Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Artigos

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

 

 

 

 

 

 

 

 

O Amor em Ação

 

Neíse Távora

 

Embora diferentemente do que pode parecer a uma primeira vista, não é fácil conceituar o que é o amor, porque variadas são as interpretações que se oferecem ao termo, e muito menos ainda dos níveis, formas e possibilidades de seu exercício.

O amor é compreendido, comumente, como um sentimento que impulsiona o ser e que o leva a outro ser, com desejo de aproximar-se ou de unir-se a ele.

Mas na verdade o amor reveste formas infinitas, como cita Leon Denis, ele se expressa de diversas maneiras, que vão das mais simples até as mais sublimes.

O amor está presente na natureza, como elemento que une todos a tudo. No reino mineral se manifesta pela atração, no reino vegetal pela cooperação, no reino animal pela proteção e no hominal pela fraternidade.

Joanna de Angelis, no livro “Estudos Espíritas”, escrito através da psicografia de Divaldo Franco, comenta que muitas são as conceituações que tentam definir o amor, através dos tempos, dentre os quais:

·        Empédocles, para quem o amor é a força que preside à ordem do mundo, como expressão da divindade no ato da criação;

·        Heráclito, sem perceber a transcendência do amor, compreendia-o como estímulo dos contrastes;

·        Sócrates dividia-o em duas dimensões, uma com feição divina, capaz de agregar todos e tudo, e outra como forma que corrompe e abastarda os homens;

·        Epícuro, coloca-o como ato de natureza fisiológica e sensual, como característica da animalidade;

·        Zenão, tomou o amor como ideal de beleza, como força libertadora dos sentidos mais grosseiros, capaz de elevar o ser;

·        Plutarco, observava sua exteriorização como paixão arrastadora e também como ato de fervor que enobrece...

Na versão original, em grego, do novo testamento, três palavras definem o amor. A palavra Eros significava uma espécie de amor estético ou romântico. A palavra Philia traduzia afeição íntima, amizade, amor aos amigos... A terceira palavra Ágape tinha por sentido a boa vontade, o amor transbordante que redime e que nada espera em troca. Enfim, Ágape tem o significado do amor em plenitude, do amor de Deus pela sua criatura.

Posteriormente, os modernos pensadores das correntes utilitaristas, sensualistas e existencialistas, reduzem o conceito do amor a algo puramente vinculado aos instintos e apetites sexuais, que estimulados pela idéia da libido freudiana, não distinguem o fator reprodutor no uso do sexo, da perversão e do abuso, onde a busca pelo prazer transforma-se na finalidade da vida, com comprometimento grave do equilíbrio dos centros genésicos. Ao contrário do sexo vivenciado pelo amor que se transforma em fonte de sublimação.

De acordo com Joanna de Angelis, o amor À luz da filosofia, pode se apresentar sob dois aspectos. O primeiro que procede das tendências eletivas (por eleição e escolha), dimana da razão, do ideal, das manifestações platônicas, do sensual e do fisiológico. Origina-se das fontes íntimas do sentimento e se apresenta de forma variada a partir de impulsos imediatos. Portanto, indo das manifestações brutalizadas até as manifestações da excelência da estética, conduzindo até mesmo à angelitude. O segundo que se origina nas inclinações e vivências domésticas, se expressa na consangüinidade, através do amor maternal, filial, paternal, conjugal, etc.

No âmbito das religiões o amor é sempre citado como uma das mais caras virtudes. No hinduísmo, por exemplo, o amor assume conotações diferenciadas de acordo com o relacionamento envolvido. O mais sublime é o amor que une os homens a Deus, entretanto distingui-se profundamente do amor dos pais pelos filhos, pois sua essência é a proteção, a dos filhos inclui a dependência. O amor dos amigos é diferente do amor conjugal, como também é diferente o amor do aprendiz para com seu mestre. O hinduísmo sustenta que todas as formas de amor fortalecem o amor a Deus.

Na ciência, como na arte e em outras instâncias da vida encontram-se sempre apóstolos e heróis que acreditam na força do amor como expressão da vida, da beleza e do progresso humano e social de todos os povos e nações.

Diante dessas explicações, pode-se constatar que existem variadas formas de conceituar o amor, desde as explicações que tratam-no com atitude marcada profundamente pelo comportamento instintivo, característica da sensualidade desenfreada e exarcebada, capaz de gerar os atos que subjugam e escravizam o ser, impedindo-o de progredir ainda que, temporariamente, como daquelas que o vinculam a dimensões mais nobres.

Entretanto, o marco que revolucionou as posturas diante do que é o amor, foi apresentado à humanidade por Jesus. Dimensão construída, vivenciada e transmitida nos ensinamentos e, sobretudo na experiência e demonstração concreta de sua própria vida.

Jesus vem propor a todos, uma reformulação dos ideais, dos princípios e conceitos éticos vigentes, conclamando-os à prática cotidiana do verdadeiro amor. O amor que liberta, que plenifica, capaz de transformar todos os seres e o mundo.

Afirma que todas as coisas são criadas por um ato de amor de Deus e mais, que todos indistintamente, foram criados para amar.

Idéias posteriormente acrescidas, por meio de mensagens da Espiritualidade superior, nas obras da codificação.

Explicações de que o amor existente em cada criatura não se encontra plenamente desenvolvido desde o princípio, porque essa é tarefa da criatura, no caminho a ser trilhado no aprendizado da prática do amor.

