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As
Irmãs Fox, Conan Doyle e o Espiritismo Brasileiro
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Jáder dos Reis Sampaio[1]
O episódio de Hydesville tornou-se famoso por desencadear uma investigação pública
de conseqüências marcantes para a história do Espiritismo no mundo.
As Comissões de Rochester
Em 1848, uma multidão de norte-americanos acotovelou-se no Corinthians Hall,
salão do município de Rochester, no estado de New York - Estados Unidos da
América, para acompanhar uma comissão que iria descobrir os truques
supostamente empregados por duas adolescentes que pareciam simular sons
atribuídos a pessoas mortas. Desde que os ruídos haviam se tornado conhecidos
por seus vizinhos e se houvera estabelecido algum tipo de comunicação com sua
fonte, boa parte da pacata população dos arredores de Hydesville tomou-se de
uma certa indignação que parecia recordar os episódios de caça às bruxas de
Salém.
Três adolescentes de nomes Catherine (Kate), Margaret (Maggie) e Ann Leah eram
o alvo dos interesses da população predominantemente protestante de sua cidade.
Filhas do camponês e pastor metodista, John Fox as duas primeiras foram transferidas
de sua fazenda para duas casas em Rochester, a do tio e a da irmã Ann Leah, que
era casada e passou a assinar Ann Leah Fish. Desde então, os referidos fenômenos
começaram a manifestar-se nas suas novas residências e em outras casas de Rochester
e cidades vizinhas.
O erudito Canuto Abreu (1996), citando uma das mais conhecidas divulgadoras
destes eventos[2], fez uma análise oportuna do caráter dos quakers, o que
explica a notoriedade do acontecido.
Rochester foi fundada por um quaker (Nathaniel Rochester), linha protestante
fundada por George Fox na Inglaterra que acreditava na revelação imediata e
individual de Deus. Abreu afirma serem fundadores de estados livres americanos
e defensores da liberdade de expressão, sendo tolerantes para com as diversas
crenças e religiões.
Como as manifestações não cessassem com a mudança das meninas para a cidade e a
população ficasse cada dia mais indócil e propensa a atos de violência, a Sra.
Fox procurou o Sr. Isaac Post, um quaker respeitado pela população e um dos
diretores da "Sociedade dos Amigos"[3] para que intercedesse em seu
favor e esclarecesse o acontecido. Após a consulta aos "spirits",
Post decidiu por promover manifestações públicas no maior salão da cidade,
acompanhadas por uma comissão de investigadores, assegurando ele próprio, o
pastor metodista Jervis, o doutor Capron e as respectivas esposas a integridade
das jovens. Este evento se deu a 14 de novembro de 1849. (SILVA, 1997)
A comissão que tinha por relator o redator-chefe do jornal Rochester Democrat
(que segundo Doyle (1926), já havia preparado um artigo denominado
"Exposição completa da mistificação das batidas"e que foi sustado
após os trabalhos referidos) e concluiu que as batidas eram verdadeiras, que se
produziam às vezes à distância das meninas (nas paredes e portas) que
respondiam às vezes certo e às vezes errado às perguntas que lhes eram
dirigidas e que "não puderam encontrar nenhum processo pelo qual elas
pudessem ser produzidas".
Recebido o relatório com sinais de desagrado pela audiência, decidiu-se pela
nomeação de uma segunda comissão, com a presença do Dr. Langworthy para
controlar a possibilidade da ventriloquia por parte das Fox. Concluiu-se que os
sons foram ouvidos, não eram produzidos por máquina ou pela ventriloquia
Nomeou-se ainda uma terceira comissão, que examinou as jovens Fox despidas, amarraram
os vestidos ao corpo e as colocaram sobre vidros, de pé sobre almofadas, amarradas
nas cadeiras e em outras situações que não impediram as manifestações. A comissão
declarou que as perguntas feitas, algumas delas apenas pelo pensamento, haviam
sido respondidas corretamente. (Doyle, 1926. p. 89) Este episódio quase causou
o linchamento das médiuns.
