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Raimundo de Moura Rego
Filho
Para
entendermos a causa e os acontecimentos decorrentes da instalação, precisaremos
abordar alguns temas anteriores, para que fixemos em nosso consciente a
matéria, com mais profundidade.
Começaremos
por estudar generalidades a respeito da natureza do espírito.
Os
espíritos não são todos iguais em conhecimento nem em moralidade, por seus
esforços, ou pela falta destes, ou ainda, pela negligência, vêm por adquirir ou
não, por meio das múltiplas encarnações, graus, mais ou menos elevados na hierarquia
espiritual e moral, os mais evoluídos ou adiantados, trazem maior soma de
conhecimentos, de melhores sentimentos. Outros, mais inferiores têm pouco ou
nenhum conhecimento, cristalizam sentimentos menos dignos, mais materializados.
E de outra maneira não poderia ser, pois não conhecemos nós, homens dignos e de
reputação ilibada e também outros tantos, intrigantes, baixos, levianos? Ora,
tanto entre encarnados quanto na espiritualidade o quadro se repete, a morte
não é sinônimo de mudança de hábitos, crenças ou caráter, não significa santificação
ou cartão de livre acesso nas camadas mais altas da espiritualidade. Resta-nos,
então, uma única certeza: tanto aqui quanto na Pátria Espiritual estamos nós,
espíritos encarnados ou não, sujeitos às Leis do Progresso. Logo, os que hoje
estão entre os menos evoluídos, por seus esforços e trabalho no bem, galgam
novos e mais elevados patamares evolutivos, pois a todos se expande a Lei do
Progresso. Dela ninguém se furta “ad aeternum”.
Portanto, não há demônios. Não há diabo. Não existe nenhuma entidade
eternamente inclinada ao mal, que se compraza no mal, encarnada ou não. Inferno
ou paraíso é estado interior, íntimo de cada um de nós conforme estejamos
afinizados, para com o mal ou ao bem, ao ódio ou ao amor. Destarte, a morte não
torna o espírito nem melhor nem pior. Este continuará a ser o que foi na vida
orgânica, todavia, no além, poderá ter novas oportunidades de elevar-se.
Poderá
ajuizar melhor sobre as finalidades da encarnação, entender melhor suas relações
para com seus irmãos. Mas, só adquirirá tais conhecimentos por vontade própria,
quando desejar firmemente a melhoria de seu padrão moral.
Da Loucura e da Obsessão:
O termo
loucura é o predominante entre as massas. Tecnicamente, o neologismo mais
acertado seria psicose, em razão desta anomalia, o indivíduo vê sucumbirem o
discernimento e a razão, tornando-se um perigo para os outros e para si
próprio. A internação, por vezes se torna imperativo, mas isso não significa
afirmar que o mal é sem cura, a formas de psicose perfeitamente curáveis.
Da
ciência especializada extrai-se o relato que de tal maneira o psicótico está
alterado em seu juízo, que as elaborações de sua mente vêm por se tornar falsas
e absurdas, divergentes não só das experiências e das idéias das pessoas em geral,
como também, daquelas que o paciente apresentava antes de seu acometimento. Mas
ao contrário do que afirmam alguns nem sempre as psicoses determinam um caos
mental. É correta a afirmação de que certas funções como a memória, a
inteligência, o cabedal de conhecimentos adquiridos podem manter-se, inalterados
em algumas psicoses.
Entrando
então no tema obsessão, vejamos:
Certos
espíritos maus podem assumir o domínio sobre algumas criaturas com o objetivo
de escravizá-las, submete-las à vontade deles, pelo prazer que experimentam em
fazer o mal. Vemos isso nas Obras da Codificação (O Livro dos Médiuns, a Gênese
e o Evangelho Segundo o Espiritismo), tal influenciação perniciosa vem
classificada em três categorias, a saber:
1-
Obsessão simples;
2-
Fascinação
3-
Subjugação (moral e física).
Estudemos
então uma a uma.
Obsessão
Simples – em geral, obsessão tem como motivo a vingança que um espírito leva a
efeito para com o obsediado e que, no mais das vezes se relaciona com relações
pretéritas que o obsediado manteve com o obsessor.
Um e
outro se afinizaram em suas vibrações, estabelecendo-se, dessa maneira um elo
de ligação entre ambos.
