Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

O Fim da Era Chico Xavier

 

Adolpho Marreiro Júnior

 

Disse o Apóstolo Paulo:
“Portanto dai a cada um o que
deveis: a quem tributo, tributo: a
quem imposto, imposto;
a quem temor, temor;
a quem honra, honra.”
Epístola aos Romanos. (13:7.)

 

Francisco Cândido Xavier, o mais consagrado médium deste século, ausenta-se do mundo aos 92 anos de idade, dos quais, 75 foram de ininterruptos labores mediúnicos.

O número de livros por ele psicografados atinge 412 títulos, cujas reedições constantes ultrapassam a casa dos trinta milhões de unidades.

A notícia de sua partida é destaque em jornais, revistas e demais veículos de comunicação do Brasil e até do Exterior, pois sua fama é hoje internacional.

Acreditamos que, nesta hora, milhões de pessoas sentem as emoções da saudade, tristeza, vazio e até um certo receio de que jamais desponte, neste país, alguém que possa preencher a lacuna por ele deixada.

A mão que, ao comando dos Mensageiros invisíveis, segurava o lápis, escrevendo, celeremente, páginas incontáveis de esclarecimentos, consolação e esperanças, imobilizou-se. Doravante cessam as romarias que, por várias décadas, se faziam, primeiramente a Pedro Leopoldo e depois a Uberaba, onde o Chico cumpriu a maior parte de sua missão.

Com sua partida encerra-se um dos mais belos, importantes e revolucionários capítulos do livro da história do Espiritismo brasileiro. É o fim da inesquecível Era Chico Xavier, principal responsável pela alta conceituação e popularidade de que goza a Doutrina Espírita, atualmente, neste país. Se o Brasil é hoje a nação mais espírita do mundo e o maior celeiro do livro espírita, é, na maior parte, graças ao volume imenso de livros que os Espíritos ditaram, da Pátria Espiritual para a Terra, através do extraordinário médium.

Sua vida e sua obra já foram amplamente descritas em prosa e versos, portanto seria redundância apresentarmos, aqui, mais uma biografia desse moderno apóstolo do Cristo. Nosso desejo é apenas ressaltar a “dimensão cósmica” da obra que uma plêiade de Espíritos (semelhante àquela que assistiu Allan Kardec, nos dias gloriosos da Codificação) elaborou e verteu para a Terra. Dimensão cósmica, repetimos, porque assim como ocorre com a obra da Codificação, também as mensagens contidas no majestoso “monumento literário”, que aí fica, não são endereça- das apenas ao cidadão de qualquer nação, mas ao Espírito Imortal, ao irmão eterno, cujos anseios de sabedoria e ventura são inatos e pairam acima dos valores transitórios dos interesses materiais que separam pessoas e nações.

Allan Kardec e Francisco Cândido Xavier, segundo entendemos, embora com tarefas diferentes, cumpriram etapas das mais difíceis e importantes do Consolador prometido por Jesus, cujo maior foco de expansão é o Brasil, a nova Pátria do Evangelho colocada no coração geográfico do mundo.

Sem comprometerem o sólido e inabalável alicerce da Codificação, os Espíritos ergueram sobre ele o monumento literário, cujas mensagens revivem, em pureza e plenitude, os ensinos de Jesus, acrescentando-lhes novas e palpitantes revelações que há dois mil anos seriam extemporâneas. Porventura, não foi isso mesmo que o Divino Mestre prometeu pouco antes do seu regresso à Pátria Espiritual?

Digno da missão recebida, Francisco Cândido Xavier tornou--se protótipo do cidadão de uma nova era, sendo ele mesmo o maior exemplificador dos sublimes ensinamentos que recebeu do Mundo Espiritual. Pode-se dizer que sua vida foi desapropriada em favor do bem coletivo. A obra que aí fica, só as gerações futuras poderão melhor compreendê-la e valorizá-la em sua plenitude.

Não ganhou o Prêmio Nobel da Paz, que amigos carinhosos e bem intencionados lhe pleitearam, mas... que importa? Talvez seja a Vontade de Deus que a virtude da Humildade, tão exaltada por Jesus na lição da Manjedoura, e por ele, Chico Xavier, em toda a sua vida, não fosse, ao final da tarefa, tisnada pelas gloríolas deste mundo.

E, se bem-aventurados são os mansos de coração e os pacificadores; se bem-aventurados são os misericordiosos e os perseguidos e caluniados por amor do Mestre, Chico Xavier é, sem dúvida, um autêntico discípulo digno dessas e demais bem-aventuranças prometidas por Jesus em Seu famoso Sermão do Monte.

Francisco Cândido Xavier, modelo de cidadão de uma humanidade futura, arauto da Paz e do Amor, que o teu despertar na Pátria Espiritual seja em cenário paradisíaco, ouvindo melodias celestes inspiradas nas bem-aventuranças do Sermão da Montanha e na felicidade dos trabalhadores triunfantes. Desejamos que, longe dos despojos do fiel veículo físico, que durante décadas te serviu, possas, agora, usufruir da perene juventude e leveza de teu corpo espiritual – o perispírito.

Imaginamos a multidão dos teus felizes recepcionistas, tendo à frente o teu querido mentor espiritual, Emmanuel, assim como os poetas que inauguraram a tua obra com o precioso livro Parnaso de Além-Túmulo, e André Luiz, Espírito igualmente querido de todos nós, que se popularizou como autor da preciosa série de livros, cujas mensagens devassaram, aos leitores da Terra, não só cidades paradisíacas do Mundo Espiritual, com seus elevados padrões morais e intelectuais de vida, como também as regiões purgatoriais de extremos padecimentos e reeducação das almas falidas em suas experiências terrestres.

Além, vemos que se aproximam centenas de Espíritos que, com seus escritos, enriqueceram a grande obra literária. Vêm recepcionar-te, também, muitos dos teus amigos de outras eras e uma multidão formada pelos beneficiados pela tua obra.

Todos, reconhecidos e jubilosos, vêm abraçar-te com votos de boas-vindas e felicidade pelo dever cumprido.

Coroando nosso devaneio, contemplamos, extasiado, descerem das alturas luminosos Arautos do Cristo, trazendo-te, em Seu nome, as bênçãos e felicitações pelo êxito da obra concluída.

 

Fonte: Revista Reformador – ago/2002

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.

Nedstat Basic - Free web site statistics