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Jornal Universo Espírita
Eles me disseram: - “Se encontrares um
escravo adormecido, não o acordes; ele poderá estar sonhando com a liberdade.”
Respondi: - “Se encontrares um escravo adormecido, acorda-o e fala-lhe da
liberdade.” Kahlil Gibran.
“Fenômenos que escapam das leis da Ciência
vulgar se manifestam em toda a parte e revelam, em sua causa, a ação de uma
vontade livre e inteligente. (...) Essa força, interrogada sobre a sua
natureza, declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram
do envoltório corporal do homem. É assim que foi revelada a Doutrina dos
Espíritos.” (1)
“A causa principal da dúvida sobre a
existência dos Espíritos é a ignorância da sua verdadeira natureza. Imaginam-se
os Espíritos como seres à parte na criação, sem nenhuma prova da sua
necessidade. (...) Seja qual for a idéia que se faça dos Espíritos, a crença na
sua existência decorre necessariamente do fato de haver um princípio
inteligente no Universo, além da matéria.”(2)
“Deus quis que a nova revelação chegasse aos
homens por um meio mais rápido e mais autêntico. Eis porque encarregou os
Espíritos de a levarem de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte,
sem dar a ninguém o privilégio exclusivo de ouvir sua palavra. Um homem pode ser
enganado e pode enganar-se a si mesmo, mas não aconteceria assim, quando
milhões vêm e ouvem a mesma coisa: isto é uma garantia para cada um e para
todos. Demais, pode fazer-se desaparecer um homem, mas não se faz desaparecerem
as massas; podem queimar livros, mas não se podem queimar os espíritos.”(3)
“Nós vivemos, pensamos, agimos, eis o que é
positivo; nós morremos, e isso não é menos certo. Deixando a Terra, para onde
vamos? Em que nos tornaremos? Seremos melhores ou piores? Seremos ou não
seremos? Ser ou não ser, tal é a alternativa; é para sempre ou para nunca; é
tudo ou nada; ou viveremos eternamente, ou tudo se acabará sem retorno. Vale
bem a pena pensar nisso.”(4)
“Tirai ao homem o espírito livre e
independente, sobrevivente à matéria, e fareis dele uma simples máquina
organizada, sem finalidade, nem responsabilidade; sem outro freio além da lei
civil e própria a ser explorada como um animal inteligente. Nada esperando
depois da morte, nada obsta a que aumente os gozos do presente; se sofre, só
tem a perspectiva do desespero e nada como refúgio.”(5)
“O princípio do melhoramento está na
natureza das crenças, porque estas constituem o móvel das ações e modificam os
sentimentos. Também está nas idéias inculcadas desde a infância e que se
identificam com o Espírito; está ainda nas idéias que o desenvolvimento
ulterior da inteligência e da razão podem fortalecer, nunca destruir. É pela
educação, mais que pela instrução que se transformará a humanidade.”(6)
“O Espiritismo é a senda que conduz à
renovação, porque destrói os maiores obstáculos que se opõe a essa renovação: a
incredulidade e o fanatismo; porque faculta uma fé sólida e esclarecida;
desenvolve todos os sentimentos e todas as idéias que correspondem aos modos de
ver da nova geração, pelo que, no coração dos representantes desta, ele se
achará inato e em estado de intuição. Assim, pois, a era nova vê-lo-á
engrandecer-se e prosperar pela força mesma das coisas. Tornar-se-á base de
todas as crenças, o ponto de apoio de todas as Instituições.”(7)
“O Espiritismo vem, na época predita,
cumprir a promessa do cristo: preside ao seu advento do Espírito de Verdade.
Ele chama os homens à observância da lei: ensina todas as coisas fazendo
compreender o que Jesus só disse por parábolas.”(8)
“Ministrando a prova material da existência
e da imortalidade da alma, iniciando-nos em os mistérios do nascimento, da
morte, da vida futura, da vida universal; tornando-nos palpáveis as inevitáveis
conseqüências do bem e do mal, a Doutrina Espírita, melhor do que qualquer outra,
põe em relevo a necessidade da melhoria individual. (...) Melhorando-se
moralmente, os homens prepararão na Terra o reinado da paz e da
fraternidade.”(9)
Com a certeza do futuro, com a de encontrar
de encontrar de novo aqueles a quem amou e com o temor de tornar a ver aqueles
a quem ofendeu, todas as suas idéias mudam. O Espiritismo, ainda que só fizesse
forrar o homem a dúvida relativa à vida futura, teria feito mais pelo seu
aperfeiçoamento moral do que todas as leis disciplinares, que o detêm algumas vezes,
mas que o não transformam.”(10)
Uníssono às vozes dos Espíritos, Allan
Kardec, com o contributo de seu bom senso, soube através das idéias
harmonicamente dispostas em todas as etapas da grande construção, imprimir o
cunho da lógica e coerência, e com isso contribuir para a manutenção em todas
as épocas da unidade em torno dos princípios imorredouros. Para tanto,
orienta-nos o Espírito de Verdade: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro
ensinamento; instrui-vos, este o segundo.”
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - 1857 - Prolegômenos.
O Livro dos Médiuns - Allan Kardec - 1861 - Cap. I - primeira parte.
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 1864 - Introdução, item 2.
O Céu e o Inferno - Allan Kardec - 1865 - Cap. I, primeira parte.
e (10) A Gênese - Allan Kardec - 1868 - Cap. I, item 37.
e(9) Obras Póstumas - Allan Kardec - 1890 - Credo Espírita.
Obras Póstumas - Allan Kardec - 1890 - Regeneração da Humanidade.
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 1864 - Cap. VI, item 4.
Fonte: Site do Jornal Universo Espírita
- www.universoespirita.net
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