Mas não
se pense que seja apenas a obsessão, única maneira de se purgar débitos
passados. Ela se enraíza quando a vítima de outras vidas, não perdoando as
ofensas, as vem cobrar como mais ativo rancor. Mas se em caso análogo, existe o
perdão da ofensa, prosseguindo a sua jornada, já dotada de melhores apetrechos
morais, outras hão de ser as formas de expiar seus desatinos. É quando a Lei de
Deus, se nos apresenta outros mecanismos, na forma de doenças de nascença,
acidentes dolorosos que ceifam a vida no vigor dos anos, de dificuldades
financeiras, que nos obrigam a inúmeros sacrifícios.
Segundo
Kardec, além da vingança votada pelo espírito que pretende a justiça pelas
próprias mãos, outras causas podem desencadear uma obsessão, a saber:
A- Desejo
de fazer o mal – por se achar em sofrimento, o espírito deseja estender a
terceiros o seu padecer, sentindo até um certo prazer na humilhação do obsediado.
Nesse caso, quanto mais irritação e constrangimento experimenta a vítima, maior
é a persistência do obsessor em seu trabalho. O raciocínio lógico para esses
casos, é demonstrar paciência e compreensão, pois a amorosidade afastará o
obsessor.
B-
Sentimento de Inveja-a prosperidade da vítima incomoda o obsessor. E como
progresso alheio fruto do esforço pessoal da vítima, lhe desperta inveja, vem o
obsessor por inflingir-lhe hostilidade, valendo-se para isso de momento de
fraqueza de sua vítima.
C-
Invigilância do Encarnado – este, por seus atos e palavras, sobretudo pela viciação
de seus pensamentos, age como pólo de atração de espíritos sofredores, que
almejam gozar satisfações menos dignas tal como experimentaram quando ainda na
carne. Situam-se nesse ponto, os que bebem, fumam, os cultores do sexo sem
responsabilidade, os jogadores inveterados, os drogados que agem sozinhos, mas
que na verdade, podem estar sendo influenciados por espíritos inferiores, que
no mais das vezes nem se dão cota de já terem desencarnado.
José
Herculano Pires, na Obra “Mediunidade” adverte que a morte não modifica ninguém
e ilustra: “o sensual continua sensual, o alcoólatra não perde o vício após sua
morte”.
E como
explanamos no começo, o encarnado invigilante acaba monitorado por conveniência
ou acomodação, mediante sugestão mental, pelas referidas entidades que dele se
servem, para satisfazerem seus baixos instintos.
D-
Obsessão decorrente da eclosão das faculdades mediúnicas. Ponto polêmico: o
médium por razões pessoais se nega a aceitar o fato que se impõe. Não aprimora
seus sentidos, não estuda, não procura orientação doutrinária, logo não consegue
educar seu mediunismo, não sabendo então controla-lo para o bem, acaba por
enredar-se em influências negativas de entidades malfazejas.
E-
Obsessão em decorrência do mau em prego das faculdades mediúnicas:
Médiuns
que, ou por falta de orientação doutrinária ou por motivo de ganância, fazem de
seus recursos mediúnicos forma de vida, lucrando como sofrimento alheio. Assim
o fazendo, atrai entidades trevosas e infelizes que passam a monitorá-lo.
Fascinação:
Além da
obsessão, o Mestre de Lião faz um aprimorado e exaustivo estudo em face de
fascinação.
Consiste
esta, na ilusão produzida diretamente pelo espírito sobre o pensamento do
médium, de tal sorte que este último vê paralisado o raciocínio, não podendo
perceber a mistificação que lhe é imposta. Equivale falar, entidade ardilosa,
esperta e hipócrita, lhe sugere os mais desatinados absurdos, comunica-lhe as
mais grosseiras mentiras embora usando a máscara da bondade, da humildade, do
amor. Qualquer outro, usando do bom senso, reconhece o erro percebendo facilidade
o engodo. Só o médium fascinado se nega teimosamente ao reconhecimento do
embuste e ainda se defende quando vê criticadas tais farsas e a desmistificação
do impostor.
Mas o
espírito não age somente por maldade, há uns que o fazem por orgulho, tendo
estes, no mais das vezes, partido para a Pátria Espiritual arraigados a idéias
errôneas, e que agora, a todo custo, tentam impor a outrem, para tanto, usando
da fascinação via médium incauto. Usa então o espírito, de palavreado empolado,
recheado de nomes técnicos difíceis, de expressões bombásticas, mas que não resistem
a uma investigação isenta. Algumas dessas mensagens mostram inúmeras
contradições em seu bojo chocando-se com postulados doutrinários, com o bom
senso e com a experiência.
