acabam
desembocando na superstição e no fanatismo, como não nos cansamos
de repeti-lo em nossos artigos...
Vamos, então, analisar um extenso trabalho de RENÉ
GUÉNON, que, embora, incompleto, demonstra verdadeiramente muitos “ERROS
ESPÍRITAS”, com muita competência, no entanto, ele acaba cometendo os mesmos
erros de muitos confrades na atualidade: não estava atento à DOUTRINA DOS
ESPÍRITOS e serviu-se de livros não representativos do pensamento kardequiano e
sinaliza exemplos de “fenômenos espiritistas” como se o Espiritismo desse
ênfase aos fenômenos em si, como se o Espiritismo concebesse “teorias” hauridas
pura e simplesmente da Ciência Natural, quando na realidade a “explicação
espírita” surgiu dos próprios Espíritos desencarnados, ou seja, tiveram, um
caráter de REVELAÇÃO, caráter este que GUÉNON nega, com razão, em relação aos
fenômenos explicados pelo “CIENTIFICISMO” da época (primeiras décadas do século
20) e por ele mesmo!...
O ERRO ESPÍRITA
DE RENÉ GUÉNON
Nas “Edições Tradicionais” de “L’ Érreur Spirite”
(“O Erro Espírita”), RENÉ GUÉNON faz uma crítica ao Espiritismo, e também ao
ocultismo de PAPUS e à Teosofia de BLAVATSKY, intitulada “A EXPLICAÇÃO DOS
FENÔMENOS ESPIRITISTAS”, publicada em 1923, 1930, 1952, 1972, 1977, 1981,
1984 e 1991. Um extrato da mesma apareceu na revista “Cielo y Tierra”,
n.º 5, de Barcelona, em 1983.
Logo no início, RENÉ GUÉNON afirma que sua intenção é “demonstrar
que se pode muito bem prescindir-se da hipótese espiritista” e acrescenta: “(...)
ainda inclusive antes para acrescentar razões mais decisivas contra ela”...
Para ele existiriam “razões plenamente suficientes para rechaçar de uma
maneira absoluta a hipótese em questão [a hipótese “espírita”], uma vez
estabelecida a impossibilidade da mesma.” (op. cit., p. 1).
Para GUÉNON não haveria nos fenômenos espiritistas
nada de “transcendente”, ou seja, para ele os fenômenos ditos espíritas em nada
se diferenciariam dos “fenômenos magnéticos e hipnóticos; ou todos os que
estão mais ou menos relacionados com eles”, isto é, tais fenômenos “não
necessitariam de preocupação com coisas de ordem transcendente”.
Com certeza,
os fenômenos MAGNÉTICOS e HIPNÓTICOS não necessitam da explicação
“transcendente”, espiritual, mas não haveria neles a intervenção do Espírito?
Não há dúvida de que muitas pessoas que se dizem espíritas apelam para a “explicação
ALÉM-TÚMULO”, em fenômenos os mais triviais, terrenos, ou meramente ANÍMICOS,
isto é, da ALMA da própria pessoa através da qual ocorreu o fenômeno, mas haveria
algo de “transcendente” na atuação da ALMA de uma pessoa? Parece que GUÉNON
esqueceu-se deste detalhe, talvez porque fez seu julgamento baseado em livros
como “O ESPIRITISMO”, do Dr. GIBIER e baseado em experimentações do Cel. DE
ROCHAS e “vários outros psiquistas”, sobre a “exteriorização da sensibilidade”,
assim como as teses ocultistas de PAPUS e da Teosofia da Sra. HELENA PETROVNA
BLAVATSKY... Assim, a “exteriorização da sensibilidade”, do perispírito enfim,
poderia ser explicada, segundo GUÉNON, SEM SE APELAR PARA O ESPIRITUAL, pelo
“od de REICHENBACH” (para quem desconhece, REICHENBACH teria provado, desde
1854, que os seres animados e certos corpos magnéticos desprendiam, na
obscuridade, eflúvios visíveis para os sensitivos. Estes eflúvios constituíam
para REICHENBACH a manifestação de uma força desconhecida que ele chamou OD).
