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Dr. Iso Jorge Teixeira*
Isojorge@globo.com

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Giovanni Bellini - Madonna
con il Bambino e le Sante Caterina e
Maddalena (1500) - Venezia, Gallerie dell'Accademia ou A Virgem
com o Menino e Duas Santas (1490) – Museu do Prado
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TICIANO Vacellio.
Santa Maria Madalena (1530-1535)
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No dia 13 de abril/2005 o Coordenador e Webmaster do
Portal PANORAMA ESPÍRITA escreveu-nos:
“Dr. Iso,
Fique à vontade
para responder diretamente ao internauta. Segue e-mail recebido abaixo. Um
abraço, JÚNIO ALVES.” :
“- Caro amigo e
confrade Iso Jorge, leio com freqüência seus artigos e suas explicações sobre
os mais variados assuntos à luz de nossa magnífica Doutrina, e creio que o Sr.
é dotado de um grande conhecimento dentro da mesma, por isso gostaria de poder
contar com seus conhecimentos sobre um
assunto que venho lendo, e que tem me despertado imenso interesse, a título de
pesquisas, e que de certa forma, acredito que possa me ajudar com meu trabalho.
O fato é que estou lendo o famoso livro de Dan Brown (O CÓDIGO DA VINCI),
por sinal muito bom mesmo, e não sei se o Sr. já teve a oportunidade de ler,
mas trata de um assunto que sempre esteve em pauta, porém, com outros focos,
que é o famoso Priorado de Sião e o Santo Graal, sei que se trata de uma obra
de ficção, porém, como o próprio autor
faz questão de deixar claro no prefácio (TODAS AS DESCRIÇÕES DE OBRA DE
ARTE, ARQUITETURA, DOCUMENTOS E RITUAIS SECRETOS NESSE ROMANCE CORRESPONDEM
RIGOROSAMENTE À REALIDADE). Fiquei um
tanto quanto curioso e gostaria de saber um pouco mais sobre o assunto, sobre
uma ótica mais voltada para minhas convicções, ou seja, dentro da Doutrina
Espírita. Certo de poder contar com suas maravilhosas explanações, desde já lhe
sou muito grato e aproveito a oportunidade para lhe parabenizar pelo belo
trabalho que vem realizando. Perdão pelo extenso texto, mas procurei ser o mais
breve possível para me fazer entender. Abraços fraternos e que Jesus nos
ilumine hoje e sempre.”
CRISTIANO F. CAIXETA - Patos
de Minas – MG
Imediatamente,
respondemos preliminarmente ao confrade CRISTIANO, nos seguintes termos:
“Infelizmente, AINDA não li o livro O CÓDIGO DA VINCI, um
bestseller mundial; digo "ainda",
porque fatalmente terei
de lê-lo, e o seu e-mail
apressará esta leitura, não há a menor dúvida. Por isso não posso lhe dar uma
resposta circunstanciada sobre ele. Mas prometo que escreverei um artigo sobre
o assunto e enviá-lo-ei ao PANORAMA ESPÍRITA para publicação, por isso
aguarde...
Pelo que sei, navegando na Internet, o livro é muito
bom, mistura ficção com realidade; mas parece-me que a proposta seria a mesma
de dois outros livros publicados sobre o assunto: “O SANTO GRAAL E A LINHAGEM
SAGRADA” e “A HERANÇA MESSIÂNICA”, ambos dos autores MICHEL BAIGENT, RICHARD
LEIGH e HENRY LINCOLN; mais tais livros não são de "ficção” não, são de pesquisa,
mesmo! Li ambos os livros e me pareceram convincentes e O CÓDIGO DA VINCI
parece ser um arremedo destes dois livros, e escrito de maneira muito melhor,
misturando ficção com realidade.
Parece-me que também o Espiritismo está precisando de
menos ficção em relação à figura de JESUS, que é um Espírito Superior, mas não
é DEUS.
Como o confrade já percebeu, irá me levar a ser
veementemente criticado pelos “espíritas” fanáticos, quando escrevermos
esse artigo, he he he.
Bem, amanhã mesmo comprarei O CÓDIGO DA VINCI. Seja o
que DEUS quiser... Um grande abraço e muita PAZ!”
