Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Chico Xavier

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

Humildade - Pedra Angular de duas Pátrias

 

Adolpho Marreiro Júnior

  

Inspirado no capítulo primeiro do livro A Caminho da Luz, do Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, ed. FEB, cujo título é: “A Gênese Planetária – A Comunidade dos Espíritos Puros”

 

“Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.

Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródomos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.” (Destaques nossos.)

NEM IMPROVISAÇÕES NEM ACASOS

Pela importância que representou a vinda do Messias na evolução espiritual da Humanidade, descarta-se, em absoluto, a hipótese de improvisações ou acasos, nos acontecimentos que envolveram a sua vida, do nascimento à crucificação, tudo ocorreu, exatamente, conforme o plano arquitetado pela augusta Assembléia de Espíritos, citada por Emmanuel.

Dentro do grande plano foram convocados, inicialmente, os Espíritos que, com antecipação de séculos e milênios, como precursores, desceram ao seio de vários povos, a fim de preparar os futuros caminhos do Messias.

É com razão que Emmanuel afirma no seu livro A Caminho da Luz, na página 39, o seguinte: “Eis por que as epopéias do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Emissário.”

A REGRA ÁUREA

Embora pareça mera coincidência, a verdade é que esses precursores, inspirados por Jesus, ensinaram a vários povos a famosa Regra Áurea, mais tarde confirmada pelo Mestre, como sendo o segundo maior mandamento da Lei Divina, de cujo cumprimento depende nossa redenção espiritual. Importante recordá-la:

Diziam os gregos: “Não façais ao próximo o que não desejais receber dele.”

Afirmavam os persas: “Fazei como quereis que se vos faça.”

Recomendavam os egípcios: “Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si.”

Doutrinavam os hebreus: “O que não quiserdes para vós não desejeis ao próximo.”

Insistiam os romanos: “A lei gravada nos corações é amar os membros da sociedade como a si mesmos.”

E Jesus, o maior exemplificador da Regra Áurea, confirmou:

“Não façais aos outros o que não quereis que se vos faça, e fazei aos outros tudo aquilo que queríeis que eles vos fizessem.”

Concluído o grande plano e previsto o aparato sideral que o envolveria, o Divino Mestre buscou inspiração em Deus, a fim de conhecer a Sua Vontade, sobre qual virtude deveria ser eleita e colocada como “pedra angular” do Seu Evangelho, e que ficasse como marca indelével de Sua missão à Humanidade de todos os tempos. Deveria ser a virtude que representasse a mais alta e difícil conquista dos homens, única capaz de vencer o seu feroz egoísmo e seu dileto filho, o orgulho, e demais defeitos que lhes são correlatos. Foi então que Jesus, com inspiração de Deus e aprovação da Excelsa Assembléia, elegeu a Humildade para pedestal do Seu Evangelho.

Eis por que a celeste virtude foi exaltada pelo Sublime Enviado de Deus, desde a Manjedoura até o martírio na cruz.

Portanto, não foi por acaso que escolheu para progenitores o modesto carpinteiro José e a simples e virtuosa Maria, evitando nascer em algum lar da aristocracia judaica.

Não foi por acaso que elegeu a pobre e obscura Belém para local do Seu nascimento, e não alguma importante cidade da Palestina.

Não foi por acaso que chamou para Seus discípulos, em sua maioria, pobres e simples pescadores galileus, e não proeminentes varões de Israel.

Não foi por acaso que preferiu a Galiléia dos gentios para palco predileto das epopéias do Seu Evangelho, e não a Atenas dos enfatuados filósofos e pensadores, e muito menos a Roma dos conquistadores sanguinários.

Não foi por acaso que não teve um berço para nascer e nem um leito para morrer.

E, finalmente, não foi por acaso que reservou para os dias finais do Seu Divino Mandato a exemplificação extrema da Celeste Virtude, na cena do Lava-Pés, ensinando:

“Ora se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros” (João, 13:14).

Presumimos que, custe o que custar, leve o tempo que levar, sem a conquista da Peregrina Virtude, fica difícil, para todos nós, alcançar a tão almejada Redenção espiritual.

Jesus, coroando a Sua missão, de braços abertos na cruz, exclamou: “(...) Está consumado (...)” (João, 19:30). Acabara de entregar à Humanidade o modelo da mais alta e perfeita iniciação espiritual, jamais vista na Terra.

A NOVA PÁTRIA DO EVANGELHO

Em 9 de março de 1920, portanto, 18 anos antes do livro profético de Humberto de Campos (Espírito), intitulado Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, o Espírito de Verdade transmitiu a Ismael, que por sua vez ditou ao médium Albino Teixeira, então Secretário da Federação Espírita Brasileira, a seguinte mensagem: “A Árvore do Evangelho, plantada há dois mil anos na Palestina, eu a transplantei para o rincão de Santa Cruz, onde o meu olhar se fixa, nutrindo o meu espírito a esperança de que breve ela florescerá estendendo a sua fronde por toda a parte e dando frutos sazonados de amor e perdão.” (Ver Reformador de abril de 2000, p. 121.)

Assim como na velha Palestina, a “Nova Pátria do Evangelho” também teria na virtude da Humildade a sua pedra angular. O Brasil seria o campo propício para o desenvolvimento do Consolador Prometido por Jesus e foco principal de sua irradiação para o mundo. Portanto, deveria ser também o maior celeiro da literatura espírita, subsidiária da Codificação Kardequiana no Planeta.

A gigantesca obra refletiria, em plenitude, tudo o que Jesus já havia ensinado e também outras verdades que, no dizer do próprio Mestre, seriam extemporâneas há dois mil anos (João, 16:12).