Kardec
adverte os médiuns quanto ao cuidado devido no terreno mediúnico, no livro “O
Livro Dos Espíritos”, aparece a famosa advertência de Erasto afirmando ser
preferível rejeitar-se noventa e nove verdades a admitir-se uma mentira.
Quando
uma verdade nova é anunciada, vem por diversos espíritos em diversos locais do
globo e por médiuns desconhecidos entre si. A certo ponto, o “Evangelho Segundo
O Espiritismo” por Kardec estabelece o critério da concordância: uma só
garantia séria existe para o ensino dos espíritas: a concordância que haja
entre as revelações que eles façam espontaneamente servindo-se de grande número
de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.
Percebendo,
o espírito fascinado, que no ambiente onde atua o médium apareçam críticas
construtivas, examinando a sério suas comunicações, imediatamente impõe este ao
fascinado, ordenando mesmo, em alguns casos, que o mesmo se afaste do grupo. É
quando o médium inadvertidamente se aborrece ou se melindra com as mais
sensatas ponderações que lhe são dirigidas. Aí vemos instalar-se a fascinação
em grau supremo: o espírito insufla o ego de seu intermediário com elogios,
aumentando-lhe vaidade e orgulho e através dele derrama comunicações das mais
esdrúxulas e ridículas, assinando com nomes famosos. Todo o cuidado deve ser
evidenciado, mas a cada tempo há de aparecerem teorias extravagantes, livros de
conteúdo medíocre, que não resistem ao menor estudo. Mas que conseguem arrastar
pessoas menos esclarecidas quanto aos fundamentos do Espiritismo. Deve o
medianeiro, sempre, pedir o concurso dos bons espíritos, suplicando o amparo e
assistência de seu amigo espiritual, refletindo acerca das ponderações dos
confrades mais experientes, sobre o trabalho mediúnico e, sobretudo negando-se
a servir de porta-voz de falsos profetas da espiritualidade.
Subjugação:
Caso mais
extremo da obsessão, determinando em alguns casos, verdadeira aberração das
faculdades mentais do obsediado. Pode-se elencá-la no capítulo das obsessões em
acordo com os relatos bíblicos. A insuficiente moral do espírito causa o dano
do corpo sem forças para opor resistência ao assédio da entidade perturbadora,
faz com que esta se aposse do organismo atingido, procurando de
todos os
modos, prejudicá-lo seriamente, a ponto de provocar-lhe graves perturbações
patológicas. A perniciosidade de seus fluidos é tanta e tão perigosa o é que se
impõe sua imediata retirada e a correspondente substituição desses fluidos por
fluidos balsâmicos medicamentosos e curadores. Sem resultado tentará a medicina
tradicional corrigir alterações orgânicas e psicológicas se a causa psíquica
primitiva persistir.
Depois de
sua remoção, ensina Celso Martins em “A Obsessão e Seu Tratamento Espírita”:
“Urge socorrer a vítima no estado lastimável em que se encontra, socorro este
feito em forma de passes magnéticos, água fluídica, de apoio psicológico e,
além disso, se for o caso, administração de remédios, receitados por médico
espírita competente, para atuação no campo físico”.
Brechas
Psíquicas Para A Obsessão:
A falta
de higiene e a precariedade do saneamento básico deflagram, não raro, a instalação
de moléstias infecto-contagiosas. Assim como determinados comportamentos
facilitam sobremaneira a instalação das obsessões. Kardec, no “Evangelho
Segundo O Espiritismo”, é taxativo ao afirmar que a obsessão é sempre o resultado
uma imperfeição moral que abre campo a espíritos maus, sobre o encarnado.
Entenda-se imperfeição moral por: orgulho e egoísmo, acima de tudo. Estes
elementos nocivos geram lista interminável de atitudes altamente negativas, inferiores,
deprimentes, que nos agrilhoam a alma ao sofrimento, com a avareza, a
impiedade, o sensualismo, o ódio e o ciúme, os quais são manifestados através
de palavras, gestos, resoluções, atos ou até mesmo pelo pensamento mais escondido.
O nosso
Chico Xavier, por sua psicografia, nos trás, por Scheilla, uma página que nos
ensina sobremaneira acerca do que tratamos. Seu título, “Sinais de Alarme”.