No dia seguinte compramos o livro, mas, apesar de
tê-lo comprado e o termos lido, ainda não escrevemos o artigo prometido ao
confrade, mas, promessa é dívida e o faremos, oportunamente...
Bem,
estamos citando essa mensagem do confrade CRISTIANO, porque o livro de DAN
BROWN pode ser analisado sob várias vertentes e, uma delas, é o elogio à figura
da mulher; neste sentido é que o citamos aqui, para prestar a nossa homenagem
ao “sagrado feminino”, ao “Santo Graal”, pois, no dizer de uma personagem do
livro – MARIE CHAUVEL – : “ESTAMOS COMEÇANDO A SENTIR A NECESSIDADE DE
RESTAURAR O SAGRADO FEMININO”... Leiamos um
trecho do diálogo de ROBERT LANGDON, personagem principal do livro, com
MARIE CHAUVEL:
“¾ Mas, se os documentos Sangreal continuarem
escondidos, a história de Maria Madalena estará perdida para sempre – disse
Langdon.
¾ Será? Olhe ao seu redor. A história dela está sendo
contada na arte, na música e nos livros. Cada vez mais a cada dia. O pêndulo
está oscilando. Estamos começando a perceber os perigos de nossa história... e
de nossos caminhos destrutivos. ESTAMOS
COMEÇANDO A SENTIR A NECESSIDADE DE RESTAURAR O SAGRADO FEMININO. – Ela fez
uma pausa. ¾ Mencionou que está escrevendo um
livro sobre os símbolos do sagrado feminino, não é?” – o grifo é nosso - (op. cit., Edit. Sextante, Rio
de Janeiro, 2004, p. 414).
Vamos,
então, à nossa homenagem às Mães, àquelas que desempenham bem a bênção da
Maternidade:
No dia 25 de
abril/2005, escreve-nos uma de nossas leitoras que nos indagara sobre a
problemática de seu filho, que propiciou o nosso artigo neste Portal,
intitulado CRIANÇA IMPULSIVA E AGRESSIVA:
“Sr Iso, Mais
uma vez o seu artigo se destaca pela solidez científica e coerência com a
doutrina espírita.
Confesso
que fiquei emocionada e isto me motivou a procurar um neurologista para
discutirmos o assunto.
Estou pensando
em levá-lo primeiramente em um médico homeopata, pois tenho feito um tratamento
para labirintite e tenho tido bons resultados que até então não vinha
conseguindo na medicina tradicional.
Se
não for um médico homeopata certamente será um neurologista espírita. Não
conheço nenhum profissional aqui em Belo Horizonte, se o Sr. conhecer algum
colega e puder me indicar será de grande ajuda.
Há
algum tempo procuro ser atendida por médicos que sejam espíritas, pois
acredito que quando
se absorve a
doutrina na sua
essência fica difícil
seguir parâmetros que não sejam coerentes com o que se estuda, principalmente
se o Espiritismo torna-se seu caminho, sua base de vida.
Assim
que tiver um andamento do caso do meu filho entro em contato.
Obrigada pelo
carinho e atenção! Muita paz!!”
CRISTINA –
Contagem – MG
No
mesmo dia 25 de abril, escreveu-nos a outra mãe, que propiciara nosso artigo no
JE, também referida em “CRIANÇA
IMPULSIVA E AGRESSIVA”:
“Sou
uma carioca de 50 anos que vive há 20 em Lorena SP. Estou de Presidente
de uma Casa Espírita há 6 anos e sempre preciso de estudos e orientações
tão boas quanto as suas e do Sr. Imbassahy. Até me desinteressei do JE
depois que vcs. saíram.
Quanto
ao meu filho de 28 anos, que tem uma esquizoidia leve, já se tratou c/ um
psiquiatra daqui, tomou antidepressivos e há alguns anos está bem, sem
medicação. O Sr. se lembra de ter enviado pra mim artigos de déficit de
atenção?
