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Marcelino Pereira da Cunha
“Aquele
dentro vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra”(João, 8:7)
Todos carregamos
nossas imperfeições através das vidas sucessivas. Portanto, urge a necessidade
de uma profunda reciclagem no nosso mundo íntimo. Mudar tudo que por certo
possa ter sido útil no passado, mas que hoje necessita de uma diretriz mais adequada
ao nosso tempo.
Nesta jornada
evolutiva, encontramos na vida em família o primeiro recurso para o burilamento
íntimo. E é forçoso compreender os meios divinos à nossa disposição para vencer
esses árduos momentos de nossa evolução; e o lar é a melhor escola.
O sucesso na vida a
dois vem da capacidade de duas ou três vezes ao dia calar ao invés de falar.
A cada um de nós
depende encontrar o ponto de equilíbrio e conquistar a felicidade.
Quanto maior o
problema, maior o mérito. Quando o coração aprende a suportar as agruras da
vida, flui a essência pura do divino amor.
Rodolfo Calligharis
no livro “A Vida em Família”, página 89, informa:
“A bem da felicidade
comum, cada um dos cônjuges precisa sacrificar um pouco de seu “eu” para que o
“nós” se fortaleça e se torne cada vez mais agradável.
E a primeira coisa
que deve ser cultivada, de parte a parte, para que isso aconteça, é o dom de
perdoar.
Atritos, discussões,
mal-entendidos, etc., são episódios até certo ponto normais na vida de um casal
e, se não houver compreensão e tolerância recíprocas, no sentido de minimizá-los
e superá-los, o lar acabará deixando de ser um reduto de amor, de paz e de
alegria, para transformar-se em campo de beligerância, fria ou quente, mas, de
qualquer maneira, deprimente e deplorável.”
Nosso lar precisa ser
um recanto harmonioso, que ofereça abrigo a um clima de perfeita alegria. Se
pensamento é força criadora, ilógico será sustentarmos no nosso campo emocional
pensamentos negativos.
A Doutrina Espírita
sustenta-nos com vasto conhecimento. Cultivemos o melhor, para melhor acesso às
mentes que comungam com o bem.
Por certo contamos
com a ajuda constante de amigos espirituais, a inspirar-nos, competindo-nos
aceitar tão salutares sugestões para o pleno êxito de nossos compromissos.
“Aprendam primeiro a
exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais,
porque isto é bom e agradável diante de Deus”. Paulo ( I Timóteo, 5;4)
a luta em família é
problema fundamental da redenção do homem na Terra.
Como seremos
benfeitores de cem ou mil pessoas, se ainda não aprendemos a servir cinco ou
dez criaturas? Esta é uma indagação lógica que se estende a todos os discípulos
sinceros do Cristianismo.
Bom pregador e mau
servidor são dois títulos que não se coadunam.
O apóstolo aconselha o
exercício d piedade no centro das atividades domésticas, entretanto, não alude
à piedade que chora sem coragem ante os enigmas aflitivos, mas àquela que
conhece as zonas nevrálgicas da casa e se esforça por eliminá-las, aguardando a
decisão divina a seu tempo.
Conhecemos numerosos
irmãos que se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os que se lhes agregaram
ao círculo pessoal, através dos laços consangüíneos, entregando-se, por isso, a
lamentável desânimo.
É imprescindível,
contudo, examinar a transitoriedade das ligações corpóreas, ponderando que não
existem uniões casuais no lar terreno. Preponderam aí, por enquanto, as provas
salvadoras ou regenerativas. Ninguém despreze, portanto, esse campo, esse campo
sagrado de serviço de serviço por mais se sinta acabrunhado na incompreensão.
Constituiria falta grave esquecer-lhe as infinitas possibilidades de trabalho
iluminativo.
É impossível auxiliar
o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma causa pequena,
aquela em que a Vontade do Pai nos situou, a título precário.
Antes da grande
projeção pessoal na obra coletiva, aprenda o discípulo a cooperar, em favor dos
familiares, no dia de hoje, convicto de que semelhante esforço representa
realização essencial. (Do livro “Pão Nosso”, de Emmanuel, psicografia de
Francisco C6andido Xavier).
Estamos fartamente
esclarecidos sobre nossas responsabilidades, e é bom recordarmos o sábio
provérbio:
“Temos conosco cinco
por cento de inspiração. Compete-nos oferecer noventa e cinco por cento de
transpiração. Compete-nos oferecer noventa e cinco por cento de transpiração”.
Vale lembrar que
todos estamos na terra com a permissão de DEUS. Recordemos os ensinos do
CRISTO: "A ninguém é dado fardos além de suas forças".
Fontes: Notícias da Mocidade - Maio/2000
e Site Universo Espírita - www.universoespirita.org.br
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