A obra, pela sua magnitude, não teria origem entre os homens, mas na Pátria Espiritual. Sua dimensão seria cósmica, portanto, não endereçada a um único povo, mas ao Espírito Imortal, cujos anseios de sabedoria e ventura são inatos e pairam acima dos valores transitórios dos interesses materiais que separam pessoas e nações.

Embora o “Divino Pedagogo” não transitasse ao vivo por esta “Nova Palestina”, Suas mensagens continuariam a ser transmitidas, na íntegra, a toda a Humanidade, através de uma plêiade de Espíritos, semelhante àquela que assistiu a Allan Kardec nos dias gloriosos da Codificação. O Brasil, com a inauguração da imensa literatura, se tornaria, pouco a pouco, o manancial do Espiritismo Evangélico.

O CANAL MEDIÚNICO

Escolhida a Celeste Virtude para pedestal do “monumento literário”, que tipo de receptor mediúnico estaria à altura de tão elevado, complexo e extenso empreendimento espiritual? O escolhido deveria possuir muitas virtudes, com absoluta predominância da Humildade que, como pedra angular da “Nova Pátria do Evangelho”, deveria ser exemplificada do início ao término da obra. O médium escolhido por antecipação no Plano Espiritual deveria estar disposto ao extremo sacrifício de entregar a sua própria vida no serviço com Jesus em benefício da coletividade. A sua única fonte de ventura neste mundo seria Servir, Servir e Servir, construindo com o seu trabalho uma autêntica Aliança com os Arautos de Jesus, recebendo deles as alegrias que excedem ao entendimento comum, compensando-lhe, com vantagem, os prazeres da vida material, que não fariam parte de sua tarefa.

Teria a obrigação de exemplificar os sublimes ensinamentos que, através de sua mediunidade, jorrassem para a Terra.

Além da Humildade que deveria ser a marca inconfundível de toda a sua vida, muitos outros requisitos eram necessários para garantir o êxito da sua missão, tais como:

Obediência incondicional ao comando dos mentores espirituais;

Aceitar a disciplina, quase militar, pelo tempo que durasse a construção da extensa literatura;

Contentar-se em dormir pouco, com resistência aos sonhos de usufruir férias ou repousos prolongados;

Superar cansaços, enfermidades, críticas, calúnias, perseguições da imprensa e de religiões tradicionais;

Desenvolver mais e mais a consciência de que a família dos grandes servos do Senhor é a Humanidade.

Quando a meritória obra entrasse na fase do seu reconhecimento por grande parte do povo, veículos de comunicações, a dimensão da sua humildade seria testada diante dos elogios sem conta, romarias, manchetes de revistas e jornais, títulos de cidadania e participações em programas de televisão. Não lhe faltariam as insinuações melífluas de que poderia elevar o seu padrão de vida. De todos esses testes de “iniciação espiritual”, a Humildade deveria sair vencedora. Esse deveria ser o perfil do médium eleito por Jesus para servir de canal de ligação entre os Seus Mensageiros e a “Nova Pátria do Seu Evangelho”.

Portanto, não foi por acaso que, entre tantas cidades importantes deste imenso país, a pequena e modesta Pedro Leopoldo foi a escolhida para a inauguração da excepcional obra literária.

Não foi por acaso que, com tantas personalidades eruditas neste país, o médium eleito por Jesus foi um adolescente de 17 anos, nascido na singela Pedro Leopoldo; curso primário incompleto; quase paupérrimo; vida sacrificial desde os cinco anos de idade, quando ficou órfão de mãe: seu nome – Francisco Cândido Xavier. Esse jovem, por certo comprometido com a grande obra, antes de nascer, além da Humildade, como ornamento principal de seu espírito, possuía as demais virtudes necessárias ao êxito do mandato recebido.

Que assustadora jornada! Durante mais de sete décadas, o seu ininterrupto labor mediúnico permitiu que os Arautos do Consolador construíssem no Brasil a literatura que, sem dúvida, e sem desmerecer a produção de outros médiuns, desenvolveu a Codificação Kardequiana. O número de livros psicografados pelo Chico é de pouco mais de 400 títulos, cujas reedições, segundo algumas fontes, chegam à casa dos trinta milhões.

Também não foi por acaso que os Arautos do Mestre colocaram como ponto de partida da inédita obra Parnaso de Além-Túmulo, cuja elaboração contou com o trabalho primoroso de 56 poetas desencarnados, de renome nas literaturas brasileira e portuguesa.

Era o “carimbo” da Pátria Espiritual, autenticando a obra que se iniciava, pois, sendo esse tipo de literatura considerado o mais difícil, obviamente, não poderia ter como autor o jovem semiletrado de Pedro Leopoldo, e sim, os Espíritos. O Chico cumpriu a maior parte de sua missão em Uberaba, onde fixou residência, a partir de 1959.

Porventura haveria muitos médiuns à altura dessa tarefa? Não nos esquecendo de que ele sempre colocou à frente de seu trabalho a bandeira de Ismael: Deus, Cristo e Caridade.

Encerrando nossas reflexões, concluímos o seguinte:

Na velha Palestina, a vida do Messias foi, toda ela, um hino de exaltação à Humildade, porque assim se cumprira o que fora planejado na “Segunda Assembléia de Anjos”, citada por Emmanuel.

Escolhendo o Brasil para o local de transplante da árvore do Seu Evangelho, determinou que o mesmo hino de exaltação à Humildade se repetisse pela vida de um dos Seus humílimos servos.

 

Fonte: Revista reformador – junho/2002

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.

Nedstat Basic - Free web site statistics