Realmente, se a Medicina
tivesse tão adiantada há 28 anos atrás eu teria beneficiado mais meu filho com
a medicação específica. Mas nós impedimos que ele evoluísse para
uma esquizofrenia. Depois do tratamento ele prestou um concurso e passou
para trabalhar no PSF de uma cidadezinha próxima de nós e já vai fazer 3 anos
lá. Ele sempre exige uma atenção mais especial nossa, pois é meio desenturmado
socialmente, e agora está com uns sintomas leves de pânico, nada que não se
possa controlar.
Mas
eu fico sempre muito agradecida pelo seu interesse na ocasião e vamos continuar
sempre lutando para sermos instrumentos de Deus neste nosso orbe
tão necessitado de tudo.
Abraços,
ZILÁ ABREU – Lorena - SP
E ainda no dia 25 de abril
escreve-nos uma fiel leitora:
“Meu caríssimo amigo Iso Jorge !
Eu já disse, e torno a dizer,
quanto mais leio os seus artigos, mais eu quero ler.
Qual não foi a minha surpresa, ao
ler o artigo: “Criança impulsiva e agressiva”, e constatei que o meu
filho que hoje não é mais uma criança , e sim um adulto de 21 anos com os
mesmos problemas.
Quando pequeno tinha as mesmas
características citadas no artigo, fui chamada na escola várias vezes, levei-o
para tratamento com psicóloga, ao neurologista , mas nunca me deram
diagnóstico, ele nunca tomou nenhum remédio, sempre me diziam que ele era
‘normal’, que era comum as crianças serem dispersivas, não se concentrando em
nada, foi uma época muito difícil para mim , e para ele também.
Hoje ele tem 21 anos, não terminou
o colegial (de nossa época) hoje é chamado de fundamental, nunca gostou de
estudar, pagamos um curso de computação onde conseguiu terminar com muito
custo, mas também não gosta da área de computação.
É extremamente impulsivo, mas não
é agressivo, fala muito rápido, às vezes
gagueja, é ansioso, rói as unhas , e quando é colocado limites , ele não gosta,
não gosta de ser direcionado em nada, não tem muita responsabilidade. Já teve 3 empregos e não consegue assumir as responsabilidades, nem
regras que são impostas pelas firmas. Chegava atrasado, não podia sair
de casa com uniforme da empresa, mas ele saía, foi advertido várias vezes, até
que foi despedido, trabalhou na área de telemarketing, mas não conseguiu ir em
frente , porque não gostava de ficar sentado o tempo todo, ele não consegue
ficar parado muito tempo, já tentei várias vezes levá-lo ao Centro para
tratamento de passes , mas ele não vai, tem períodos de insônia.
Hoje ele se encontra desempregado,
auto-estima baixa, não quer saber de terminar os estudos, e eu me encontro
extremamente preocupada com o seu futuro, sofro demais de ver meu filho , um
menino bonito, alto, de olhos verdes, corpo de atleta, assim desse jeito, sem
nenhuma perspectiva de vida. O que me
fortalece é a Doutrina Espírita, pois eu digo uma coisa para o senhor, se não
fosse a Doutrina , com certeza eu não
sei onde eu
estaria nesse momento, e também
por ele ser um filho extremamente amoroso, ele me beija o tempo todo, é muito
brincalhão, tem um coração de ouro é muito sensível , mas quando é contrariado
fica agressivo no tom de voz, fala alto, grita. Outro dia
eu disse a ele, porque você faz assim
comigo ? E ele me respondeu: ¾ É porque em outra
vida você falhou comigo. Então pedi que ele me perdoasse, mas que agora eu
estava tentando acertar, e para que ele também tentasse acertar nesta vida.
Sabe, Iso, eu tenho uma filha de
18 anos que não me dá um pingo de trabalho, é amorosa, carinhosa,
responsável, oposto dele, amo os dois de maneira diferente , sendo que ele
é muito mais ligado a mim, e eu a ele, sinto que ele me ama muito, a sua
afinidade maior é comigo.
Bem acho que já falei demais, acho
que dividi o meu problema com você, desabafei um pouco... Mais uma vez quero
agradecer pela sua atenção!
Receba minhas vibrações de muita
paz
MARTA – São Paulo – SP
Aí estão três comentários significativos sobre nosso
texto publicado, recentemente, neste Portal. Três mães dedicadas aos seus
filhos, que procuram incessantemente a felicidade deles; mães que, muitas
vezes, não receberam a orientação adequada, como parece ter sido o caso da Sra.