A Crítica da Revista Veja
Detenho o leitor espírita nestes episódios, seguindo a lógica do criador de
Sherlock Holmes, porque muito recentemente a mediunidade das irmãs Fox foi
posta em questão por uma jornalista brasileira, que deu mostras de escrever de
oitiva. Ao concluir um artigo escrito em um tom um tanto irônico sobre o
Espiritismo, ela conclui com a frase de efeito:
"Anos depois de causar furor as irmãs Fox se desmentiram. Disseram que os
espíritos eram invenção delas. No Brasil, ninguém ligou". (Varella, 2000)
Curiosamente, o médico e escritor escocês, Sir Arthur Conan Doyle, dedicou um
capítulo inteiro de seu livro História do Espiritismo no debate deste tema,
livro este que foi traduzido ao português por um espírita de renome no
movimento brasileiro a quem devemos também a tradução da Revista Espírita de Kardec,
Júlio Abreu.
Pesquisas e Relatos sobre as Irmãs Fox
No seu capítulo, amplamente documentado com declarações assinadas, Doyle vai mostrando
ao leitor as investigações a que foram submetidas e as perseguições que as
Irmãs Fox sofreram. A obsessão da grande maioria dos pesquisadores que as estudariam
focalizava-se em descobrir as origens físicas ou fisiológicas das batidas.
Conan Doyle recuperou um episódio da vida de Margareth Fox onde ela se
interessou e foi correspondida por um médico puritano chamado Kane[4], com quem
veio a casar posteriormente, e as pressões que ele exerceu para que ela
desmentisse a comunicação com os espíritos. A partir da análise das cartas, o
criador de Sherlock Holmes conclui que ele "pensava de modo vago que
houvesse alguma fraude" mas que "nos anos de sua maior intimidade
Margareth jamais admitiu", que "ele jamais pode sugerir no que
consistia a falcatrua" e que "ela empregou as suas forças de maneira
que os espírita sérios deploram". (DOYLE, 1926. p. 97)
Assim como outros médiuns do século XIX, as Fox tiveram dúvidas quanto à origem
espiritual dos fenômenos, e pode ser que houvessem praticado algum tipo de
fraude em momentos isolados de sua carreira, especialmente porque passaram a
viver da demonstração dos fenômenos. Conan Doyle transcreveu a seguinte frase
do livro do Dr. Kane:
"..."Ela dizia sempre que nunca tinha realmente acreditado que as
batidas fossem obra de espíritos, mas pensava que nisso havia uma relação com
certas leis ocultas da natureza." Esta foi sua atitude posterior na vida,
pois em sua ficha profissional dizia que o povo devia por si mesmo julgar da
natureza de suas forças." (DOYLE, 1926. p. 97)
O banqueiro Charles Livermore, de Nova York, afirma que recebeu comunicações de
sua esposa falecida, Estelle, num período de dez anos, mensagens através de
Kate Fox, algumas escritas em francês, espanhol e italiano, idiomas
desconhecidos pela médium.
O Sr. Cromwell Varley (eletricista responsável pelo lançamento do cabo
submarino no atlântico) realizou esperiências sobre eletricidade com Kate Fox.
Em sua visita à Inglaterra Kate foi estudada por um conhecido membro da
Sociedade Dialética de Londres, o Dr. William Crookes. Transcrevo abaixo um
relato de um dos resultados obtidos por ele:
"O relatório de Crookes das observações na presença de Kate Fox continua
sendo um claro exemplo de evidência para "raps" paranormais, exceto
pela falta de múltiplas testemunhas. Ele obteve "raps" em vários
objetos e materiais - um pedaço de vidro, um pandeiro, uma árvore, um pedaço de
papel suspenso por uma linha." (RUSH, 1986. p. 241`)
Sir Arthur Conan Doyle relatou um episódio da pesquisa de Crookes onde estavam
presentes sua esposa e uma parente:
"Eu segurava ambas as mãos da médium numa das minhas enquanto seus pés estavam
sobre os meus. Havia papel sobre a mesa em nossa frente e eu tinha um lápis na
mão livre.
Uma luminosa mão desceu do alto da sala e, depois de oscilar perto de mim
durante alguns segundos, tomou o lápis de minha mão e escreveu rapidamente numa
folha de papel, largou o lápis e ergueu-se sobre as nossas cabeças,
dissolvendo-se gradativamente na escuridão" (DOYLE, 1926. p. 101)
O Prof. Russo, Dr. Butlerof, da Universidade de São Petersburgo, teve seu
relato transcrito no trabalho de Conan Doyle.