“Há dez
sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda possível na
obsessão”:
1- Quando
estamos na faixa da impaciência;
2- Quando
acreditamos que nossa dor é maior;
3- Quando
passamos a ver ingratidão nos amigos;
4- Quando
imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;
5- Quando
comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;
6- Quando
reclamamos apreço e reconhecimento;
7- Quando
supomos que nosso trabalho está sendo excessivo;
8- Quando
passamos o dia a exigir o sacrifício alheio, sem prestar o mais leve serviço;
9- Quando
pretendemos fugir de nós mesmos através do álcool ou de entorpecentes;
10-quando
julgamos que o dever é apenas dos outros “.
Finalmente,
Scheilla carinhosamente aconselha: “Toda vez que um desses sinais venham a
surgir no trânsito de nossas idéias a Lei Divina está presente, recomendando
nossa prudência e de amparar-nos no socorro da prece ou da luz do discernimento”.
Na verdade,
este conselho encerra vacina eficaz contra os insidiosos germes e vírus da
perturbação espiritual de um obsessor que se afinize conosco.
Assim,
mergulhemos nessas brechas psíquicas para obsessão:
O homem,
sabemos, é dotado do livre arbítrio, pois que pelo raciocínio,
deve
conduzir-se a si próprio, por si mesmo, com certe liberdade e independência.
O
indicativo “certa liberdade e independência” está desse modo grafado, em virtude
de que por seus atos, serão forçosamente geradas novas situações decorrentes da
escolha feita, e estas novas situações originam outros tantos lances e acontecimentos
de vida. Ora, por esta liberdade e independência, o homem então, pratica boas
ações a seu semelhante, dela colhendo felicidade. De igual sorte colherá
infortúnio ou infelicidade se má a ação que tiver perpetrado o for.
Este o
delicado entrelaçamento da Lei de Ação e Reação, onde reside o determinismo a
que se ligam as criaturas em razão da referida liberdade e independência de
suas ações.
Ainda
pelo Livre Arbítrio, o homem não esclarecido quanto as Leis Morais do Universo,
vem também por não conhecer as importantes finalidades da existência terrena e
não raro, acaba incidindo em erro por seu mau uso.
Deixa-se
aprisionar pelos impulsos primitivos, pelas inclinações viciadas, torna-se
presa fácil da ambição desmedida desejando coisas impossíveis, realçando e valorizando
a parte material em detrimento da espiritual, é de se notar, então, que a
criatura pensando tão somente em si e em sua importante figura, é vitimada pelo
vírus do orgulho ou pelos germes do egoísmo, não vendo direitos nos outros, e
caso se sinta prejudicado pelo próximo, a este lhe vota ódio e planeja
vingança, se o vê vencedor na vida.
Ademais,
tal criatura, ignorante dos exemplos de Jesus, admiráveis sob qualquer ótica,
procura por todos os meios dar vazão aos seus instintos sexuais, entrega-se
cegamente aos vícios num afã de gozar totalmente e de qualquer forma todos os
prazeres e alegrias que a vida frívola e sem moral pode conferir.
André
Luiz em “Sinal Verde” adverte com extrema lucidez: “A paisagem social da terra
se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando encarnados, nos
tratássemos dentro do lar, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos
amigos.
Emmanuel
em “Vida E Sexo” alerta pelo nosso bom Chico: “Em torno do tema sexual, para
não nos alongarmos em considerações desnecessárias, será justo sintetizarmos
todas as digressões nas seguintes normas:
1- Não
proibição, mas educação;
2- Não
abstinência, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo;
3- Não
impulso livre, mas responsabilidade.
Fora
disso – conclui Emmanuel – é teorizar simplesmente, para depois aprender ou
reaprender com a experiência”.
Outra
brecha para a obsessão é ressaltada pelo uso abusivo de drogas. É sabido que
todas as medidas higiênicas proscrevem substâncias cujo emprego pode levar
aquele indivíduo que desta se utiliza a estado de dependência, fazendo-o viver
em função do vício, no empenho de alimenta-lo, usando de toda sorte de meios
para conseguir seu intuito, chegando a culminar nos mais terríveis desatinos,
se lhe falta o dinheiro necessário para adquirir a droga. Ocorrem então três
fases:
1- O
indivíduo se acostuma e requer doses cada vez mais fortes para sentir o efeito
desejado;
2-
Instala-se a necessidade fisiológica e emocional da droga “Fase do hábito”;
3- Tal
necessidade passa de fisiológico-emocional, para física com severas manifestações
orgânicas quando o viciado se vê privado da droga (dependência).