MARTA, porque, como disséramos, em nosso artigo - o THDA (Transtorno Hiperativo
e de Déficit da Atenção) é um problema eminentemente FÍSICO; infelizmente, o
neurologista deixou passar uma oportunidade de ajuda efetiva... Talvez, o uso
de medicação, MESMO AGORA, estando ele com 21 anos, parece-me que será útil,
obviamente, falamos em tese.
Quanto ao caso do filho da Sra. CRISTINA, de
Contagem, creio ser mais acertada a última decisão dela, não obstante um
psiquiatra espírita fosse a melhor opção, porém, infelizmente, não conhecemos
nenhum neurologista ou psiquiatra espírita em CONTAGEM para indicação a ela...
Finalmente, o caso do filho da Sra. ZILÁ ABREU, de
Lorena, demonstra o quanto é importante, não só o tratamento medicamentoso
quanto o apoio sempre presente da mãe ZILÁ, acrescido de ser uma estudiosa do
Espiritismo e até é, atualmente, Presidente de um Centro Espírita, como ela
informou-nos agora... Lembro-me bem da troca de mails que fizemos há 5 anos
atrás, só não me lembrava do seu nome real, que ela já nos reenviou,
recentemente. Lembro-me bem da sua assiduidade na leitura de nossos textos na
Coluna SAÚDE MENTAL e do prof. IMBASSAHY na Coluna QUAL É A DÚVIDA, do jornal
espírita – JE - (órgão da FEESP)... A politicagem feespeana “assassinou” o JE
e os responsáveis por este “crime” doloso já foram parcialmente punidos,
graças à coragem e à determinação de duas mulheres: SÍLVIA PUGLIA e SOLANGE
KORBAGE, atualmente, Presidente e Vice-Presidente da FEESP, respectivamente...
A MÃE ESPÍRITA
A bênção da Maternidade é uma tarefa que exige
dedicação contínua, pois a CRIANÇA é um Espírito que vem à Terra, muitas vezes
para resgaste e provas e a Maternidade foi a maneira que a Providência Divina
encontrou, digamos assim, para ajudar no desenvolvimento de outro(s)
Espírito(s).
Hoje, tal tarefa modificou-se muito, pois a mulher vem,
progressivamente, adquirindo direitos que lhe eram negados no passado... Por
que eram negados tais direitos? Por vários motivos, que tentaremos expor,
resumidamente, a seguir...
O “PECADO ORIGINAL” E A “ALMA DA MULHER”. A GÊNESIS bíblica instituiu a inferioridade da mulher
em relação ao homem. A mulher, simbolicamente, proveio da costela de um homem e
por tê-lo instigado e participado do
primeiro pecado, ao comerem o “fruto proibido”, ela foi estigmatizada como
inferior e, ainda como agravante, devia “parir com dor” (cf. já discorremos em
nosso artigo sobre “parto sem dor”) - estes foram os seus “castigos”...
Principalmente no Oriente, a mulher ficou na condição de inferioridade e com o
Cristianismo tal situação continuou, embora, paulatinamente, essa condição vem
mudando drasticamente.
A MULHER NA IGREJA
PRIMITIVA
“A mulher, como um todo, e o homem, da cintura para
baixo, eram criações do demônio” – Ricardo Cavalcanti
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Como
disse RICARDO CAVALCANTI: “A mulher, como um todo, e o homem, da cintura
para baixo, eram criações do demônio. A mulher quase não teve lugar na Igreja
primitiva. São Jerônimo chamou-as de "cataplasmas da luxúria" e no
Concílio de Mâcon, no ano 585, a proposição de que a mulher não possuía alma
foi levantada. É claro que esta proposta perdeu, mas a vitória não foi
das mais convincentes: ganhou apenas por um voto...” (cf. “A História Natural do Amor”. Ricardo Cavalcanti.
Internet).
Por
que esta proposta de supor que a mulher não tivesse alma? Por que a condição de
aviltamento da mulher chegou a esse ponto?