Mas, se RENÉ GUÉNON fizesse uma leitura atenta dos livros
de KARDEC, certamente, veria ali uma série de respostas às suas críticas ao
Espiritismo, aliás, KARDEC já respondera aos contraditores sobre isso em seu O
LIVRO DOS MÉDIUNS e a tese da “teoria do ser coletivo” exposta pelo Dr. GIBIER
e aceita, parcialmente, por GUÉNON, para explicar, por exemplo, os movimentos
da “mesas girantes”, assim como outras “teorias”, não-espíritas,
“não-transcendentais”, KARDEC fez questão de responder, uma a uma, as “teorias”
não-espíritas, dedicando a elas todo o cap. IV, intitulado DOS SISTEMAS, itens
36 a 51 de O LIVRO DOS MÉDIUNS (OLM), assim, o “sistema da alma coletiva” (item
44 de OLM) é “uma variante do sistema precedente”, isto é, do “sistema do
reflexo”, a que KARDEC também deixou sua réplica no referido OLM, em 1861. Relembremos
alguns fragmentos de KARDEC a respeito do assunto:
“Só a experiência, dizemos, podia confirmar ou
condenar esta teoria [teoria dos reflexos], e a experiência a
condenou, porquanto demonstra a todos os momentos, e com os mais positivos
fatos, que o pensamento expresso, não somente pode ser estranho ao dos
assistentes, mas que lhes é, muitas vezes, contrário; que contradiz todas as
idéias preconcebidas e frustra todas as previsões. Com efeito, difícil me é
acreditar que a resposta provenha de mim mesmo, quando, a pensar no branco, se
me fala em preto.” (cf. OLM, item 43, 3.º parágrafo). E mais adiante,
KARDEC acrescenta ao seu argumento:
“Como explicar, pela reflexão do pensamento, as
escritas feitas por pessoas que não sabem escrever; as respostas do mais alto
alcance filosófico, obtidas por indivíduos iletrados; as respostas dadas a
perguntas mentais, ou em língua que o médium desconhece e mil outros fatos que
não permitem dúvida sobre a independência da inteligência que se manifesta? A
opinião oposta não pode deixar de resultar da falta de observação.” (op.
cit., item 43, 5 .º parágrafo).
Portanto, não tem razão RENÉ GUÉNON em criticar a tese
“espírita”; diz ele ao criticar o Dr. GIBIER, que apresentara 4 teorias para
explicar os fenômenos: 1- a teoria do ser coletivo; 2- teoria “demoníaca”; 3-
teoria dos gnomos e 4- teoria espiritista:
“(...) Cada uma destas teorias – exceto a espiritista, que é a única
absurda – pode conter uma parte de verdade e explicar efetivamente, não todos,
porém sim alguns dos fenômenos; o principal erro dos seus respectivos
partidários é o querer derivar tudo de uma só teoria.” (op., cit. p. 2).
Ora, não é verdade que o Espiritismo vê a ação de
Espíritos desencarnados em todo ou
qualquer fenômeno, como não é verdade que “os espiritistas se rebelam violentamente
contra esta possibilidade de evocar um vivo e parecem encontrá-la particularmente
prejudicial a sua teoria” (RENÉ GUÉNON, op. cit, p. 9). A evocação do
Espírito de um vivo (encarnado) não exclui, absolutamente, a evocação de um
desencarnado. A propósito das EVOCAÇÕES, vamos nos deter um pouco mais
adiante...
