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Adésio Alves Machado
O sexo, indubitavelmente, exerce uma profunda
influência na vida física, emocional e espiritual das criaturas.
Devido ao atraso em que os habitantes deste mundo se
encontram, a maioria não entende o que seja a sexualidade, muito menos o seu
uso. Ela nada mais é do que uma energia existente nas estruturas mais sutis e
complexas do ser, exigindo dele compreensão sobre a sua existência e utilidade
para que, assim, seja bem fruída na sua integralidade.
O sexo é, no dizer dos Benfeitores Espirituais, um
santuário da procriação e instrumento de renovação pelo fato de permitir que,
por seu intermédio, haja entre os que se unem uma permuta de estímulos
hormonais altamente gratificante para os envolvidos sexualmente.
Os abusos, os excessos existentes na área do sexo,
são fruto da desorientação do homem, ainda animalizado, atendendo mais ao
instinto do que ao amor, este que se utilizada sexualidade para expressar-se na
vida do homem e da mulher, a ambos propiciando troca de energias psíquicas que alimentam
e compensam as necessidades energéticas dos Espíritos.
O Espiritismo somente admite o uso do sexo digno,
isto é, sob o pálio do amor, nunca como uma iniciativa única da libido, da
satisfação do apetite carnal. Sexo assim praticado embrutece e não sacia a fome
de amor existente em toda criatura.
É o desrespeito nessa área que ocasiona todo tipo de
violência, todo constrangimento que só faz infelicitar o ser.
De um passado altamente castrador, condenado como
pecado, o sexo saiu para o outro extremo de forma avassaladora, como se
desejasse recuperar todo o tempo perdido e que foi vivido sob as pressões da
ignorância, do preconceito, da irracionalidade.
Nesse panorama, a própria Igreja Católica ocupou
papel de destaque ao imprimir sobre o sexo toda uma série de proibições e
condenações sublinhadas por ameaças de inferno e outras coisas mais.
Hoje se confunde liberdade com licenciosidade e o
desconserto atingiu as raias da desordem. O despudor corroeu os sentimentos que
enobrecem a vida. Aí estão as cenas de desarranjo mental, emocional e
fisiológico buscando assumir cidadania, normalidade nas suas paisagens de dor e
desaire.
Normalidade e anormalidades sexuais exteriorizam-se
no mundo das formas físicas, mas é nas sutis engrenagens da psique que têm as
suas nascentes e funções.
Em todo os sentidos e momentos a problemática sexual
merece respeito e dignificação, carinho e caridade, uma vez que o sexo é
concedido pela Divindade para sublime misteres. Sua utilização desconsiderada
conduz à desordem e ao tormento, cujas conseqüências são imprevisíveis.
As criaturas não sabem ou têm muito pouco
conhecimento de que a vida não se encerra no túmulo, mas que continua
esfuziante além dele, cobrando atitudes corretas dos que infringiram a Lei de
Amor.
O problema do sexo é do Espírito e por ele virá a
solução. Assim sendo, podemos compreender o conceito de Joanna de Ângelis de
que “o sexo é para a vida e não a vida para o sexo”.
Fonte:
Revista Reformador – maio/2002
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