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Adésio Alves Machado*
Dedicação e
esforço trazem méritos
A
Justiça Divina é infinita, nunca ofertando nem mais nem menos às suas criaturas,
nós que vivemos sob a Sua constante observação e absoluta dependência.
Infantil, portanto, descabida mesmo, é pensar que Deus dá mais do que se merece,
como muitos apregoam. Ora, paremos para raciocinar: se Deus dá mais do que
alguém merece, está sendo injusto para comigo e para com os outros seus filhos.
Assim sendo, temos o direito de reclamar por justiça, reivindicar o que Ele deu
a quem nada fez por merecer, ou não?
“O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos”, afirmou Paulo
em sua 2ª Carta a Timóteo, no capítulo 2, versículo 6. Vamos vendo, por esta e
outras citações, que receberemos de conformidade com o nosso mérito, com a
pureza e sinceridade de nossas intenções laboriosas no bem do semelhante.
Trabalhemos com reta lucidez e, através do mérito, receberemos o “salário”
justo do Pai de Amor, Sabedoria e Justiça. Negligenciemos, entreguemo-nos à ociosidade
e, naturalmente, cobertos pelo demérito, deixando para depois por negligência,
preguiça, irresponsabilidade o que podemos fazer hoje, somente aguardemos
tropeços, dificuldades de todo tipo, infelicidade. Tudo se resume em
respeitarmos a Lei de DEUS. A Vida vai devolvendo o que a Ela dermos. Vejamos
um exemplo bem simples. Joga-se lixo nas ruas, nas encostas dos morros, etc.
Vêm as chuvas torrenciais e as ruas ficam inundadas. Quando elas passam, o que
resta? Lixo nas ruas, entupimento dos bueiros causando uma série enorme de
prejuízos materiais com repercussões morais/espirituais. Reflitamos: não é a
Natureza devolvendo o lixo que demos a Ela? O lixo é nosso, voltou para nós.
Façamos, pois, por merecer o melhor, trabalhando e servindo no bem do próximo,
com total desinteresse pessoal. Assim agindo e pensando, as portas da Vida se
abrirão à nossa passagem de uma forma natural, somente perceptível por quem
está familiarizado com o funcionamento da Lei de Deus. As pessoas se admiram
pelo fato de que para uns tudo dá certo, enquanto para outros...
Como espíritas, estamos conscientes da infalibilidade da lei de ação e reação.
Ninguém a ela se furtará, tal é a sua inexorabilidade. Pode, sim, ser amenizada
e até anulada a sua reação, dependendo da mudança comportamental do ofensor,
como veremos.
Aprendemos a não provocar a dor em alguém, somente quando a sentimos de volta,
na mesma proporção em que a projetamos. Por que tal acontece? Porque “a dor
fará o que o amor não conseguiu”, afirmaram os Espíritos do Senhor. Esta é a
nossa realidade, percebendo-se de forma clara que ela, a dor, vai sempre agindo
de forma educativa ao concitar a nossa transformação moral/espiritual, ao nos ensinar
a não errarmos mais e a levar em consideração a máxima de Jesus, com o melhor
empenho, aquela que diz: “Façais aos outros o que gostaríeis que eles vos
fizessem”.
Pedro, magistralmente inspirado, em sua 1ª carta, cap.3:17, asseverou:
“...melhor é que padeçais fazendo o bem, se a vontade de DEUS assim o quer, do
que fazendo o mal”, e mais: “... porque a caridade cobrirá a multidão de
pecados”, na mesma 1ª carta, cap.4:8.
Reafirmando Pedro, fala-nos hoje Emmanuel em seu livro “Perante JESUS” sobre a
existência da “remuneração espiritual”. Destaca os vários benefícios
propiciados pelo labor espiritual, destacando: “Quando o trabalho se transforma
em prazer de servir, surge o ponto mais importante de remuneração espiritual:
toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das
sentenças que lavrou contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se
nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução
seja suspensa, por tempo indeterminado”.
Emmanuel destaca ainda que, “...ocorrendo o nosso contato indispensável com os
mecanismos da Justiça Terrena, aparecerão em nosso auxílio todos aqueles a quem
porventura tenhamos prestado algum benefício, já que eles se convertem em
nossos advogados, espontaneamente, amenizando as penalidades em que estejamos
incursos ou suprimindo-as, de todo, o que devíamos em privação e sofrimento”.
Diante desta constatação, que mais vamos esperar? Temos é que fazer o bem, o
mais possível, colocar em nossas vidas o “Fora da caridade não há salvação”. Assim
atuando, podemos concluir que trabalhar e servir, em qualquer situação,
ser-nos-á sempre apoio constante e promoção à Vida Abundante, à qual se referiu
o nosso Inigualável MESTRE dos Mestres, JESUS, o CRISTO.
*O autor é corretor de
imóveis, escritor, expositor espírita e radialista em programas espíritas de
rádio em quatro cidades da região centro norte do Estado do Rio de Janeiro-RJ
Fonte: O
Clarim –
fev/2005
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