A CONFUSÃO SOBRE OS
“ELEMENTAIS”, INCLUSIVE DOS “ESPÍRITAS”
Depois
de discutir a visão do Dr. GIBIER sobre os “elementais”, RENÉ GUÉNON dispara
suas críticas para os teosofistas e ocultistas também:
“A massa dos teosofistas e dos ocultistas atém-se à
concepção mais grosseiramente antropomórfica; porém, também há quem quis dar à
teoria um aspecto mais ‘científico’ [as aspas são de GUÉNON] e que,
carecendo por completo de dados tradicionais para restituir-lhe seu sentido
original e esotérico, simplesmente a acomodaram às idéias modernas ou aos
caprichos de sua própria fantasia.” Como se vê, GUÉNON não é contra o
esoterismo, e sim, contra à adaptação moderna do sentido esotérico
originário... E ele complementa mostrando os “absurdos” que estabeleceram em
relação aos “elementais”:
“Deste modo, alguns trataram de identificar
os ‘elementais’ com as mônadas de Leibnitz; outros reduziram-nos a não ser mais
que ‘forças inconscientes’, como Papus, para quem, além disso, são os ‘glóbulos
sangüíneos do universo’, ou inclusive, simples ‘centros de força’, ao mesmo
tempo que ‘potencialidades de seres’; outros ainda acreditaram ver ‘embriões de
almas de animais ou humanas’; há também aqueles num sentido muito diferente,
levaram a confusão até o extremo, assimilando-os às ‘hierarquias espirituais’
da cabala judaica, de onde resultaria que se deve compreender sob a denominação
de ‘elementais’ os anjos e os demônios, aos que assim pretendem fazer ‘perder
seu caráter fantástico’ “(op. cit., p. 3).
Citando
um pensamento de PAPUS, o erudito GUÉNON ironiza o Espiritismo, diz ele:
“Por
um lado, PAPUS descreveu o seguinte: ‘O que o espiritista chama um espírito, um
eu, é chamado pelo ocultista um elemental, um cascão astral’.” Prossegue GUÉNON, ironicamente: “(...) Não
podemos crer na boa fé de tal assimilação, inaceitável para os espiritistas.”.
Ora,
esse jogo-de-palavras, correlacionando o Espiritismo com o ocultismo e o
teosofismo para concluir-se que os “Espíritos” que acodem às sessões mediúnicas
seriam SEMPRE de classe inferior (“cascões astrais”) e, por isso, “perigosos”,
nada têm de interpretação correta do Espiritismo e é bater na mesma tecla dos
contraditores aos que KARDEC já respondeu...
MISTICISMO E
MAGIA
Acreditamos
que o misticismo e a magia da filosofia orientalista foram importantes no
passado, para evolução espiritual da Humanidade, mas hoje, parece-nos um retrocesso
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Os Espíritos são almas dos
homens que viveram encarnados – esta tese não é só de KARDEC, foram os
Espíritos desencarnados que disseram isso em várias partes do mundo,
unissonamente... RENÉ GUÉNON discorda disso, atribuindo tais fenômenos, ditos
espíritas, à fraude e ao animismo e sua explicação para fenômenos mais “transcendentes”
estaria não no perispírito mas no “ESTADO SUTIL” – ou seja, “com o
qual devem relacionar-se não só as ‘materializações’, senão todas as demais
manifestações que implicam qualquer tipo de ‘exteriorização’.”. A tese
dele, como não poderia deixar de ser é da tradicional Doutrina indiana...
Enfim, não iremos discutir, aqui, as
teses do Taoísmo, em primeiro lugar porque não temos capacidade para tal
discussão e em segundo, porque acreditamos que o misticismo e a magia da
filosofia orientalista foram importantes no passado, para evolução espiritual
da Humanidade, mas hoje, parece-nos um retrocesso... Porém, como dissemos, não
pretendemos fazer uma crítica às doutrinas místicas e esotéricas, pretendemos
mostrar que os “erros espíritas” apontados por RENÉ GUÉNON com uma filosofia
predominantemente taoísta e com uma competência admirável servem-nos para demonstrar
que os espíritas precisam estudar Kardec, pois, se assim não acontecer, se
continuarem fazendo SINCRETISMOS dentro do Espiritismo, homens cultos como RENÉ
GUÉNON poderão destruir seus castelos de areia, construídos sem nenhuma base...