Supunha-se que a humanidade sendo criada por DEUS, homens
e mulheres, haveria uma “alma masculina” e a mulher sendo uma espécie de
apêndice do homem (criada da costela deste) não teria alma. A situação chegou a
tal ponto que várias frases preconceituosas foram ditas em relação à mulher,
inclusive por homens célebres. Assim, segundo o eminente causídico de Direito
de Família e professor da matéria, SEGISMUNDO GONTIJO:
“Aristóteles
considerou que quando a natureza erra na fabricação de um homem sai uma mulher;
Petrônio ironizou, insinuando que aquele para quem uma mulher não é castigo
suficiente, merece várias; Weininger duvidou que a mulher tivesse alma, o que
foi objeto de controvérsia no Concílio de Mâcon. Não sem razão, Maurice Donnay
alertou que todos os homens batem nas mulheres: os do povo, com os punhos; os
burgueses com as leis. Uma coisa e outra fazem com que esta monografia previna,
adiante, quanto à realidade de uma nova mulher que carrega no seu inconsciente
individual o coletivo de mágoa e de revolta contra sua discriminação e
subordinação milenares. Uma nova mulher que vem ocupando, velozmente, todos os
espaços sem mais precisar dos homens sequer para a procriação, agora possível
pela inseminação artificial.” ( A NOVA MULHER – Monografia sobre FAMÍLIA
E ENTIDADE FAMILIAR, aos 13/04/95, na 5ª
Semana de Altos Estudos
Jurídicos, em Manaus, promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros,
através da sua Escola Superior da Magistratura).
Enfim, a mulher
seria meramente “instrumento de prazer” - não o sabemos quem foi o autor desta
expressão em relação à mulher, mas sabemos que ela não é nova. A esse respeito
KARDEC escreveu um interessante artigo intitulado “AS MULHERES TÊM ALMA?”
(REVISTA ESPÍRITA – Jornal de estudos psicológicos, janeiro/1866). Leiamos
alguns fragmentos e a visão kardequiana da questão. Disse ele, logo no início:
“As mulheres têm
alma. Sabe-se que a coisa nem sempre foi tida como certa, pois, ao que se diz,
foi posta em deliberação num Concílio. A negação ainda é um princípio de fé em
certos povos. Sabe-se a que grau de aviltamento essa crença as reduziu na maior
parte das regiões do Oriente.” (op. cit., EDICEL, p. 1).
Mais adiante, disse
KARDEC:
“(...) Estava
reservado ao Espiritismo resolver a questão, não mais pelos raciocínios, mas
pelos fatos, quer pelas revelações de além-túmulo, quer pelo estudo que
diariamente deve fazer sobre o estado das almas após a morte.”
“(...) As almas ou
espíritos não têm sexo. As afeições que os unem nada têm de carnal e, por isto
mesmo, são mais duráveis, porque fundadas numa simpatia real e não são
subordinadas às vicissitudes da
matéria.”
(op. cit., p. 1). Como podemos inferir, dessas
e de outras
palavras do Codificador e da Espiritualidade Superior, o
Espiritismo prova por FATOS, que a sexualidade é dada ao CORPO, para
o Espírito estagiar
em ambos os sexos nas suas várias encarnações e, conseqüentemente, isto nos parece um golpe fatal no DOGMA DO PECADO
ORIGINAL, da SALVAÇÃO PELA FÉ E PELA GRAÇA, etc.
Talvez, tenha sido
pelo fato de considerar-se a “alma feminina” inexistente ou inferior, que a
origem de JESUS tenha sido envolta por tanto misticismo e por aspectos
anticientíficos (como por exemplo, a concepção virginal de MARIA, mãe de JESUS)
e talvez, a Bíblia coloque o rabino da Galiléia como um homem solteiro, isto é,
a presença feminina na vida íntima de JESUS seria considerada uma indignidade.
Esta última é a tese básica do livro O CÓDIGO DA VINCI, de DAN BROWN,
que desenvolveremos oportunamente, num outro texto. Mas, voltemos às palavras
do Codificador:
“(...) A natureza
fez o sexo feminino mais fraco que o outro, porque os deveres que lhe incumbem
não exigem uma tal força muscular e seriam até incompatíveis com a rudeza
masculina, nela a delicadeza das formas e a finura das sensações são
admiravelmente apropriadas aos cuidados da maternidade.” (op. cit., p. 3).