"De tudo quanto me foi possível observar em presença de Mrs Jencken[5],
sou levado à conclusão de que os fenômenos peculiares a esse médium são de
natureza fortemente objetiva e convincente e que, penso, seriam suficientes
para levar o mais pronunciado céptico, desde que honesto, a rejeitar a
ventriloquia, a ação muscular e semelhantes explicações dos fenômenos[6]."
(DOYLE, 1926. p. 103)
Seguem-se outros relatos e poderíamos ainda transcrever mais citações de outros
livros, mas estas são suficientes para afirmar-se que as Fox foram estudadas
por cientistas, em ambientes controlados e apresentaram resultados
satisfatórios, não apenas de "raps", como de outros fenômenos de
efeitos físicos. Aqui temos um capítulo de suas vidas que não pode ser
atribuído à imaginação dos espíritas norte-americanos e que se acha bem
documentada, ainda nos dias de hoje. Vemos também que as hipóteses de ação
muscular eram conhecidas e controladas pelos cientistas que as estudaram, da
mesma forma que o foram pelas comissões do Corinthians Hall.
Por que insistimos tanto em dizer que cientistas estudaram a mediunidade de
Kate Fox? Um dos argumentos mais
empregados por aqueles que querem desmerecer uma fonte histórica, repousa na idealização
e na mitificação que geralmente acompanha movimentos sociais e culturais onde
as opiniões se polarizam e o componente emocional se torna muito influente. No
calor das discussões do Corinthians Hall, por exemplo, suas testemunhas
poderiam se ater a eventos isolados ou contar a sua versão, profundamente
marcada pela simpatia com as idéias espiritualistas. Embora este fenômeno seja
um fenômeno humano, o cientista foi treinado a tentar ser o mais descritivo
possível, a evitar suas simpatias e ater-se aos fatos para construir e
reconstruir suas teorias. Ele depende profundamente de sua reputação no meio
acadêmico para que suas comunicações tenham credibilidade. Todos sabemos que no
século passado o clima vigente nas academias era de uma compreensão empírica
das ciências, especialmente das ciências naturais. Ademais, os pesquisadores em
questão apresentam sua metodologia de trabalho e os seus cuidados para evitar a
ocorrência das principais hipóteses alternativas como a fraude e as ocorrências
naturais.
Passamos agora à declaração de Margareth Fox, seus motivos e sua retratação.
Por que Margareth Fox afirmou que
fraudava?
Margareth Fox-Kane deu uma declaração em setembro de 1888 ao jornal New York
Herald denunciando o culto espiritualista, mas preservando a idéia de que os
raps "eram a única parte dos fenômenos digna de registro". (DOYLE,
1926. p. 105)
Alguns escritores como INARDI (1979) destacaram suas palavras mais duras e de
efeito:
"Encontro-me aqui, nesta noite, na qualidade de uma das fundadoras do
Espiritismo[7], para denunciá-lo como fraude absoluta do princípio ao fim, como
a mais doentia das superstições e a mais maligna heresia que o mundo já conheceu..."
(Margareth Fox-Kane apud INARDI, 1979. p. 89)
Ao contrário do que afirma nossa jornalista brasileira, Kate Fox ficou
aborrecida com as declarações da irmã. Observe o leitor a correspondência que
ela escreveu à senhora Cottel em novembro do mesmo ano:
"Eu lhe deveria ter escrito antes, mas minha surpresa foi tão grande, ao
chegar e saber das declarações de Maggie sobre o Espiritismo, que não tive
ânimo de escrever a ninguém. (...)
Agora penso que podia fazer dinheiro, provando que as batidas não são
produzidas pelos dedos dos pés. Tanta gente me procura por causa da declaração
de Maggie que me recuso a recebe-los." (DOYLE, 1926. p. 107)
Doyle apresenta três razões para a conduta de Margareth Fox-Kane. A primeira
razão envolve uma discussão entre Kate e Leah em decorrência ao alcoolismo da
primeira. Kate e Margareth se tornaram alcoólatras e Leah fez pressões para que
parassem de beber, chegando a ameaçar Kate com a perda da guarda dos filhos. Ao
que parece, ela chegou a ser presa por algum tempo em decorrência de uma
denúncia da irmã mais velha, que teria alegado maus tratos para com os filhos.
