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Luiz Gonzaga Scalzitti
“A verdadeira vida,
tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo modo
que não está no vestuário . Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive
ao corpo. O corpo se consome nesse trabalho, mas o Espírito não se gasta; ao contrário,
sai dele cada vez mais forte, mais lúcido e mais apto. Que importa, pois, que o
Espírito mude mais ou menos freqüentemente de envoltório?!” A Gênese.
Allan Kardec
Toda vez que
ocorre um Fenômeno Natural o Espírita parece se embaraçar com o fato de
precisar explicar aquilo que ele próprio não consegue apreender do estudo
doutrinário.
Sabemos todos,
que nossa vida real e concreta é a do mundo espiritual, e que em nos encarnando
apenas tomamos a forma material que nos permite experienciar aquilo que nós
passaríamos décadas aprendendo. Nos tornarmos fortes com muito maior rapidez e
desenvolvemos conceitos intelectuais e morais de forma mais objetiva e rápida.
É evidente que estamos contando o tempo relativo ao da eternidade e isto nos
propicia essa rapidez.
Além disso, o
Espírito tem muitos motivos para aqui estar encarnado. Um deles é o de
enfrentar possíveis desafetos do passado em corpos diferentes e de formas
diferentes daquela – em que fora desafeto – e muito mais do que isto, com o beneficio
do esquecimento do passado e dos fatos deste. Com um gênero de provas, veja bem
Gênero de provas: situações de adversidades e dificuldades próprias da matéria
que nos permite em cada oportunidade reencarnatória o desenvolvimento da
compreensão de uma nuança das dificuldades próprias de nossa imperfeição.
Passamos por tantas encarnações quantas sejam as necessárias à nossa fortificação
e desenvolvimento intelecto moral.
Analisemos este
fato, se nós Pais amorosos de filhos que nos confiou a Criação, nos preocupamos
em desenvolver a capacidade de todos eles, colocando-os nas melhores escolas,
propiciando-lhes as melhores oportunidades de desenvolvimento profissional
segundo nossas próprias possibilidades e isto de acordo com a livre escolha sem
fatalismos como poderíamos esperar fato contrário por parte da Criação.
Todos
desenvolvemos conhecimentos científicos em escolas e aprendemos com a Ciência
que todos os fatos da nossa vida material em nosso plano terreno são necessariamente
regidos por leis próprias que estabelecem a harmonia e a ordem em nossas vidas
de relação. Fatos que aprendemos desde os nossos tempos de caverna quando nos
protegíamos nestas, das ocorrências então desconhecidas.
Quando
aprendemos com Arquimedes a Lei do Peso Diferente dos Corpos. Quando Newton
estabeleceu a mais famosa delas: “Lei da Gravidade”, entre outras. Nós podemos
parar para refletir sobre os acontecimentos da Tsunami.
É claro que
também nos sentimos tocados pelo fato. Todos aproveitamos a ocasião para
refletir sobre nossa própria conduta quanto somos indiferentes com o ser humano
“Espíritos” em evolução assim como nós mesmos, podemos parar e refletir.
E começamos por
sobre o fato ocorrido. Embora incompreensível é Natural. Morremos porque
estamos vivos e devemos compreender que a morte física somente nos deve alertar
cada vez mais para o porvir, o mundo espiritual o real e verdadeiro mundo de
todos os Espíritos, onde existimos desde todo o sempre. E acima de tudo
esquecermos definitivamente de todos os dogmas do passado em que nos incutiam o
medo pela Criação. Época na qual nos faziam acreditar que se fossemos
assassinos iríamos encarnar para sermos assassinados, assim como crêem ainda
alguns de nossos irmãos espíritas acreditando na doutrina espiritualista do
“Karma”.
Não. De uma vez
por todas, aqueles que morreram não são de forma alguma “pecadores”. São
espíritos que estavam naquele local em desenvolvimento e pelo fato de naquele
lugar haver a possibilidade científica de ocorrências daquela natureza,
sofreram as conseqüências. É muito mais racional pensarmos e aceitarmos desta
forma. Agora o fato de isto propiciar um avanço mais rápido da população
material e espiritual é outra das racionalidades aí encontradas, pois de fato o
mundo socorre e acode as criaturas. Agora entendam que muito dos auxílios só se
referem à necessidades material, esquecem mais uma vez dos seres vivos, assim
como a comunidade mais rica do planeta aquiescer em deixar congelada as dívidas
dos paises atingidos. Percebem a dureza dos corações. Enquanto outros saqueiam
ou tiram proveitos da situação.
Lembram-se
quando Jesus respondeu aos Fariseus em relação à carta de adultério? “...eis
que isto ocorre pela dureza dos vossos corações pois que aquele que tendo dado
uma destas a sua mulher e conviver com outra também estará em adultério”.
Bem, somos ainda
muito duros de coração. Digo isso, referendando-me à polêmica resultante do
fato que acabamos por descobrir: ainda estamos longe de entender o Criador.
Dizem irmãos nossos porque leram no Livro dos Espíritos que há Espíritos
Elementais e que o acontecido teria sido uma ocorrência provocada por tais
Espíritos.
Isto me faz
refletir se devemos mesmo aceitar tal fato por ele ter sido citado naquele
livro, a meu ver de forma didática pelos Espíritos.
Ocorre que não
sabendo àquela época como ensinar tais fatos seria muito oportuno colocar um
ponto de entendimento.
Mas, com o
avanço de nossa capacidade de entendimento não seria o caso de aceitarmos o
fato de a ciência ainda não ter concebido o entendimento de todas as forças?
Não há pouco
mais de dez anos que a ciência concebeu o quarto estado da matéria: “O Plasma”,
muito desconhecido entre nós ainda. Então? Como podemos declarar sobre fatos
ainda não concebidos por nós mesmos?
Só com as tais
evasivas dos tais Espíritos Elementais, e da Teoria da Causa e Efeito, enfim,
por meios que são próprios da nossa maneira de imputarmos às coisas
desconhecidas os nossos conhecimentos pouco desenvolvidos ainda. Eu lembro
nisto o fato dos nossos irmãos indígenas de há bem pouco tempo, quando ainda
não tinham aprendido a negociar as tais pedras brilhantes de sua reserva,
rendiam homenagens aos antepassados para que os protegessem das tempestades e
dos trovões. É assim que o ser humano evolui do principio elementar de todas as
coisas para o mais complexo.
É ainda a melhor forma de desenvolvermos. Os chips dos nossos
computadores nos deixam ainda aparvalhados mas eles mesmos não têm o mecanismo
do cérebro humano e nem dos Espíritos. Outra questão que ainda o Espírita não
concebe de acordo pois não consegue compreender ainda o próprio Espírito
essência da vida de relação.
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