Destas
fases, advêm os resultados:
1- lesões
orgânicas e distúrbios psicológicos;
2-
Alterações perispiríticas, de demorado tratamento curativo, podendo determinar
alterações no corpo da futura encarnação;
3-
Abertura de vigorosa brecha à penetração de insidiosos fluidos hauridos de
muitas entidades desencarnadas, que aproveitam a invigilância do encarnado para
poderem gozar satisfações carnais, a que se acostumaram quando estavam entre
nós, como outros viciados.
Tratamento
Da Obsessão:
Estando
em estado de vingança mental, sedento de justiça pelas próprias mãos, o
obsessor trás o perispírito carregado de vibrações densas e deletérias com apreciável
poder destrutivo. Pela afinidade com o encarnado, acaba por transmitir-lhe este
eflúvio tóxico. E o faz de tal maneira e em tal intensidade que o atingido tem
seu corpo alterado devido à recepção de toda uma pesada carga que lhe altera a
fisiologia e as estruturas do plano orgânico e mesmo psicológica, de
preferência no sistema nervoso. Tal desregulagem se acentua mais, diante da fraqueza
e da debilidade geral da vontade do encarnado.
Facilmente
há de se concluir, que a terapia, para ser completa, terá de incidir sobre
ambas as partes, quer dizer, sobre o espírito obsedante que se vale de sua
condição de invisível para agir na surdina sobre o encarnado que obrigatoriamente
terá que mudar seu modo de vida, no esforço em sua reforma moral.
E não é
sem grandes lutas que o obsidiado melhorará seu padrão vibratório.
Além
disso, a leitura edificante, a meditação serena acerca dos ensinamentos do Mestre,
a ação vigorosa da prece, a recepção de passes magnéticos-espirituais e culminando
por sua edificação espiritual, em termos de combate às más inclinações e maus
pendores, do exercício da calma, da paciência, da tolerância, do perdão, do desprendimento
aos bens terrenos e maior valorização do espírito serão o seu material de
trabalho diário.
Tratar-se
a obsessão fora destas diretrizes básicas, com fundamento nas palavras de
Jesus, é trabalhar-se improdutivamente, prolongando o sofrimento daqueles que
se encontram algemados a este doloroso reajuste.
Há que se
dizer que a precipitação e a pressa, não induzem à cura mais rápida,
contrariamente se dá, pois que, é todo um programa de vivência que solicita o
concurso do tempo, que exige perseverança, pois é, afinal, um programa de vida
para alguém que deseja ardentemente melhorar-se moralmente, em benefício não só
de si mesmo, mas também de seu irmão na humanidade.
São
fatores de aceleração do processo, a conscientização tanto do obsessor quanto
do obsidiado, que entendendo a necessidade da observância das Leis do Criador,
agem nesse sentido. Além disso, a fé, o amor e a caridade em dosagem alta no
ânimo das criaturas que tratam do obsediado, são de ajuda indispensável ao
projeto regenerativo.
E isto é
exteriorizado mediante:
1-
Doutrinação bondosa e energética do desencarnado, olhando-se a este como um
doente digno de tratamento coerente e evangélico;
2-
Reparação das lesões perispiríticas do obsediado mediante passes e água
magnetizada;(comumente conhecida como água “fluidificada”o que é um contracenso,
já que a água, por si só já é um fluido)
3-
Evangelização do obsediado socorrendo-o subsidiariamente, se for o caso, com
tratamento medicamentoso, receitado por médico espírita competente (para corrigir
possíveis lesões cerebrais que a presença do obsessor tenha desencadeado), e
apoio psicológico adequado.
Bem
amigos, esperando ter abordado o âmago do que trata o capítulo obsessão, dou
por terminado este breve ensaio.
Paz e
luz!
Moura
Rêgo
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_Bibliografia:
Obras básicas
O Evangelho Segundo o Espiritismo;
O Livro dos Médiuns;
O Livro Dos Espíritos.
Obras subsidiárias:
Martins, Celso
A Obsessão e Seu Tratamento Espírita;
Chico Xavier/ André Luiz
Sinal Verde
Chico Xavier/ Emmanuel
Vida e Sexo.
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