O ESPIRITISMO É FILOSOFIA
MAS NÃO É UMA TEORIA
Toda a análise de RENÉ GUÉNON peca, a nosso ver, em
primeiro lugar, por não citar KARDEC, que aliás, foi o criador dos termos Espiritismo,
espírita e espiritista, embora, ele no final dê a entender que
está se referindo ao “neo-espiritualismo”... Peca por criticar as bases
dos fenômenos espíritas, especialmente aqueles que envolvem fenômenos
físicos (bilocação, materialização, etc.) como se fossem “teorias”. Ora,
KARDEC e os Espíritos Superiores criticaram, com veemência o espírito de
“sistemas”. O Espiritismo não é uma teoria científico-natural. Confunde-se
Filosofia com Teoria, com Ciência empírica. E esta confusão não a estamos
imputando a RENÉ GUÉNON; são muitos dos
profitentes do Espiritismo que o tratam com “cientificidade”, como se
fosse uma teoria e, do ponto de vista moral, este aspecto se torna ainda
mais grave, pois uma “teoria” moral redunda em DOGMATISMO... É, a nosso ver o
que está acontecendo com o Espiritismo no Brasil em relação, por exemplo, à
figura de JESUS, que pouco difere da visão dos católicos. Dogmatismo!... Se o Espiritismo
fosse uma TEORIA, ao longo dos anos se esboroaria, como toda teoria... A
propósito, disse o nosso mestre da Psiquiatria brasileira, prof. A. L. NOBRE DE
MELO, que não era espírita:
“Que a Ciência não exclui a Filosofia – eis a ilação a
que induzem, acertadamente, essas considerações, e que bem define a tendência,
tida por dominante e característica dos tempos atuais. Negá-lo era apanágio do
cientificismo do século XIX, que imaginava então poder a ciência repudiar,
impunemente a filosofia, sem atentar em que, com isso, cedo ou tarde voltaria a
ser, por ela, forçosamente, reabsorvida e dominada. Ao invés de querer renegar
a Filosofia, a Ciência moderna busca deliberadamente amparar-se no pensamento
filosófico, reconhecendo a validez geral de suas fundamentações e o precioso
concurso dos seus ensinamentos, para a penetração e captação transfenomenal da
realidade.” (p. 47, vol I, Psicologia Geral e Psicopatologia – PSIQUIATRIA,
A .L. NOBRE DE MELO. Civilização Brasileira / MEC, 1979, Rio de Janeiro).
A Ciência Espírita é metodologicamente diferente das
Ciências Naturais e não se funda em pressupostos “teóricos”, as
eventuais conseqüências teóricas são extraídas da OBSERVAÇÃO DOS FATOS e do
caráter de REVELAÇÃO que ela possui. Nisto, muitos confrades também confundem a
coisa: dizem que KARDEC previu a evolução da Doutrina, como se esta fosse uma
“teoria”, que ao longo dos anos tivesse de ser reformulada, como acontece com
todas as teorias!... Ora, a Doutrina evoluirá quando tivermos um corpo de novas
REVELAÇÕES, verdadeiras, racionais, CONCORDANTES e não será com livrinhos de
mensagens melífluas, pseudo-evangélicas, nem com repetições de fatos
científicos, às vezes distorcidos ou arrevesados, que estamos cansados de
conhecer, que o Espiritismo evoluirá...
Percebendo a evolução crescente do chamado
NEO-ESPIRITUALISMO, o ilustrado RENÉ GUÉNON escreveu contra ele, como dissemos,
com muitas coisas verdadeiras... Ele conclui desaconselhando as práticas
espíritas, porque, em última instância, ela propiciaria uma prática “demoníaca”
(ele acaba admitindo a existência dos “demônios”), pois seria uma prática “sem
transcendência”, meramente terrena... Diz ele no final:
“Estamos convencidos de que estas explicações, tal
como são, já vão muito mais longe que qualquer outra coisa que se possa
encontrar em outro lugar sobre o mesmo tema; porém, queremos advertir
expressamente que não podem ser de nenhuma utilidade para alguém que quisesse
embarcar em experimentos neste campo ou tratasse de dar-se a qualquer tipo de prática.