Aí está: muitos
confrades, hoje, alegam que a mulher, no mundo contemporâneo, com direitos
adquiridos, não poderia ser reduzida ao mero papel de “maternidade”, alguns
enfatizam: ¾
E o prazer? Ora, o que diz KARDEC em relação à bênção da MATERNIDADE
refere-se ao que o ESPÍRITO deve desempenhar e não às sensações da carne. É
isso, exatamente, que gostaríamos de destacar na figura dessas três Sras.: a
“finura das sensações” ao lidarem com seus filhos problemáticos, a perseveração
ao enfrentar suas provas e expiações - isto é espiritual; e o “prazer”, pura e
simplesmente, é sensual, terreno...
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EXPIAÇÃO X PROVA
Toda expiação é prova, mas nem toda prova possui caráter
expiatório
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A propósito, quando
a Sra. MARTA perguntou ao seu filho porque ele “fazia assim”, ele respondeu: ¾
É porque em outra vida, você falhou comigo... Seriam palavras autênticas
dele? Seria isso verdadeiro? É possível, mas nada prova que foi assim! Toda
expiação é prova, mas nem toda prova possui o caráter expiatório. As nossas
PROVAS não são “castigos divinos”, e sim, oportunidades de reajuste e evolução
do nosso Espírito.
KARDEC
O Espiritismo abre a era da emancipação legal da
mulher, como abre a da igualdade e da fraternidade
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Assim foi concluído
o artigo “AS MULHERES TÊM ALMA?” de KARDEC:
“Com a doutrina
espírita, a igualdade da mulher não é mais uma simples teoria especulativa, não
é mais uma concessão de força à fraqueza, é um direito fundado nas mesmas leis
da natureza. Dando a conhecer estas leis, o espiritismo abre a era da
emancipação legal da mulher, como abre a da igualdade e da fraternidade.” (op. cit. p.
5).
KARDEC concluía
isso no século 19 e foi também seis anos antes, que numa sessão da
Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE), do dia 23 de
Novembro/1860, que o Espírito ALFRED DE MUSSET manifestou-se, espontaneamente,
através da médium EUGÉNIE e propôs-se a discorrer sobre qualquer assunto que
lhe fosse sugerido.
INFLUÊNCIA DA
MULHER NOS ÚLTIMOS SÉCULOS
Aproveitando a boa
vontade do Espírito ALFRED DE MUSSET foram dirigidas a ele algumas perguntas,
inclusive um jovem, estranho à SPEE, fez esta pergunta:
¾ QUAL A INFLUÊNCIA DA MULHER NO
SÉCULO DEZENOVE?
E a resposta foi:
“¾ Ah! É o progresso.
E é um jovem que fez a pergunta. Bonito! Eu mesmo as apreciava demasiado para
deixar de responder. E estou certo de que todos também querem ouvir.
A influência da
mulher no século dezenove! Acreditais que ela tenha esperado esta época para
vos trazer à trela, pobres e fracos homens que sois? Se tentastes rebaixá-la,
foi porque a temíeis; se tentastes abafar a sua inteligência, foi porque
temestes a sua influência. Só ao seu coração não pudestes opor barreiras. E
como o coração é o presente que Deus lhe deu em particular, continuou senhor e
soberano.” (REVISTA
ESPÍRITA – Jornal de estudos psicológicos, de ALLAN
KARDEC,
dezembro/1860. Trad. Júlio Abreu Filho. EDICEL, São Paulo, p. 405-406).
Como podemos
observar, no século 19, o Espírito MUSSET afirma que tentaram “rebaixar” a
mulher por temor e “abafar a sua inteligência” , também por temor; mas, o seu
“coração” de mulher saiu vitorioso, mesmo naquela época, isto é a sensibilidade
AFETIVA da mulher sempre foi respeitada, porque está nas Leis Divinas.