(DOYLE, 1926. p. 106) Margareth se indispôs contra Leah em defesa da irmã,
ofendendo-lhe em sua crença no espiritualismo. RINN (1954) transcreveu algumas
declarações que ela lhe deu sobre o desentendimento com a irmã. Deixo ao leitor
a tradução de um deles, que nos esclarece sobre o seu estado de perturbação
interior:
"Outra irmã minha, Leah, maldita seja, me fez aceitar isto[8]. Ela é minha
maldita inimiga. Eu a odeio. Meu Deus! Eu a envenenaria! Não, eu não, mas eu a
açoitaria com a minha língua. Leah tinha 23 anos no dia em que eu nasci[9]. A
filha de Leah, Elisabeth, tinha sete anos no dia em que nasci. "Rá, rá! Eu
já era tia sete anos antes de ter nascido!" (RINN, 1954. p. 55)
O segundo motivo repousa na pressão que sofria por parte dos profitentes de religiões
protestantes e católicas. Em sua retratação, Margareth refere-se à influência
que sofreu de pessoas que tinham por interesse "esmagar o Espiritismo".
Conan Doyle chega a apresentar nomes de membros do clero que a fizeram crer que
tratava com o demônio. Margareth houvera se convertido ao catolicismo alguns
anos antes da declaração, o que foi confirmado por Rinn (1954), ao entrevistar
um padre da igreja de São Pedro, em Barclay Street, Nova York.
Finalmente, houve a proposta financeira do jornal, interessado em um
"furo" jornalístico, não importando se estaria ou não praticando
"imprensa marrom". As Fox viviam dos fenômenos que produziam, prática
em que são criticadas até por Conan Doyle, que morava em um país onde a
remuneração de médiuns é uma prática aceita.
Embora não tenha encontrado em minhas fontes uma transcrição exata da declaração
de Margareth Fox-Kane, com base na correspondência de Kate, transcrita acima,
ela parece ter "explicado" os fenômenos a partir da teoria dos
"músculos estalantes". No texto de Rinn (1954) se vê algumas outras explicações
aos fenômenos. Ela dizia que os sons nas paredes do "cottage" de Hydesville
vinham de maçãs que as irmãs deixavam cair, enganando seus pais, e que os
fenômenos de escrita direta eram fraudados com um giz entre os dentes, enquanto
os pesquisadores as retinham pelas mãos. Convenhamos que estas explicações,
face aos relatórios de pesquisas realizados desde a
demonstração em Rochester, são bastante insatisfatórias. Como elas teriam produzidos
os sons nos vidros, paredes e papéis distantes de seus próprios corpos,
estalando músculos? Como responderiam a perguntas mentais? Como forneceram
respostas corretas a perguntas que desconheciam, como o número de conchas
tomadas ao acaso de um montinho, por um de seus investigadores? Como elas
teriam burlado os cuidados dos cientistas que as pesquisaram? Nada disto parece
satisfatório, ainda que houvessem entremeado truques aos fenômenos, por razões
financeiras.
Por fim, Margareth Fox-Kane retratou-se um ano depois, em 20 de novembro de
1889 em entrevista dada à imprensa de Nova York. Para que não reste dúvidas,
transcrevo algumas partes.
"Praza a Deus (...) que eu possa desfazer a injustiça que fiz à causa do Espiritismo
quando, sob intensa influência psicológica de pessoas inimigas dele, fiz
declarações que não se baseiam nos fatos. (...)
Naquela ocasião (em que denunciou o Espiritismo) necessitava muito de dinheiro,
e criaturas, cujo nome prefiro não citar, se aproveitaram da situação. Daí a
embrulhada. Também a excitação ajudou a perturbar meu equilíbrio mental. (...)
Aquelas acusações eram falsas em todas as minúcias. Não hesito em dize-lo... (...)
Nem todos os Hermrmans vivos serão capazes de reproduzir as maravilhas que se
produzem através de alguns médiuns. Pela habilidade manual e por meio de espertezas
podem escrever em papéis e lousas, mas mesmo assim não resistem a uma investigação
acurada. A materialização está acima de seu calibre mental e desafio a quem
quer que seja a produzir batidas nas condições em que as produzo." (DOYLE,
1926. p. 108-109)
A partir deste momento ela se propôs a fazer conferências para "refutar as
calúnias" que ela própria lançou contra o Espiritismo. Ela fez uma carta aberta
ao público assinada de próprio punho diante de testemunhas como o Sr. O'Sullivan,
Ministro dos Estados Unidos em Portugal durante vinte e cinco anos.
