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Vigilância, Prece e Trabalho no
Bem são as Melhores Defesas
Adésio Alves Machado
Harmonia emocional e
equilíbrio psíquico são estados d'alma que não devem ser descurados pelo homem
(espírito reencarnado) transitando num mundo inferior, onde hábitos de higiene
objetivando a saúde do corpo são realizados com o melhor dos esmeros, em
obediência às conquistas éticas em volta do asseio.
Vejamos que, com
facilidade e imediatismo, recorremos à farmacopéia quando as disposições físicas
cambaleiam e as disfunções psíquicas entram na faixa dos distúrbios
perturbadores, assim mostrando o nosso respeito e apreço pela indumentária
carnal. Não adiemos, de igual modo, a terapia evangélica que sempre haverá de
nos proporcionar a saúde espiritual.
Quando mais drástica
é a saúde do corpo, a cirurgia é chamada à extirpação de órgãos enfermos e os
transplantes deles acontecem, favorecendo a continuidade da existência no plano
da carne. Por que então recear amputar do organismo moral os tumores malignos
da inveja, do egoísmo, da insensibilidade diante da dor alheia, da violência,
da busca desenfreada dos gozos sensuais? São viroses de alto risco que também
precisam de medicação eficaz no seu combate, fixadas em nosso campo psíquico,
contaminando todos os departamentos da alma, porque foram instaladas em
vivências reencarnatórias do passado e prosseguem sendo alimentadas pela
insensatez humana.
Jamais desprezaremos
o uso de analgésicos e calmantes nas horas de aliviar as dores. Assim, também,
não deixemos de usar a oração que adormece as paixões, acalma as intemperanças,
alivia os tormentos, tonifica o ânimo, empurra para o alto a criatura
adormecida pelas ambições terrenas perecíveis. Orar é medicar-se, minimizando
angústias e reorganizando programas de trabalho no bem.
As academias de
ginásticas proliferam em todos os recantos das grandes e pequenas cidades,
oferecendo aos praticantes de ginástica terapêutica a preservação das formas
físicas e a longevidade orgânica, o que é mais do que válido e louvável.
Entretanto, não nos recusemos ao exercício da caridade como ginástica
terapêutica por demais eficaz à manutenção do nosso acervo espiritual, o qual é
da nossa competência preservar na caminhada redentora em que estamos engajados.
Nossa instrumentalidade
carnal tem direito, segundo a lei divina de Conservação, a todo recurso que a
possa conversar à disposição do Espírito para que absorva as experiências que
se fazem necessárias na vivência terrena, com vistas à vida espiritual.
Todavia, a alma, no casulo da carne, requer cuidados especiais que devem e
precisam ser atendidos por nós sem postergação, sob pena de amargarmos mais
tarde os rigores da lei de causalidade, sempre pronta a cobrar pelos nossos
desvios neste ou naquele campo de atividades.
Vejamos que os lares
domésticos não prescindem de lixeiras, canos por onde escoam detritos, a fim de
que a vida se torne agradável, boa de ser vivida. Mas, por que dispensar o uso
de depósitos de lixo e esgotos de origem moral/espiritual para neles atirarmos
os detritos morais que acalentamos em nossas casas mentais? Façamos isto para
desfrutarmos de ambiências saudáveis, sem lixos miasmáticos mentais que não
devem fazer parte de nosso cotidiano.
Conversas
maledicentes, censuras despropositadas, discussões em torno de temas vulgares,
pensamentos deprimentes fazem parte de um lixo não visto pelos olhos humanos,
mas que são uma realidade de ordem moral, cuja limpeza nos propiciará a fruição
do equilíbrio espiritual.
Reprochemos de nossos
ouvidos assuntos perturbadores que causam inquietude, conversas deprimentes que
desajustam, a descrição de cenas violentas que estimulam o desequilíbrio
emocional. Evitamos, deste modo, os lixos morais que infestam e intoxicam a
nossa mente, por se fixarem em região de difícil acesso: o inconsciente do
homem. Toda essa sujeira moral fica instalada nos painéis mentais e costumam
construir ideoplastias infelizes, condutoras que são à rebeldia, ao relaxamento
dos laços afetivos, ao desmoramento dos casamentos, aos conflitos entre pais e
filhos...
A aparência das
pessoas que carregam habitualmente esses miasmas são fascinantes, mas por
momentos. Na realidade, a aparência vai revelando, com o tempo, sintomas
profundamente infelicitadores em qualquer situação que atue a alma que a carrega.
Preservando o
Espírito manteremos o corpo sadio, passando ele a gozar a paz de que todos
precisam.
Sempre nos é
facultado encontrar a saúde da mente que foi perdida, ao escorregarmos no lodo
do erro, na fuga aos deveres, no desrespeito ao direito alheio...
Se porventura ainda
não fomos contaminados, vamos nos poupar.De que maneira? Ouvindo JESUS, que
identificou as fraquezas humanas e, preocupando-se com elas, receitou as
súplicas contidas na oração dominical, dizendo ao Pai "que nos livre do
mal", e que "não nos deixe cair em tentação".
Em tudo e por tudo é
bem mais fácil usufruir de felicidade antes de sermos contagiados pelos vírus
calamitosos de ordem mental, dessa forma evitando as ocorrências prejudicais.
Fonte: Revista
Internacional de Espiritismo
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