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A depressão é uma
doença psicossomática, que poderíamos dizer, mais detalhadamente, que é
bio-psico-neuro-imuno-endócrina, pois que atinge a psique e desestrutura a
mente, que, por sua vez, ao irradiar energia negativa, desequilibra os sistemas
nervoso central, endócrino e imunológico, causando ao corpo variadas doenças.
Esse mal acompanha a
espécie humana, ao longo dos tempos; porém, nunca tão intensamente, como neste
final de século das luzes e da tecnologia.
É a depressão uma doença que traz intenso sofrimento psico-físico, podendo, inclusive,
causar o suicídio inconsciente. É universal e atinge as pessoas, independente
do status social, raça, sexo, nacionalidade, cultura, idade. Em suma, todos
podem desenvolver essa patologia, que tanto sofrimento traz às pessoas dela portadoras.
Calcula-se que 10% da
população mundial, dela sofre, hoje. É preciso não confundir depressão, nem com
tristeza, que é algo normal, todo mundo sente e é passageira, nem com
transtorno bipolar, que alterna episódios eufóricos (mania) com episódios
depressivos. Esse transtorno bipolar, até pouco tempo, conhecido como psicose
maníaco-depressiva ou PMD, é muito mais grave do que a depressão.
As repetições de
episódios de depressão podem ocorrer, a partir de duas semanas depois que a
doença se instala, e perdurar por dias, meses ou anos a fio. Uma crise
depressiva pode durar minutos, horas ou o dia todo, constituindo o chamado
transtorno depressivo recorrente ou depressão unipolar. É um estado de ânimo
que deixa a pessoa freqüentemente desanimada, deprimida, de "moral baixa",
apática, sem graça, sem energia ou motivação para coisa alguma. A pessoa
torna-se insatisfeita, insegura, preocupada com tudo; é negativista.
Não devemos confundir
quem está deprimido, com quem está triste, "em baixo astral",
"na fossa", porque, momentos de tristeza, nas pessoas, é normal e
passageiro. Como diferenciar, então, os dois estados d´ânimo? Simples! Os
transtornos de humor variam mais e duram mais, no deprimido. A reação ao estresse
é mais intensa, tudo é complicado e difícil de resolver. O deprimido vive, o
tempo todo, se lamentando; em nada sente prazer e prefere ficar sozinho a ter
companhia. Já o tristonho normal, procura conversar, sair da rotina, ajudar-se,
distrair-se e não quer ficar sozinho, buscando, sempre, a companhia de outras
pessoas.
A depressão provoca mau
humor, irritação, queda na concentração no trabalho, e na qualidade de vida e
muito sofrimento. Ela vem se alastrando, no meio de nossa sociedade, dita
moderna, ocidental, pela inversão dos valores morais, uma vez que o homem
moderno deixa de privilegiar o "ser" em detrimento do
"ter".
Sociedade, em que os
valores materiais; o consumismo desenfreado; o "modus vivendi" e o
" modus operandi" capitalista; a concorrência selvagem, às mais das
vezes, imorais e ilegais, se sobrepõe aos valores individuais, familiares, coletivos,
morais e espirituais de cada indivíduo.
Sociedade em que o
homem não mais vê, no outro, um irmão de caminhada, mas um concorrente, que o
faz dormir e acordar, com medo, para enfrentar o novo dia, devido à falta de
segurança, gerada pelos desequilíbrios sócio-econômicos, baixos salários, medo
do desemprego, frustrações, violência nas ruas. Esse modo desumano de vida, de
sociedade, faz com que o indivíduo se sinta, sozinho, na multidão.
As pessoas vivem, sob
de constante tensão, em angústia, inseguras, com medo, situações essas que,
quando não são bem administradas, acabam, na melhor das hipóteses, gerando o
estresse ou, ainda mais grave, produzindo a síndrome do pânico ou da depressão.
A depressão, por si só,
pode provocar, no organismo da pessoa: insônia ou sonolência, dores musculares,
queda no desempenho sexual, sudorese, esquecimento, palpitações cardíacas,
falta de ar, dor no estômago, prisão de ventre, boca seca, pressão no peito,
dor de cabeça constante, medo, vazio existencial e perda de sentido da vida,
entre outros males.
O que se pode fazer
para evitar esse terrível e angustiante mal?
A profilaxia do mal,
só, depende de cada um de nós. Para evitá-lo, procuremos seguir as regras
simples que se seguem:
* Tenha, sempre, uma
ocupação em vez de preocupações. Não confunda preocupação com responsabilidade.
Todos temos deveres e obrigações a cumprir, mas devemos ter responsabilidades e
não preocupações.
* Evite todas as formas
de desequilíbrios mentais, que podem levar aos distúrbios psíquicos, tais como:
inveja, mentira, vaidade, orgulho, ódio, rancor, avareza, mágoa, ciúme, cobiça,
amargura, indiferença, egoísmo, egocentrismo, pessimismo, ira, desespero, revolta.
São portas que, abertas, podem dar passagem às doenças mentais, como a
depressão, entre outras, que abrem sucessivas portas para as doenças do corpo,
porque baixam as resistências do organismo quando atacam o sistema imunológico,
produzindo doenças como a hipertensão arterial, as arritmias cardíacas, as
úlceras e gastrites, as doenças alérgicas, as colagenoses como o lúpus e os
reumatismos, as infecções, os diversos tipos de câncer e muitos outros males.
As moléstias físicas resultam das mentais, que provêm das doenças espirituais,
conhecidas, hoje, como espiritopatias, entre os médicos espíritas, ou doenças
da alma, que são males do pretérito, auto-infligidos (Lei de Causa e Efeito) ou
adquiridas (obsessões).
* Reconhecer, como nos
ensina Joanna de Ângelis: "A depressão instala-se, pouco a pouco, porque
as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam,
vagarosamente, o equilíbrio mental". "...Todos os males que infelicitam
o homem procedem do espírito que ele é, no qual se encontram estruturadas as
conquistas e as quedas, no largo mecanismo da evolução inevitável. Da alma
procedem as realizações edificantes e os processos degenerativos que se exteriorizam
no corpo".
* Não se lembre do
ontem, mas pense no amanhã.
* Ande de frente para o
sol, para que a sua sombra fique às suas costas.
* Aprenda a sorrir,
pois infeliz é aquele que não tem mais um sorriso para dar.
* Qualquer que seja o
problema, lembre-se que, na vida, tudo passa e isto, também, passará.
* Saia da depressão em
que se encontra, e suba a montanha, pois, do alto, você será o primeiro a ver
os raios do sol, quando nascer.
* Não viva na solidão.
Abra, bem, os olhos e verá um mundo de gente amiga, ao seu redor.
* Procure participar,
ajudando, somente, quem é solidário não é solitário.
* Recebemos o que
damos. Colhemos o que plantamos.
* Distribua
felicidades, pois a felicidade é algo que se multiplica, quando se divide.
Para finalizar,
lembre-se: todos temos, dentro de nós, um médico interno, à nossa disposição.
Só adoece quem quer!
Guilherme Travassos Sarinho
Associação de Medicina e Espiritismo da Paraíba
sarinho@zaz.com.br
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