Estas coisas, longe de ter de ser favorecidas de algum modo, NUNCA SERÃO
DESACONSELHADAS ENERGICAMENTE O BASTANTE.” – grifo nosso (op. cit.,
p. 14).
Concluindo, podemos deduzir que RENÉ GUÉNON só admite que
os fenômenos espíritas sejam enfrentados depois de uma “iniciação”... Se a
iniciação fosse somente estudo, nós concordaríamos com ele; mas, na realidade a
“iniciação” implica em uma série de RITUAIS e MISTICISMOS, que o Espiritismo
verdadeiro repudia... Em nosso modo de entender as coisas, o AUTOCONHECIMENTO é
muito importante e o CONHECE-TE A TI MESMO socrático foi o início promissor da
“visão de mundo”, verdadeiramente ANTROPOLÓGICA, e não “antropomórfica”
como ele acusa a Sociedade ocidental; isto é, compreender o Homem como “medida
de todas as coisas”, deixando para trás aquelas filosofias cosmogênicas
e animistas da Antigüidade, sem abdicarmos, é claro, da ação de DEUS,
como a INTELIGÊNCIA SUPREMA, CAUSA PRIMÁRIA DE TODAS AS COISAS.

Rio Ganges, na Índia, considerado sagrado e envolto em misticismo e na prática vê-se
muita pobreza e pouca coisa “transcendente”
Não nos parece que os
iniciados das civilizações orientais, voltados para o AUTOCONHECIMENTO e para a
vida contemplativa tenham supremacia sobre o Ocidente, nem não nos parece que a
QUALIDADE DE VIDA desses povos seja superior à nossa... O culto a animais
“sagrados”, a admissão da METEMPSICOSE (reencarnação de espíritos em animais) e
de espíritos animais em nós, parece-nos um retrocesso e, inclusive, uma
contradição com o princípio espírita da NÃO RETROGRADAÇÃO DO ESPÍRITO,
princípio este verdadeiro, tanto do ponto de vista da REVELAÇÃO concordante,
quanto do ponto de vista da RAZÃO e da OBSERVAÇÃO DOS FATOS HISTORICAMENTE.
O
retrocesso implícito no conceito da sacralização dos animais não é só doutrinário,
ele acaba conduzindo o povo a uma série de doenças físicas pelo contato, promíscuo,
com animais em plena rua como acontece ainda hoje, em pleno século 21, na Índia,
com sua conhecida pobreza e ignorância e com seus conhecidos banhos místicos no
rio Ganges, anti-higiênicos...
NECESSIDADE DA
EVOCAÇÃO DOS ESPÍRITOS – O “CÓDIGO” DE ERASTO
“NOTA. Calculando
aproximadamente a duração dos trabalhos que ainda tenho
de realizar e levando em conta o tempo da minha ausência
e os anos da infância e da juventude até a idade em
que um homem pode desempenhar no mundo um papel, a minha
volta deverá ser forçosamente no fim deste
século ou no princípio do outro.” (ALLAN KARDEC. 10 de junho/1860.
“Minha volta”, in
OBRAS PÓSTUMAS, FEB, Rio, 13 ed., p. 300).
Como vimos, RENÉ GUÉNON
condenava as práticas “espíritas”, NEO-ESPIRITUALISTAS, colocando-as
implicitamente como práticas DEMONÍACAS e, por isto, “perigosas”... MOISÉS, da
Bíblia, condenava a “evocação dos mortos”, admitindo, portanto, a sua
possibilidade... EMMANUEL, supostamente Guia espiritual de CHICO XAVIER, não
recomendava a evocação de Espíritos e o próprio CHICO disse que “o telefone
toca de lá pra cá e não daqui pra lá”...