Mas, prossigamos no
instrutivo discurso do Espírito MUSSET:
“(...) Mas eis que a mulher se fez também borboleta;
ela quer sair de seu casulo; quer reconquistar seus direitos, que são divinos;
como aquela, lança-se na atmosfera e dir-se-ia que reencontra o clima de seu
justo valor. Não penseis que eu as queira transformar em eruditas, letradas,
poetisas. Não. Mas eu quero, aqui se quer, no mundo em que habito, que aquela
que deve elevar a Humanidade seja digna de seu papel; que aquela que deve
formar os homens comece a se conhecer a si própria e, para lhes dar desde tenra
idade o amor do belo, do grande, do justo, é necessário que ela possua esse
amor num grau superior, é preciso que o compreenda. Se o agente educador por
excelência for reduzido ao estado de nulidade, a sociedade vacilará. É o que
deveis compreender no século dezenove.” (op.
cit., p. 406).

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Mas eis que a mulher se fez também borboleta...
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Hoje, as mulheres
estão bem mais libertas em todo o mundo e, no Brasil, vejamos o que nos diz o
advogado de família SEGISMUNDO GONTIJO naquela monografia citada:
“Até meados do século passado nem sequer freqüentar
escolas a brasileira podia. Foi somente em 1871 que ela pôde começar a estudar
para se tornar professora. Mesmo assim
tinha de cumprir um currículo especial
que incluía “prendas domésticas como corte e costura, bordado e
aplicação de flores nas contas", apurou o sociólogo Paul Singer, (Veja,
ed. especial Mulher, agosto/94). De lá para cá, do universo de brasileiros com
o curso colegial completo, 57% são mulheres e apenas 43% homens, conforme
Anuário Estatístico de 1992, do IBGE e (apud mesma Veja, pág. 36). Elas, que
também em muito maior número que os homens,
voltam a estudar depois dos 40
anos, já compõem 52% do contingente universitário
nacional, assim distribuídas quanto aos cursos mais conhecidos: 42% do total
dos diplomados em Direito, 62% em Ciências Médicas e 19% em Engenharia. A
mulher não precisa mais casar-se com doutor, ela mesma pode ser médica...”
Essas informações do Dr. Advogado GONTIJO são
verdadeiras. Em nossa experiência como Prof. no Curso de graduação em Medicina
da Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ), em quase 30 anos, observamos essa clara mudança de perfil, em relação
ao sexo, dos estudantes de Medicina.
EPÍLOGO
A mulher é o “agente educador por excelência”, disse o Espírito ALFRED
MUSSET em 1860, e as palavras de KARDEC, mais acima, foram escritas em 1866...
A maior liberdade das mulheres de hoje são um resultado da conscientização cada
vez maior da Sociedade, e obras como O CÓDIGO DA VINCI, de DAN BROWN, em que se
ressalta o “sagrado feminino”, ajudam a mulher a se mostrar cada vez mais
admiravelmente.
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SANDRO BOTTICELLI (1445-1510) – La Pietá
(aproximadamente
em 1495) Velha Pinacoteca – Munique
À direita, DETALHE ____________
Este quadro , segundo vários autores, é
característico da inquietude e do drama
religioso vivido por BOTTICELLI nos anos que se seguiram a SAVONAROLA
Curiosamente, a cruz não aparece e três mulheres
piedosas sofrem com a situação, e em todas há uma demonstração de AMOR,
diferenciado em cada uma delas...
(Iso Jorge Teixeira)
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As três Sras. leitoras que
comentaram o nosso artigo sobre CRIANÇAS IMPULSIVAS E AGRESSIVAS têm se
conduzido maravilhosamente na tarefa que a Providência lhes confiou. A elas o
nosso agradecimento pelas palavras carinhosas em relação aos nossos textos e a
elas os meus parabéns não só
pelo DIA COMEMORATIVO DAS MÃES,
mas pelo que se dedicaram até hoje pelo futuro de seus filhos, cada uma no seu
estilo, mas todas com muito AMOR...
A todas as Mães espíritas e
não-espíritas a nossa admiração pela sua tarefa abençoada de “educar” e de
“elevar a humanidade”. Continuem na luta e combatendo o Bom Combate.
Que se resgaste a figura verdadeira de MARIA
MADALENA... Bem, este é outro assunto, que prometemos ao Sr. leitor CRISTIANO
CAIXETA numa próxima oportunidade...
* Médico. Psiquiatra. Professor Livre-Docente de
Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
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