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Jornal Verdade e Luz
Também chamada de
Onda Sísmica Marítima, ou Onda de Maré, uma onda oceânica catastrófica,
geralmente causada por um terremoto submarino que ocorre a menos de 50 km
abaixo do fundo do mar, com uma magnitude maior que 6,5 na escala Richter.
Deslizamentos de terra, costeiros ou marítimos, ou erupções vulcânicas também
podem causar um tsunami. O termo onda de maré é mais utilizado, mas é
incorreto, porque a onda não tem conexão com as marés. (da "Enciclopédia
Britânica)
A grande imprensa tem
divulgado a catástrofe geológica, com números que impressionam: mais de 150 mil
mortos; milhões de desabrigados; 13 países atingidos na Ásia e na África. Surge
a pergunta: Por que ocorrem tais fenômenos? como conciliar o fato com os atributos
de Deus?
Allan Kardec, o
codificador do Espiritismo, no cap. VI de "O Livro dos Espíritos",
Lei de Destruição, formulou as seguintes perguntas aos instrutores espirituais:
"Perg. 728: A
destruição é uma lei da Natureza?
Resp.: É necessário
que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque isso a que chamais
destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o
melhoramento dos seres vivos.
Perg. 729: Se a
destruição é necessária para a regeneração dos seres, por que a Natureza os
cerca de meios de preservação e conservação?
Resp.: Para evitar a
destruição antes do tempo necessário.
Perg. 730: Desde que
a morte deve conduzir-nos a uma vida melhor, e que nos livra dos males deste
mundo, sendo mais de se desejar do que de se temer, por que o homem tem por ela
um horror instintivo que a torna motivo de apreensão?
Resp.: O homem deve
procurar prolongar a sua vida para cumprir a sua tarefa. Foi por isso que Deus
lhe deuo instinto de conservação e esse instinto o sustenta nas suas provas.
Sem isso, muito freqüentemente ele se entregaria ao desânimo.
Perg. 733: A
necessidade de destruição existirá sempre entre os homens na Terra?
Resp.: A necessidade
de destruição diminui entre os homens à medida que o Espírito supera a matéria.
É por isso que ao horror da destruição vedes seguir-se o desenvolvimento
intelectual e moral.
Flagelos Destruidores
Perg. 737: Com que
fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores?
Resp.: Para fazê-la
avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a
regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo
grau de perfeição. É necessário ver o fim para apreciar os resultados. Só
julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos
por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são
freqüentemente necessários para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamente
a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos
séculos.
Perg. 738: Deus não
poderia empregar, para melhorar a Humanidade outros meios que não os flagelos
destruidores?
Resp.: Sim, e
diariamente os emprega, pois deu a cada um os meios de progredir pelo
conhecimento do bem e do mal. É o homem que não os aproveita; então, é
necessário castigá-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir a própria fraqueza."
(1)
"Perg. 738-a:
Nesses flagelos, porém, o homem de bem sucumbe como os perversos: isso é justo?
Resp.: Durante a vida
o homem relaciona tudo a seu corpo, mas após a morte pensa de outra maneira.
Como já dissemos, a vida do corpo é um quase nada; um século de vosso mundo é
um relâmpago na Eternidade. Os sofrimentos que duram alguns dos vossos meses ou
dias, nada são. Apenas um ensinamento que vos servirá no futuro. Os Espíritos
que preexistem e sobrevivem a tudo, eis o mundo real. São eles os filhos de
Deus e o objeto de sua solicitude. Os corpos não são mais que disfarces sob os
quais aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que dizimam os homens eles são
como um exército que, durante a guerra, vê os uniformes estragados, rotos ou
perdidos. O general tem mais cuidado com os soldados do que com as vestes.
Perg. 738-b: Mas as
vítimas desses flagelos, apesar disso, não são vítimas?
Resp.: Se
considerássemos a vida no que ela é, e quanto é insignificante em relação ao
infinito, menos importância lhe daríamos. Essas vítimas terão noutra existência
uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem
lamentar.
Transcrevemos apenas
partes de algumas perguntas e as respectivas respostas, estas também
parcialmente, para não alongar. Sugerimos aos interessados em aprofundar a
compreensão do assunto, do ponto de vista do Espiritismo, a leitura de todo o
capítulo VI, das Leis Morais, Lei de Destruição, do Livro dos Espíritos, bem
como o cap. 3.° do livro "A Gênese", intitulado "O Bem e o
Mal", e o cap. 18, do mesmo livro "A Gênese", "São chegados
os tempos".
Destacamos a resposta
à pergunta 738-a, onde os benfeitores espirituais afirmam: "Durante a vida
o homem relaciona tudo a seu corpo, mas após a morte pensa de outra
maneira". Com outras palavras: Enquanto estamos no corpo físico damos
muito valor a tudo que se relaciona com a vida material. Ainda não aprendemos a
pensar como Espíritos, que estamos no corpo físico só por uns tempos, e que a
vida espiritual é mais importante que a vida material. Na resposta à pergunta
738-b, os benfeitores espirituais nos ensinam que aqueles a quem chamamos de
"vítimas" são Espíritos que, como toda a população do Planeta, precisam
evoluir, e esse sofrimento, se souberem suportá-lo, terão larga compensação, ou
seja, o sofrimento redundará em evolução espiritual e, conseqüentemente, em
felicidade, no futuro.
1 Nota da Redação:
Não devemos estranhar a expressão: "necessário castigá-lo em seu
orgulho", considerado a época em que foi escrita. Em 1857, quando foi
publicado o livro, era usual referida expressão. O Espiritismo esclarece que
Deus não castiga nem premia. Ele nos ama e nos corrige através de suas leis
sábias, justas e misericordiosas.
Fonte: Jornal
Verdade Luz - Fev/2005
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