Enfim, condena-se a evocação dos Espíritos – instrumento
importante de pesquisa na esfera mediúnica... Já escrevemos o bastante sobre a
necessidade da evocação dos Espíritos, séria e conscienciosa, mas tais
proibições agem inibindo, inconscientemente, as pessoas; não obstante, há
situações em que ela é extremamente útil e KARDEC deixa muito claro isto em
quase toda a sua obra, especialmente em O LIVRO DOS MÉDIUNS (OLM) – maior
Tratado até hoje escrito sobre mediunidade.
Recentemente,
recebemos de presente do autor, o livro do confrade ERASTO DE CARVALHO PRESTES,
intitulado SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO, MEU PAI, MEU MESTRE. Trata-se de
uma biografia muito bem feita e que, aparentemente, nada traz de importante do
ponto de vista espírita... Encaminhamos nosso comentário sobre o livro ao prof.
ERASTO, comentário este que ele se dispôs a publicar em seu mensário O FRANCO
PALADINO e no site www.ofrancopaladino.pro.br
. Por acreditarmos na necessidade da evocação de Espíritos, que é
doutrinariamente correto, gostaríamos de transcrever aqui o nosso depoimento
sobre o livro, que encaminhamos ao companheiro anti-roustainguista:
O “CÓDIGO” de ERASTO
“SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO, MEU PAI, MEU MESTRE
Mais um livro
da lavra do prof. ERASTO DE CARVALHO PRESTES – grande lutador pela pureza
doutrinária do Espiritismo e combativo anti-roustainguista, intitulado SEVERINO
DE FREITAS PRESTES FILHO, MEU PAI, MEU MESTRE.
Não sabemos o que elogiar mais no excelente livro, se a
clareza expositiva do exímio historiador ou se a dignidade de um filho amoroso,
que vê no pai um grande homem.
O
prof. ERASTO mostra-se reconhecido pelo excelente caráter adquirido, moldado
por uma disciplina austera, porém, muito caridosa de um militar que galgou
todos os postos, mesmo não estando vocacionado para a carreira imposta por
circunstâncias familiares, mas que a desempenhou muito honrosamente. Não
obstante, esse militar chamado SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO era um homem
caridoso verdadeiramente, pois PRATICAVA a caridade bem compreendida,
aquela caridade aconselhada pelo Mestre JESUS, bem diferente dos antigos e dos
novos fariseus; além disso, era possuidor de um intelecto verdadeiramente
invejável, admirável mesmo!
Assim,
SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO preencheu todo o perfil indispensável a um
líder maior do Espiritismo, mas tal liderança só poderá ser confirmada através
da CONCORDÂNCIA UNIVERSAL da Espiritualidade Maior, ou, quem sabe, com a
abertura de um “caixote azul “ que ele deixou para a posteridade.
Este
livro do prof. ERASTO nem precisaria terminar com uma belíssima “MENSAGEM DE
SAUDADE”, que vale como uma prece, pois o livro inteiro traduz uma louvação ao
seu Mestre ou, quem sabe, ao nosso mestre no Espiritismo.
O
“Código DA VINCI” nos remete a MARIA MADALENA e o “Código” de ERASTO nos
remeterá a AMÉLIE BOUDET ou a algo
relacionado?... Por exemplo, a NALLA DECKAR? Não é impossível!...
Parabéns prof.
ERASTO DE CARVALHO PRESTES pelo belíssimo livro, escrito com muita elegância,
sensibilidade e amor.
Rio
de janeiro, 05 de maio de 2005. Iso Jorge Teixeira.
No mesmo dia, ele nos respondeu:
“Meu querido Amigo Iso Jorge.
Estou
aqui em prantos de tanta emoção; sim, emoção que você me causou com sua
maravilhosa mensagem de apreciação do livro biográfico que escrevi e publiquei,
falando da vida do meu querido e saudoso pai e mestre, Severino de Freitas
Prestes Filho. Seu parecer sobre minha obra é simplesmente ADMIRÁVEL, diria
melhor: SUBLIME.
Papai
sempre dizia que uma equipe valorosa de grandes confrades iria aparecer um dia
para ajudá-lo a cumprir a missão gloriosa que lhe fora
confiada pelos Amigos Espirituais. E agora tenho certeza absoluta de que um
deles é o senhor.