O amor, nesse aspecto, não é algo que surge e cresce espontaneamente nas pessoas, sem nenhum esforço, mas ao contrário, necessita da vontade e do trabalho contínuo e permanente para a consolidação desse aprendizado.

Ele é conseqüência e expressão do nível de consciência e de evolução do ser, portanto, ele é proporcional ao progresso obtido.

Quanto menos evoluído o ser mais dificuldade ele tem na compreensão e no exercício do amor.

As formas de manifestação do amor estão vinculadas ao nível de consciência alcançado e ao grau de evolução do ser que o pratica.

No Evangelho são observadas algumas referências ao processo de evolução do amor. No início, diz-se, há apenas instintos que aos poucos se transformam em sentimentos e o mais sublime deles é o amor.

Nesse aspecto, compreende-se que no seu processo evolutivo o espírito projeta um caminho cuja direção é conduzida no sentido do aprimoramento desse sentimento e cuja finalidade é destiná-lo e dirigi-lo em benefício do próximo.

De uma forma precária pode-se dividir o processo evolutivo do amor em alguns estágios, tais como:

·        Primeiro estágio: O Amor Instinto, que faz do ser amado um objeto de manifestações ainda brutalizadas. Forma primitiva de amar;

·        Segundo estágio: O Amor Possessivo, trata o ser amado como propriedade, como coisa, como objeto capaz de ser manipulado, coagido, controlado. É marcado pelo egoísmo;

·        Terceiro estágio: O Amor Obsessivo, aquele que envolve o ser amado numa idéia fixa, como única razão e sentido da vida, amor que sufoca o ser amado;

·        Quarto estágio: O Amor Dominador, que aprisiona o ser amado, envolvendo-o pelo sentimento, não permite que o ser amado tenha sua própria identidade. Marcado pelo ciúme;

·        Quinto estágio: O Amor Parceiro, que compartilha cotidianamente com o ser amado a vivência do amor, mesmo diante das dificuldades. Característica básica a compreensão, a amizade, o afeto, o companheirismo;

·        Sexto estágio: O Amor Fraterno, capaz de dividir-se, de doar-se sem necessidade de reconhecimento nem gratidão;

·        Sétimo estágio: O Amor Divino, caracterizado pelo amor de Deus às criaturas, como o amor que é perfeição, presente no ato de criação dos seres;

Como se pode observar, pelos estágios acima, o desenvolvimento do amor é fruto direto da evolução do espírito que o pratica. Exceto o amor divino que é a própria expressão da perfeição.

Vários foram os exemplos vivos do amor fraterno que a humanidade conheceu, depois de Cristo, o Mestre dos mestres no ensinamento prático do amor, a partir de então surgiram outros que dirigiram suas vidas para essa finalidade, como o fizeram Francisco de Assis e tantos outros.

Entretanto, o amor que Cristo veio transmitir não é apenas o amor sentimento, embora importante como ponto de partida, como a piedade e a misericórdia.

Mas, o amor que vai muito além, o amor que Ele ensinou e que marcou toda Sua existência na Terra, foi o amor que transforma o outro. O amor que é capaz de sair de si e comprometer-se com o progresso do outro, com o progresso da humanidade.

O amor conduzido a essa dimensão, vinculado a destinação da própria humanidade, ultrapassa o simples sentimento. Lembra uma passagem do Evangelho Segundo o Espiritismo que ao falar da caridade diz que esta não pode ser identificada com a esmola, pois essa é a mais fácil forma de manifestação. A caridade verdadeira é de outro nível, é aquela que se compromete com o desenvolvimento, autonomia e independência do semelhante.

Essa também deverá ser a forma de compreender e praticar o amor, sabendo que a caridade também é expressão do amor que se deve ter pelo próximo.

Enfim, todos os seres foram e são criados por Deus, por amor e para amar.

O amor se constitui então, no princípio e finalidade da vida. Ele se apresenta como o caminho da evolução.

É para isso que todas as criaturas se renovam e se programam diante do processo reencarnatório, aprender a amar é sua finalidade. Reencarnar-se porque ainda não se aprendeu a amar.

O amor é ação, não apenas um sentimento que se nutre por alguém, ou por alguma coisa.

E como se aprende a amar? É o que muitos perguntam. Aprende-se a amar amando. Ama-se quando se doa. Ama-se quando agimos em benefício e com o outro. Não há como aprender a amar sem o exercício da vontade, sem o uso consciente do livre arbítrio. Amar não se aprende nos livros, mas na vivência cotidiana, com o próximo. Alguns há que conseguem aprender mais rápido que outros, mas todos hão de conseguí-lo.

Na grande maioria das vezes, o amor que se doa retorna multiplicado inúmeras vezes. O grande beneficiário não é, embora possa parecer, o que recebe, mas quem o doa.

O Cristo não cativou as multidões pela oratória, mas pelo amor que dedicou aos semelhantes.

Segundo Leon Denis: “De grau em grau, sob a influência e irradiação do amor, a alma se desenvolverá e engrandecerá, verá alargar-se o círculo das sensações. Lentamente, o que nela não era senão paixão, desejo carnal, ir-se-á depurando, transformando num sentimento nobre e desinteressado; a afeição a um só ou a alguns, converter-se-á na afeição de todos, à família, à pátria, à humanidade” (O problema do Ser, do Destino e da Dor).

E ainda, que é pelo amor que Deus atua no mundo. Através dele atrai todos os que se retardam nos domínios da paixão, os espíritos cativos da matéria, elevando-os e conduzindo-os na espiral da ascensão infinita para esplendores da luz e da liberdade.

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.