O Papel das Irmãs Fox para o Espiritismo
Brasileiro Contemporâneo
Creio ter sido exaustivo na exposição de motivos, fatos e documentos, apesar de
não ter tido acesso a fontes primárias. Mesmo assim, cabe mais uma análise o
comentário da repórter brasileira. Qual o papel das irmãs Fox para o
Espiritismo brasileiro?
O lugar histórico das irmãs Fox para o movimento espírita e o chamado "modern
spiritualism" norte-americano e europeu foi o de pessoas cuja faculdade se
tornou notória e atraiu a atenção da sociedade e da academia, gerando um volume
enorme de estudos, pesquisas e discussões. Elas são um marco arbitrado pelos
escritores de história do Espiritismo para iniciar sua descrição de um
movimento social do século XIX. Ainda que fossem uma fraude completa, o que
creio ter discutido suficientemente com base no trabalho de Conan Doyle e de
outros autores, o Espiritismo brasileiro hoje não é um corpo de doutrina que
tem por base as comunicações dos espíritos que se manifestavam por intermédio
delas. Pelo contrário, Kardec teve o bom senso de trabalhar com múltiplos
médiuns, de grupos e países diversos, e de não propor verdades absolutas,
legando-nos uma mentalidade crítica. Temos acesso e estudamos obras produzidas
em diferentes pontos do globo, escritas por estudiosos, obtidas pela via
mediúnica ou resultado de pesquisas conduzidas em academias.
Sua contribuição, portanto, não exige que as idealizemos, ou as transformemos
em heroínas, ocultando seus defeitos, mas que as compreendamos como pessoas que
dentro de suas fragilidades e limitações, enfrentaram a intolerância de uma
época e deram uma contribuição importante para que hoje pudéssemos ter acesso a
tantas sociedades e grupos organizados, preocupados em entender o significado
dos fenômenos espirituais.
Fontes Bibliográficas
ABREU, Canuto. O evangelho por fora. São Paulo: LFU, 1996.
DELANNE, Gabriel. Os tempos modernos, in: O fenômeno espírita. Rio de Janeiro:
FEB, 1992.
DOYLE, Arthur Conan. História do Espiritismo. São Paulo: Pensamento, s.n. [Originalmente
publicado em 1926]
GIBIER, Paul. Origens do Espiritismo. In: O Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB,
1980.
INARDI, Massimo. A história da parapsicologia. Lisboa: Edições 70, 1979
LOUREIRO, Carlos Bernardo. As irmãs Fox. In: As mulheres médiuns. Rio de Janeiro:
FEB, 1996.
RINN, Joseph.
Searchlight on psychical research. New York: Rider and Company,
1954.
RUSH, Joseph. Findings from experimental PK research. In: EDGE, H. et al. Foundations of parapsychology. Boston-USA:
Routledge & Kegan Paul, 1986.
SILVA, Eliane M. O espiritualismo no século XIX. CAMPINAS-SP: UNICAMP, 1997. [Coleção
Textos Didáticos, no. 27]
VARELLA, Flávia. À nossa moda, Veja, no. 1659, p. 78-82, 26 de julho de 2000.
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[1] Professor da Universidade Federal de Minas Gerais e Membro da Associação Espírita
Célia Xavier de Belo Horizonte-MG
[2] Emma Harding Britten
[3] Society of Friends, nome dado à comunidade quaker.
[4] Baseado no livro "As Cartas de Amor do Dr. Elisha Kane"
[5] Nome de casada de Kate Fox.
[6] Os grifos são nossos.
[7] A melhor tradução seria Espiritualismo ou Espiritualismo Moderno, termo que
designava o movimento que se desenvolveu nos Estados Unidos e que Kardec preteriu
por sua ambigüidade, criando ele o neologismo Espiritismo.
[8] Ela se referia ao espiritualismo.
[9] Este dado é bastante duvidoso, incoerente com outras fontes biográficas, o
que nos leva a crer que ela declarou ser a irmã mais velha do que realmente
era, com a intenção de ofendê-la e de parecer-se uma pobre vítima dela.
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Pensamento |
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O
mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino
de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.
Emmanuel/Chico
Xavier
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Na
companhia sublime
Do
amigo Excelso e Imortal,
Nós
somos semeadores
Da
terra espiritual.
Casimiro
Cunha/Chico Xavier
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