Quanto
ao "caixote azul" que ele deixou para a posteridade: repito o que lhe
disse ontem pelo telefone: ele existe, sim, e dentro dele está o que papai
escreveu durante quase vinte anos (de 1960 a 1979). E, se, na verdade, o que
ele escreveu não foi lançado ao público enquanto ele ainda era vivo, é porque
cairia num deserto e não frutificaria jamais; o terreno, dominado pelo
jesuitismo, pelo roustainguismo, pelo misticismo que caracterizam muito bem a
erradamente chamada "Pátria do Evangelho" não era propício; era
estéril.
Como
sabe, querido Amigo, Allan Kardec sempre dizia que "tudo vem ao seu
tempo". Papai também vivia dizendo isto, quando era questionado por
nós sobre o aparecimento do seu livro. Tudo está se encaminhando para que isto
aconteça em breve. E devo repetir o que lhe disse ontem: de minha parte,
ou seja, se o livro que papai escreveu estivesse em meu poder, eu já o teria
publicado há muito tempo. Mas, infelizmente, não está e meus irmãos, responsáveis
por sua guarda, não permitem, de modo nenhum, que esse "caixote azul"
seja aberto, para que nós leiamos o que papai escreveu e deixou para a
posteridade. Neste ponto são teimosos e turrões. Estou, inclusive, de relações
cortadas com eles, porque não concordo com essa teimosia. Afinal, papai deixou
5 filhos e nenhum de nós pode se arvorar em único herdeiro do que ele deixou. O
que ele deixou é dos filhos e só um Conselho de Família pode decidir o que
fazer com esse bem precioso que ficou na terra. Alguma coisa tem que ser feita.
Estou, inclusive, disposto a recorrer à Justiça para fazer valer o meu direito.
De
minha parte, devo adiantar que só nos cabe publicar aquilo que papai deixou
escrito. Essa é a minha opinião e não abro mão disso.
Agora, para ser franco, acho que a coisa
está se encaminhando bem, sob a direção da Espiritualidade Maior. E o seu
depoimento, que me trouxe tanta emoção, tanta alegria e muita felicidade, é uma
prova disso.
Meu querido Amigo, muito obrigado por
tudo que você disse no seu maravilhoso parecer. MUITO OBRIGADO MESMO.
Um
grande abraço e votos de muitas felicidades.
ERASTO, O PEQUENO.
P.S. - Seu artigo -
“O Código de ERASTO” - vai ser a chave de ouro com que vou
encerrar o meu Boletim "O FRANCO PALADINO" do próximo mês de
junho.
Estou providenciando muitas cópias
xerox do mesmo para distribuir entre os confrades, que receberam meu livro,
mas, ao contrário do senhor, não deram a mínima importância; nem ao menos
acusaram o seu recebimento.
QUE OS ESPÍRITAS SE MANIFESTEM PARA
DESVENDARMOS O “CÓDIGO” DE ERASTO
Após a nossa pergunta se o confrade
ERASTO permitiria colocar o texto, acima, na íntegra, neste artigo, disse-nos
ele em mail de 09 de maio/2005:
“Querido amigo e confrade Iso Jorge.
Li com muita atenção todo o
maravilhoso artigo que me enviou, comentando, com muita autoridade e
competência, o "erro espírita" cometido por esse sr. René Guénon,
cujo livro não conheço, mas gostaria de conhecer (onde poderei encontrá-lo?).
Quanto ao que lhe disse no e-mail
que lhe enviei como resposta ao que o sr. me mandou, (que, inclusive, já está
no meu "O FRANCO PALADINO" de junho, que será distribuído no final
deste mês e colocado no meu site), não vejo nada demais em que transcreva na
íntegra, sim, repito, NA ÍNTEGRA, tudo que lhe disse, pois é a expressão da
verdade.
Só gostaria é que colocasse também
este veemente apelo que faço à comunidade espírita brasileira:
“VEEMENTE APELO DE UM FILHO
SAUDOSO”
"Companheiros de ideal
espírita, por favor, POR CARIDADE, evoquem o Espírito de meu querido e saudoso
pai, Severino de Freitas Prestes Filho, para que nos diga a última
palavra sobre seu livro; sim, livro que levou anos escrevendo, por determinação
do Alto, como sempre nos dizia. Mas que, infelizmente, ainda
continua inédito, não por culpa minha, mas de meus irmãos, que vivem
dizendo que estão aguardando uma palavra do Espírito do papai, para
decidir o que fazer com os originais desse trabalho maravilhoso que ele nos
deixou. Sim, meus queridos amigos e confrades, esqueçam o que disse Emmanuel em
"O Consolador" ("Não aconselho a evocação em hipótese nenhuma")
e também seu dócil instrumento, o Chico, em entrevista à imprensa ("O
telefone só toca de lá para cá"), EVOQUEM o Espírito do meu pai, pois
a evocação dos Espíritos é o melhor instrumento de pesquisa da Ciência
Espírita e era da preferência do Codificador, como ficou claro no Livro dos
Médiuns (cap. XXV) Humildemente, eu peço: - Por favor, EVOQUEM o Espírito
de meu pai, Severino de Freitas Prestes Filho; façam-lhe várias perguntas e
gravem suas respostas. Ele os atenderá, tenho certeza absoluta.
E muito obrigado pela atenção que
dispensarem a este meu veemente apelo.
Que Deus os abençoe e o Espírito de
Verdade os proteja e oriente.”
Niterói, 9 de maio de 2005
Erasto de Carvalho Prestes,
Discípulo de A. Kardec
Os livros de RENÉ GUÉNON, como dissemos, podem ser
encontrados no site já referido pelo nosso confrade MABBO, graças ao primoroso
trabalho de LUIZ PONTUAL, a este os nossos parabéns e a nossa admiração...
Tanto
RENÉ GUÉNON quanto SEVERINO DE FREITAS PRESTES FILHO possuíram um perfil que
bem poderia ser o de KARDEC reencarnado (nasceram no final do século 19, eram
poliglotas, muito inteligentes e moralizados)... Por que não evocamos estes
Espíritos, com muita seriedade e cheguemos à conclusão de que KARDEC já tenha
reencarnado ou não?...
Quem tiver dúvidas sobre a maneira de EVOCAR Espíritos,
releia com atenção os Capítulos 25 e 26 de O LIVRO DOS MÉDIUNS de ALLAN KARDEC
e o que o confrade ERASTO – um homem muito sério - nos propõe não é mera
curiosidade e, sim, algo instrutivo e realmente TRANSCENDENTE. Se as
“proibições” da evocação de Espíritos falarem mais alto ante uma SUPERSTIÇÃO
absurda, isto não impediria que cada um dos que receberam o livro do prof.
ERASTO, graciosamente, manifestem-se sobre ele e respondam a duas perguntas
que, a nosso ver, se impõem:
“¾ O SR. (ou
SRA.) É A FAVOR OU CONTRA QUE SE ABRA O “CAIXOTE AZUL” DEIXADO POR SEVERINO DE
FREITAS PRESTES FILHO E SE PUBLIQUE O MATERIAL QUE SE ENCONTRA EM SEU INTERIOR?
POR QUE?...
Se há algo “diabólico” na questão das evocações é
justamente a sua proibição, que atende a interesses escusos de muita gente e de
algumas Instituições espíritas, que, ao
dizerem que pouco interessa ao ESPIRITISMO quem foi ALLAN KARDEC reencarnado,
demonstram o subterfúgio de não
desejarem que suas eventuais convicções se desmoronem ante à realidade dos
fatos ou que seu prestígio seja abalado pelas novas eventuais revelações.
A evocação não é
uma técnica difícil nem perigosa, até porque como espíritas não acreditamos em
“DIABO”, “transcendente”, no estilo preconizado por RENÉ GUÉNON, mas que
“diabos” existem, existem!...He he he...
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